FA promete suspender jogadores por simular faltas a partir desta temporada

Atletas que provocarem expulsões ou pênaltis a seu favor com simulações serão suspensos por ao menos dois jogos pela FA

FA promete suspender jogadores por simular faltas a partir desta temporada
O objetivo é evitar prejuízos com lances de simulação em jogos (Foto: Adam Davy/PA Images/Getty Images)

Nesta sexta-feira (4), a temporada das ligas profissionais do futebol inglês começa, e terá uma novidade que chamou a atenção do mundo do futebol. A partir da atual época, a Football Association (FA, federação de futebol da Inglaterra) poderá punir jogadores que tentarem simular faltas durante partidas das quatro primeiras divisões. 

A medida havia sido adotada em maio, mas passará a valer a partir dessa sexta, quando dois confrontos abrem a Championship, segunda divisão do país: Sunderland x Derby County e Nottingham Forest x Milwall. A FA quer, assim, evitar problemas para equipes que possam ser prejudicadas por possíveis simulações.

Na última temporada, por exemplo, foi bastante discutido um lance no confronto direto contra o rebaixamento entre Hull City e Crystal Palace, em dezembro. Na ocasião, o meia Robert Snodgrass teria simulado um pênalti que ele mesmo converteu no jogo que acabaria empatado em 3 a 3. O caso em questão, de lance decisivo na partida, é um dos que pode ser julgado se acontecer normalmente na temporada 2018/19.

Isso porque as autoridades analisarão e julgarão incidentes que envolvam clara evidência de simulação e que tenham consequências significativas no andamento de uma partida. Se um jogador tiver forçado um contato para ganhar um pênalti ou forçar a expulsão de um adversário, por exemplo, o ato será revisado e poderá resultar em dois jogos de suspensão ao infrator.

O lance em que Robert Snodgrass, do Hull City, teria simulado um pênalti contra o Crystal Palace na última temporada (Foto: Lee Smith/Reuters)
O lance onde Robert Snodgrass, do Hull, teria simulado um pênalti contra o Palace na última temporada (Foto: Lee Smith/Reuters)

A nova regra é baseada em uma lei já bem-sucedida na Escócia, mas a federação inglesa decidiu fazer uma pequena alteração graças à subjetividade de determinados lances. Enquanto na Escócia cada lance é analisado por um oficial da federação, na Inglaterra as situações serão julgadas por um grupo de três pessoas – um ex-jogador, um ex-técnico e um ex-árbitro, ambos sem ligação com o clube envolvido no jogo.

Apenas haverá punição se houver uma decisão unânime sobre a possível simulação (mesmo que a maioria vote pela sanção, ela não ocorrerá caso todos não aprovem). Os participantes desse grupo julgador serão escolhidos em um quadro de 12 a 14 pessoas, com conhecimento dos clubes e todos os casos revisados independentemente, sem os escolhidos saberem quem são os outros dois membros daquele painel. Os jogadores que forem reincidentes em simuçaões ou que já tiverem sofrido punições por outras questões, como ofensas ou condutas violentas, podem sofrer castigos ainda maiores.

E aqueles que forem prejudicados por erros de arbitragem podem vir a ser beneficiados em julgamento. Caso um atleta seja expulso graças a um equívoco do juiz, por exemplo, terá seu cartão vermelho anulado na federação – porém, os cartões amarelos não serão derrubados, pois a FA deseja manter um padrão para manter as coisas claras nessas situações. Em todas as ocorrências, o objetivo da entidade é fazer os julgamentos mais rápido possível (de preferência entre as rodadas, para evitar prejuízos aos times envolvidos).

A Championship, segunda divisão inglesa, começa nesta sexta-feira, dia 4. Já a League One e a League Two (terceira e quarta divisões, respectivamente) começam um dia depois, 5 de agosto. A Premier League se inicia apenas na semana seguinte, na sexta-feira, dia 11.