Leicester City 2017/18: Na busca para superar a desconfiança deixada na temporada passada

Sob o comando de Craig Shakespeare, Foxes pretendem afastar a campanha decepcionante de 2016/17 com um investimento forte na janela de transferências

Leicester City 2017/18: Na busca para superar a desconfiança deixada na temporada passada
Arte: Hugo Alves/Editoria de Arte

O campeão da Premier League de 2015/16, Leicester City, teve um choque de realidade na temporada passada. Sofreram com a inconsistência na primeira metade do campeonato, com direito a briga contra o rebaixamento, demissão de Claudio Ranieri, mas com uma boa campanha na Uefa Champions League – culminada com uma eliminação nas quartas de final para o Atlético de Madrid, de Diego Simeone.

Após a recuperação da confiança com Craig Shakespeare, o Leicester voltou a ser um time forte, ainda não o suficiente para se intrometer no meio dos grandes ingleses, mas com fôlego para ao menos terminar a Premier League, sem maiores riscos, no meio da tabela. O péssimo começo custou caro em 2016/17, mas, com uma nova temporada pela frente, os Foxes podem pensar em voltar a ficar na parte de cima da tabela.

Pré-temporada

Até o momento, a pré-temporada do Leicester tem sido modesta, com apenas duas vitórias desde o mês de julho. Começou com sua participação no Premier League Asia Trophy, em Hong Kong. Na partida de estreia, empatou em 1 a 1 com o West Bromwich e venceu nos pênaltis para garantir vaga na decisão do torneio. Na final, perdeu por 2 a 1 para o Liverpool, de virada e ficou com o vice-campeonato do torneio amistoso.

No fim de julho, o Leicester City realizou três amistosos, com uma vitória, um empate e uma derrota. No dia 26, venceu o Luton Town, por 1 a 0; no dia 28, não saiu do 0 a 0 com o Milton Keynes Dons; no dia 29, perdeu por 1 a 0 para o Wolverhampton; no dia 1 de agosto, perdeu por 2 a 1 para o Burton Albion; e no dia 4 de agosto, os Foxes venceram o Borussia Mönchengladbach por 2 a 1.

Leicester City teve pré-temporada bastante dura (Foto: Getty Images/Tony Marshall)

Ousadia o mercado

O Leicester City foi ao mercado para repor saídas, entre as principais estão a do goleiro alemão Ron-Robert Zieler – vendido por € 4 milhões (R$ 14,8 milhões, na cotação atual) ao Stuttgart –, do zagueiro polonês Marcin Wasilewski, que deixou o clube ao final do seu contrato, e do meia Bartosz Kapustka deixou os Foxes, por empréstimo, rumo ao Freiburg. Um dos principais destaques do Leicester, Riyad Mahrez, poderá ainda ser alvo de propostas no tempo restante de janela e poderá deixar o clube.

Campeão inglês, Wasilewski se despediu do clube (Foto: Getty Images/Tony Marshall)

Em vistas de manter o nível na meta, o Leicester foi ao Hull City buscar Eldin Jakupovic, por € 2,3 milhões (R$ 8,5 milhões). Sem uma grande referência na marcação do meio desde a saída de N'Golo Kanté, os Foxes buscaram o espanhol Vicente Iborra, junto ao Sevilla – por €15 milhões (R$ 55,5 milhões, na conversão) – para ocupar a posição de meia defensivo.

Para ocupar o espaço deixado por Wasilewski, e para incendiar a briga pela titularidade na zaga, o Leicester foi atrás do emergente Harry Maguire, ex-Hull City, trazido por £ 13,7 milhões (R$ 56,1 milhões). O principal reforço para o ataque é Kelechi Iheanacho, ex-Manchester City, pelo valor de £ 25 milhões (R$ 102,4 milhões).

Iheanacho chega em busca de mais tempo de jogo no Leicester (Foto: Getty Images)

Shakespeare repetirá feito de Ranieri?

Craig Shakespeare botou o Leicester nos trilhos após um desempenho claudicante em dois terços de Premier League sob o comando de Claudio Ranieri. O italiano, campeão inglês, sucumbiu ao desempenho ruim e ao risco iminente de rebaixamento - Ranieri deixou o Leicester a um ponto da zona de queda e a 13 jogos do final da liga. Shakespeare era o auxiliar de Ranieri e acabou assumindo os Foxes de forma interina nos jogos restantes da Premier League.

O novo comandante ajudou o time a recuperar um bom desempenho, a manter o Leicester vivo na Champions League e a afastar o risco de queda. De uma campanha de 28% de aproveitamento (cinco vitórias, seis empates e 14 derrotas) com Ranieri na Premier League, a uma reta final com 58,9% de aproveitamento (sete vitórias, dois empates e quatro derrotas) com Shakespeare, os Foxes estão sob o comando de alguém que conhece o clube e que está em harmonia com os jogadores.

Shakespeare tentará manter o nível da reta final da temporada passada (Foto: Getty Images/Tony Marshall)

Expectativas

O Leicester tem feito fortes investimentos no elenco nas últimas temporadas, coroados com o título inglês em 2015/16. Contudo, na última temporada a carruagem virou abóbora e o choque de realidade foi grande. Apesar do início fraco, a mudança de comando técnico produziu no time uma mudança significativa de moral e desempenho. Isto trouxe um alento para as perspectivas dos Foxes para a sequência do trabalho conduzido por Craig Shakespeare.

Com a permanência do comandante, premiado com uma renovação contratual de três anos, o Leicester City pode sonhar com vaga na Uefa Europa League. Contando com os novos reforços, mais a base do time campeão inglês, o time comandado pelo capitão Wes Morgan pode mostrar que tem condições de encarar Everton, West Ham, Stoke City e West Bromwich numa disputa por competições europeias. O desempenho na reta final de Premier League parece ser o nível normal de entrega do time dos Foxes e por isso a expectativa é de uma temporada mais segura em relação à 2016/17.

Torcedor do Leicester City quer dias melhores e quer recuperar o status de 2015/16 (Foto: Getty Images)

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