Chelsea empata com Atleti, joga adversário para UEL e avança às oitavas na segunda posição

Empate em 1 a 1 não ajuda nem Chelsea, que ficou em segundo lugar, e nem Atlético, que não consegue se classificar e terá que jogar a Europa League

Chelsea empata com Atleti, joga adversário para UEL e avança às oitavas na segunda posição
Foto: John Walton - PA Images
Chelsea
1 1
Atlético de Madrid
Chelsea: Courtois; Azpillicueta, Christensen, Cahill; Moses, Fàbregas, Kanté, Bakayoko (Pedro), Zappacosta (Willian); Hazard, Morata (Batshuayi). Técnico: Antonio Conte
Atlético de Madrid : Oblak; Giménez (Vietto), Lucas Hernández, Savic, Filipe Luis; Thomas Partey, Gabi (Ángel Correa), Saúl, Koke; Griezmann, Fernando Torres (Carrasco). Técnico: Diego Simeone
Placar: 0-1, min. 56, Saúl; 1-1, min. 75, Savic (GC)
INCIDENCIAS: Partida entre Chelsea e Atlético de Madrid, válida pela 6ª rodada da fase de grupos da Uefa Champions League, em Stamford Bridge.

Tudo definido no Grupo C da Uefa Champions League. Pela última rodada dessa fase, Chelsea e Atlético de Madrid empataram, nessa terça-feira (5), em 1 a 1 no Stamford Bridge. Os gols foram marcados por Savic, contra, para os donos da casa e Saúl para os visitantes, que foram ajudados por uma atuação antológica do goleiro Jan Oblak.

Como a Roma venceu o Qarabag na outra partida da chave, esse empate não foi bom para nenhuma das duas equipes, já que o Chelsea terminou na segunda colocação, com 11 pontos, e o Atlético não conquistou a classificação, tendo que se contentar com o terceiro lugar e a vaga para a próxima fase da Uefa Europa League.

As duas equipes voltarão aos gramados no fim de semana. O Chelsea irá até o Estádio Olímpico de Londres no próximo sábado (9) para enfrentar o West Ham, pela 16ª rodada da Premier League. O Atleti, por sua vez, terá um compromisso no domingo (10), contra o Real Bétis, no Benito Villamarín, pela 15ª rodada da La Liga. 

Atlético começa melhor, mas Chelsea equilibra ações

Precisando de um resultado positivo de qualquer jeito, o Atlético de Madrid tomou as ações ofensivas desde o primeiro minuto, abandonando, em partes, a característica de esperar o adversário tomar as ações para se concentrar em alguns contra-ataques, que ficou marcada pela equipe de Diego Simeone. Além disso, os colchoneros marcavam a saída de bola do Chelsea no campo de ataque, o que dificultava a troca de passes pela equipe de Antonio Conte.

O Atlético conseguiu, nos primeiros minutos, impedir que o Chelsea criasse jogadas, já que sua distribuição dentro das quatro linhas era impecável. Com o passar do tempo, porém, a equipe inglesa passou a se impor na partida, principalmente pelo crescimento de Kanté e Bakayoko no jogo, que passaram a marcar com mais qualidade as tentativas de ataque da equipe visitante.

(Foto: Clive Rose/Getty Images)
(Foto: Clive Rose/Getty Images)

A primeira grande chance aconteceu aos 16 minutos, quando Christensen, com espaço na faixa central do campo, achou Morata livre na entrada da área. O espanhol girou e bateu colocado, vendo a bola passar muito perto da trave. Seis minutos mais tarde, outra grande chance dos locais: após uma rápida cobrança de lateral, Moses recebeu com liberdade pelo lado da área e tocou para Morata, que chutou de primeira mas foi bloqueado por uma grande defesa de Oblak.

Com o passar do tempo, o Atlético não conseguiu imprimir o mesmo ritmo dos primeiros minutos e viu o Chelsea crescer e dominar a partida. Nervosa, a equipe espanhola fazia muitas faltas e não conseguia trocar passes em sequência no terço final do campo, o que resultava em chances reais de gol apenas para os ingleses, mas todas sendo paradas pela defesa colchonera. 

Segundo tempo caótico

O Atlético voltou do intervalo da mesma maneira que havia começado a primeira etapa: pressionando a saída de bola do Chelsea, com a intenção de não permitir o avanço dos ingleses. A primeira chance, porém, foi dos mandantes: Hazard fez uma grande jogada, driblando  desde o meio campo, mas, quando chegou na área, seu chute foi bloqueado pela defesa do Atlético, passando muito perto do gol. Na cobrança de escanteio seguinte, Oblak defendeu uma boa cabeçada de Morata, que finalizou livre.

Em um momento caótico de jogo, os visitantes mostrariam uma das suas principais armas: os avanços cirúrgicos. No primeiro ataque de perigo na etapa complementar, aos 7 minutos, Koke arriscou um chute de fora da área, mas foi bloqueado pela defesa. No rebote, Filipe Luis, com liberdade, chutou de fora de área e a bola bateu na trave, assustando Courtois.

Saúl comemora seu gol (Foto: Ian Kington/AFP)
Saúl comemora seu gol (Foto: Ian Kington/AFP)

O placar seria – finalmente – aberto aos onze minutos: após cobrança de escanteio, Fernando Torres desviaria no primeiro pau e a bola sobraria para Saúl, livre embaixo das traves, apenas cabecear para dentro das redes. Naquele momento, porém, o gol colchonero não valia de nada, já que a Roma havia aberto o placar contra o Qarabag, na outra partida do grupo.

Com o resultado negativo, Antonio Conte resolveu colocar Pedro Rodríguez em campo no lugar de Bakayoko, buscando uma equipe mais ofensiva. O espanhol colocou fogo na partida e traria um novo perfil ao Chelsea, que passou a atacar mais, mas não conseguia passar de Jan Oblak, que fazia uma grande partida. 

Oblak e o Atleti não conseguiriam suportar a pressão e, aos 29 minutos, o Chelsea empataria a partida. A defesa visitante afastou a bola em uma cobrança de escanteio e ela sobrou para Hazard, que fez uma jogada individual e cruzou para o meio da área. Stefan Savic esticou o pé com a intenção de afastar a bola, mas colocou-a para dentro de seu próprio gol. Na saída de bola, os ingleses roubaram a bola e tiveram a chance de empatar, mas Morata não conseguiu, mesmo estando cara a cara, vencer Oblak

Hazard comemora o gol (Foto: John Walton - PA Images)
Hazard comemora o gol (Foto: John Walton - PA Images)

Com a chegada do fim do jogo, a equipe de Diego Simeone não conseguiu esconder o nervosismo, o que atrapalhou o Atleti, que não conseguia produzir nenhuma jogada. As melhores chances, porém, foram o Chelsea, que parou na má pontaria de alguns jogadores e em mais defesas do goleiro eslovaco, um dos poucos pontos destacáveis da equipe espanhola na partida.