Arsenal toma virada, empata no fim e Chelsea perde chance de ampliar vantagem para rivais

Dérbi londrino foi marcado por muita emoção durante todo o jogo e foi definido nos acréscimos da segunda etapa

Arsenal toma virada, empata no fim e Chelsea perde chance de ampliar vantagem para rivais
Foto: Julian FInney/Getty Images
Arsenal
2 2
Chelsea
Arsenal: Cech; Chambers (Walcott, min. 88), Mustafi, Holding; Xhaka, Wilshere; Bellerín, Ozil, Alexis, Maitland-Niles; Lacazette (Welbeck min. 80)
Chelsea: Courtois; Azpilicueta, Christensen, Cahill; Moses (Zappacosta, min. 56), Kanté, Bakayoko, Fabregas (Drinkwater, min.71), Alonso; Hazard (William, min. 82), Morata
Placar: 1-0, min. 63, Jack Wilshere. 1-1, min. 67, Eden Hazard. 1-2, min. 84 Marcos Alonso. 2-2
ÁRBITRO: Amarelos: Wilshere, 31min. Fàbregas, 43min. Holding 53min. Ozil 67min. Courtois 89min.
INCIDENCIAS: Partida válida pela 22ª rodada da Premier League disputada no Emirates Stadium em Londres, na Inglaterra.

Em campo pelo dérbi de Londres, Arsenal e Chelsea se enfrentaram nesta quarta-feira. A partida ficou marcada por ter sido intensa do começo ao fim e pelas reviravoltas já no final da partida que terminou com o empate em 2-2, resultado ruim para os dois times. 

Com o empate o Arsenal segue longe dos seus principais adversários e se mantém na sexta colocação. Já o Chelsea viu o Manchester United passar sua frente e reassumir a vice-liderança da competição que é liderada com folga pelo Manchester City

Insanidade sem capricho

Elétricos desde o apito inicial, Chelsea e Arsenal começaram - desde o primeiro minuto - a atacar. As equipes utilizaram da qualidade de seus jogadores de frente para levar perigo ao gol do adversário e pararam apenas nos goleiros.

Courtois e Cech, antes colegas de Chelsea, fecharam os seus devidos gols e impediram que o adversário abrisse o placar na primeira etapa. Para o Arsenal, no entanto, não apenas os milagres de Cech ajudaram. A falta de capricho dos rivais azuis também como foi o caso de Morata, que saiu cara a cara com o goleiro tcheco e chutou pra fora.

Mas o susto dado por Morata não ficou sem resposta. Poucos minutos depois foi a vez de Alexis Sanchez tirar o ar dos torcedores e ver seu chute bater nas duas traves antes de ir parar nas mãos de Courtois. Lacazette foi outro que tentou, girando dentro da área e forçando boa defesa do goleiro belga que foi o nome do primeiro tempo. 

Essas não foram as únicas vezes que os goleiros foram exigidos, a fragilidade defensiva de ambas as equipes criou um corredor para ataques constantes e um jogo emocionante e insano durante todo o primeiro tempo.

Insanidade com bola na rede

De volta ao segundo tempo o ritmo foi o mesmo. Os dois times seguiram atacando com todas as forças e com o máximo de jogadores possível. A diferença? Dessa vez Courtois e Cech não conseguiram evitar todas as bolas que foram em direção aos seus respectivos gols.

Após bola rebatida na área do Chelsea Jack Wilshere foi herói improvável e acertou um chute na veia, abrindo o marcador para os donos da casa. É, mas o heroísmo de Wilshere não durou muito. Poucos minutos depois, Hazard caiu na área do Arsenal e o juiz assinalou a penalidade. O camisa 10 do Chelsea deslocou Cech e igualou o marcador.

Com a igualdade obtida foi a vez do Chelsea tomar as rédeas da partida e atacar mais e mais o Arsenal. Morata, Hazard e Zappacosta buscavam criar as principais oportunidades. O brasileiro Willian, que vive boa fase com a camisa dos Blues, entrou em campo no lugar do camisa 10 belga para ajudar, mas o herói foi outro.

Regular em todas as partidas do Chelsea na temporada, Marcos Alonso se lançou ao ataque e mais uma vez foi herói. O camisa 3 estava na área no cruzamento de Zappacosta e testou para o fundo das redes, virando o marcador em pleno Emirates Stadium. 

E não parou por aí. Logo após ver o seu rival tomar a frente o Arsenal se lançou ao ataque e nos acréscimos, após muita pressão, viu Bellerín acertar belo chute e empatar a partida, igualando o marcador mais uma vez, dessa vez de maneira definitiva. Morata, muito mal na partida, ainda teve a oportunidade frente a frente com Cech, mas parou no tcheco. Zappacosta, na sequência do lance, viu sua finalização beijar o travessão.