Comandado por Alex, Coxa quer superar a campanha de 2012
Alex está de volta, e após a conquista do estadual, que voar alto no Brasileirão (Arte: Walter Paneque/VAVELcom)

Nome: Coritiba Foot Ball Club

Ano de fundação: 1909

Mascote: Vovô

Títulos: Campeonato Brasileiro Série A – 1 (1985), Campeonato Brasileiro Série B – 2 (2007 e 2010), Campeonato Paranaense - 37 (1916, 1927, 1931, 1933, 1935, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956, 1957, 1959, 1960, 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1979, 1986, 1989, 1999, 2003, 2004, 2008, 2010, 2011, 2012 e 2013)

Campanha em 2012: 13º lugar

Expectativa: vaga na Copa Sul-Americana

Prioridade à Copa do Brasil e decepção no Brasileiro

O primeiro semestre de 2012 no Alto da Glória ocorreu nas mil maravilhas; tri-campeonato Estadual e ótima campanha na Copa do Brasil. No Paranaense, apenas uma derrota em 24 jogos - tropeço que rendeu ao Atlético/PR o título do returno e a decisão em confrontos dentro e fora de casa. Na final, dois empates e, por ter realizado melhor trajetória na competição, ergueu o caneco pela terceira vez consecutiva. Em paralelo com o torneio regional, a equipe - na época comandada por Marcelo Oliveira - iniciou a CdB; classificações sobre Nacional/AM, ASA e Paysandu. Aí veio o Brasileirão e o alviverde teve que dividir suas atenções: sem sucesso. Nas nove primeiras rodadas, contabilizou o péssimo número de 6 derrotas, dois empates e somente 2 vitórias. 

Enquanto isso, com força máxima na Copa, passou por cima do Vitória nas quartas e eliminou o poderoso São Paulo na semifinal, garantindo a vaga na decisão - a segunda em dois anos. O Palmeiras, adversário na finalíssima, não andava muito bem das pernas em outras competições - assim como o Coxa, na Série A -, fato que contribuiu para o equilíbrio do favoritismo. No entanto, com um revés na Arena Barueri e empate por 1 a 1 no Couto Pereira, novamente desperdiçou a oportunidade de sagrar-se campeão. Bem verdade que era hora de focar no Campeonato Brasileiro e recuperar os pontos perdidos anteriormente, todavia, o time de Curitiba manteve a irregularidade durante o ano e chegou a estar à beira do rebaixamento - com 3 rodadas para o fim. No final das contas, contou com tropeços de rivais diretos e saiu no lucro ao conquistar a qualificação para a Copa Sul-Americana de 2013. 

Tetra-campeonato Paranaense 

Desde que o rival - e principal divisor de forças na região - Atlético Paranaense anunciou a inédita atitude de colocar o elenco Sub-23 para jogar o Estadual, o favoritismo foi totalmente atribuído ao Coritiba; e confirmado com os resultados. No primeiro turno, os agora comandados de Marquinhos Santos realizaram campanha irretocável; em onze embates disputados, 8 vitórias, três empates e nenhuma derrota, levando o troféu ao Couto Pereira e garantindo uma vaga na decisão. Entretanto, a segunda parte da competição surgiu e, com ela, os problemas começaram a aparecer: nos 6 jogos iniciais, foram apenas em três que o alviverde saiu com os 3 pontos. Durante o período, se tornou capaz a percepção de que Alex, o camisa 10 da equipe, muitas vezes decidia em lances isolados e sem ele a queda de rendimento era grande. No restante do returno, trajetória inconstante e decepção ao ficar na terceira colocação - atrás de Atlético e Londrina. Todavia, o Coxa foi à final com ampla superioridade - no papel, diga-se de passagem - aos garotos do Furacão e levantou a taça pela quarta vez consecutiva. 

Pouco tempo de preparação e testes realizados na Copa do Brasil não mostraram resultado

Como o principal desejo do alviverde no início da temporada era levar o Campeonato Paranaense, em praticamente todas as rodadas Marquinhos Santos escalou suas melhores peças, dispensando maiores períodos de preparação. Também devido ao apertado e contestado calendário brasileiro, os titulares tiveram a oportunidade de descanso prolongado apenas em datas de Copa do Brasil; alguns ficaram em Curitiba para trabalho de recondicionamento físico enquanto caras novas eram testadas na equipe principal. Estes que não obtiveram sucesso, chegando a serem goleados por expressivo 4 a 1 diante do fraco Nacional/AM - no jogo da volta, vitória pelo placar mínimo e eliminação. 

Características

Em tese, o Coritiba se caracteriza por ser um time aberto e veloz, apostando em passes rápidos e infiltrações surpresas nos esquemas defensivos adversários. Entretanto, a equipe sofre com uma grande irregularidade e encontra dificuldades em emendar uma boa sequência de partidas com um alto nível técnico. Arrisca o uso de contra-ataques frequentemente, mas por conta de laterais com baixo rendimento ofensivo acaba se tornando dependente das puxadas na meia-cancha, que se resumem em Alex distribuindo a bola principalmente para o flanco esquerdo - onde usufrui da habilidade e agilidade de Rafinha para chegar ao gol. Deivid, atacante contratado em 2012 e encarregado para balançar as redes, não vive grande fase e pelejas com resultados elásticos não devem ser assíduas no calendário coxa-branca. 

Elenco

Para o Brasileirão, o plantel do coxa recebeu algumas adições em relação à temporada passada. Alex, que treina com o clube desde o final de 2012, é a principal delas; o meia que iniciou a carreira no Coritiba e fez história no Fenerbahce/TUR retornou ao Alto da Glória e tem grandes possibilidades de ser protagonista. Leandro Almeida é outro que deve ser ressaltado. Zagueiro que teve no Atlético Mineiro a vitrine para sair com rumo ao Dínamo de Kiev, atingiu as expectativas em seus primeiros meses e foi um dos pilares na conquista do Campeonato Paranaense, inclusive compondo a Seleção do Estadual. Provavelmente são nas laterais que encontramos os pontos fracos da equipe: Patric (proveniente do Náutico) e Eltinho estiveram longe de realizar bons desempenhos e chegaram a falhar em alguns momentos do torneio regional. Ao lado de Alex, Rafinha é um dos jogadores-chave e deve infernizar a vida de seus marcadores. No flanco direito, Robinho é quem vem sendo utilizado por Marquinhos Santos, mas não tem titularidade absoluta. Na frente, Deivid é a primeira opção, mas Júlio César pode pintar nas escalações se o contestado camisa 9 seguir em má fase. 

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