Após fraca campanha no Estadual, Náutico tenta a reabilitação
Estadual não foi um bom parâmetro para o Náutico (Arte: Walter Paneque/VAVELcom)

Nome: Clube Náutico Capibaribe

Ano de fundação: 1901

Mascote: Timbu

Títulos: Campeonato Pernambucano – 21 (1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004), Copa Pernambuco –1 (2011)

Campanha em 2012: 12º lugar – Série A

Expectativa: vaga na Copa Sul-Americana

2012: o ano da afirmação

Apesar do 12º lugar na temporada passada, o último brasileirão serviu para o Náutico firmar-se na elite do futebol brasileiro. Com uma dupla de ataque entrosada entre Kieza e Araújo, o Timbu deu trabalho aos seus adversários de maior expressão. Mesmo com retrospecto negativo no saldo de gols e possuindo mais derrotas que vitórias, a equipe pernambucana garantiu vaga para a Sul-Americana pela primeira vez em sua história.

As partidas fora de casa foram o principal adversário do Náutico em 2012. Dos 49 pontos somados, apenas 7 foram conquistados fora dos Aflitos e apenas uma vitória fora conseguida. As jogadas aéreas também atrapalharam ao decorrer da competição: com oito gols sofridos de cabeça, a equipe figurou entre as piores no setor.

O primeiro turno do Brasileirão 2012 foi mais agradável que o segundo. O Timbu ocupou a nona colocação por três vezes durante as 19 rodadas iniciais, sendo que nas finais, chegou a ocupar a a zona de rebaixamento, conseguindo a reabilitação e garantindo vaga na Sul-Americana de 2013, competição que irá disputar pela primeira vez na história.

Apesar da eliminação na semifinal para o Santa Cruz, o Estadual apontou erros e acertos

O primeiro turno do Pernambucano foi praticamente perfeito para o Náutico. Sem a presença das equipes que estavam na Copa Nordeste, a equipe vermelha e branca acumulou seis vitórias, um empate e apenas uma derrota em 8 jogos, garantindo o melhor desempenho, com 79.2%, o mesmo do Central.

No segundo turno, com a entrada dos times da Copa Nordeste, o Náutico manteve a boa forma. Com sete vitórias, mas com quatro derrotas, a equipe avançou às semifinais em segundo lugar e somou o desempenho de 63,6%, mesmo do Santa Cruz.        

Nas semifinais, o Náutico encarou o Santa Cruz. Na primeira partida, no Arruda, a equipe da casa venceu por 2 a 1. Na semana seguinte, nos Aflitos, o Náutico devolveu a derrota, mas como levou um gol fora de casa, perdeu no critério de desempate e assinou a eliminação.

Na decisão do terceiro lugar, contra o Ypiranga-PE, o Náutico venceu por 4 a 1 no agregado, garantindo lugar entre as três melhores equipes do estado.

2013: a luz no fim do túnel

Com a eliminação na Copa do Brasil, que lhe garantiu a disputa da Sul-Americana, e a mais um ano na fila de espera para conquistar o Campeonato Pernambucano, o Náutico vê  no segundo semestre de 2013 a luz no fim do túnel.

Contando com jogadores experientes como Martínez, capitão da equipe, e Rodrigo Souto, ex-Santos e São Paulo, a equipe tentará voos maiores no Brasileirão e tentará fazer história na segunda maior competição de clubes do continente.

A preparação do Náutico  não foi das melhores, mas teve a ajuda do primeiro turno do Estadual que não contou com a participação de Santa Cruz e Sport, que estavam na Copa Nordeste, para facilitar a disputa, podendo assim, arriscar mais e testar novas opções para a temporada.

A raça da equipe e a torcida são fatores chaves

O Náutico tem muito a conseguir com o apoio de sua torcida, que sempre mostra sua força nos jogos nos Aflitos. Tanto que, na temporada passada, o fator casa foi o seu maior aliado para a conquista da vaga na Sul-Americana de 2013.

Jogadores que possuem raça também irão ajudar. Elton, atacante que já fez 18 gols em 20 jogos pelo clube, e Martinez, volante de bom passe e bola parada, que sabe comandar a volância, darão experiência e força para a equipe em momentos decisivos, até mesmo contra as equipes mais fortes.

Mistura de experiência e potencial

O elenco do Náutico está longe dos melhores do país, mas não deixa muito a desejar. Com uma defesa composta por jogadores rodados, como o goleiro Felipe, ex-Santos, o setor defensivo do Timbu está bem servido. Na lateral, também possui o polivalente e versátil Bruno Collaço, ex-Grêmio, que joga em ambos os lados, caso necessário. Douglas Santos, que já foi convocado por Felipão, é o grande destaque.

Na volância, Martinez e Rodrigo Souto se destacam. O jovem Marcos Paulo, de 23 anos, também merece menção. No entanto, do meio-campo à frente, a equipe mostra certa fraqueza. As dispensas dos meias Rogerinho e Vinícius Pacheco, que no papel ganhariam destaque no grupo, poderão prejudicar o elenco. Giovanni Augusto, o mais experiente entre os centrais, deverá ser o carro-chefe do clube nesta posição.          

Com as saídas de Kieza e Araújo, o ataque do Náutico perdeu muito. Mas Élton, que chegou nesta temporada, já assumiu o papel de artilheiro da equipe, marcando 18 vezes em 20 aparições com a camisa do Timbu.

Contratações serão necessárias

O clube conta com poucas opções ofensivas no banco de reservas. A chegada de um ou dois meias, um para ser titular e outro para o banco, é necessária. No ataque, Elton necessita de um companheiro veloz, assim como Kieza na temporada passada. Caso as contratações sejam feitas, o Náutico poderá conseguir uma colocação melhor do que na temporada passada.

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