Vasco 2013: um ano para se esquecer em São Januário, mas para se aprender também
(Arte: Marcello Neves/Vavelcom)

O ano de 2013 foi um dos piores da história do Club de Regatas Vasco da Gama. Do início sem grandes contratações, passando pela venda de um ídolo, saída de outro, pior campanha na história da Taça Rio e chegando até o ponto principal da derrocada: o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o segundo na história do clube.

2013 para o torcedor vascaíno terá de ser esquecido.Ao mesmo tempo, o segundo rebaixamento do clube em cinco anos tem de servir de aprendizado para que os mesmos erros não se repitam e para que o Gigante não se torne sombra do que foi um dia.

Início sem grandes nomes

Elsinho, Fillipe Soutto, Leonardo, André Ribeiro e Michel Alves foram alguns dos nomes que chegaram para defender a equipe de São Januário no início do ano. Uma equipe enfraquecida, que, para agravar, começou o ano sem Felipe, que deixou o clube após briga com o então diretor de futebol, René Simões, Juninho, que voltaria depois, Fernando Prass, que foi defender o Palmeiras, Nilton, Cruzeiro, e Alecsandro, Atlético Mineiro.

Apesar disso, o time, comandado inicialmente por Gaúcho, começou bem a Taça Guanabara, chegando inclusive na final. Na decisão, derrota para o Botafogo, por 1 a 0, e fim da boa fase, que mostrou que o início foi enganador.

Pior campanha na história da Taça Rio

Se a Taça Guanabara foi boa para o Gigante da Colina, apesar de algumas derrotas ao longo da campanha, a Taça Rio mostrou como seria o ano para a equipe. O time levou cinco rodadas para vencer, o que acarretou na demissão de Gaúcho.

Derrotas para Volta Redonda e Nova Iguaçu nas duas primeiras rodadas, empate diante do Olaria e novo placar reverso contra o Botafogo, por 3 a 0, fez essa ser a pior campanha do Cruz-Maltino na história da Taça Rio, que terminou com derrota para o Madureira, 1 a 0, na última rodada.

Venda do Mito

Talvez o momento mais impactante desse início difícil de temporada para o Vasco tenha sido a venda de Dedé, único ídolo que restou no elenco cruz-maltino, já que Juninho Pernambucano e Felipe haviam deixado o clube no início do ano.

Alegando problemas financeiros, a diretoria do Vasco negociou o ídolo com o Cruzeiro, por cerca de R$ 14 milhões de reais, e deixou São Januário ainda antes do fim do Campeonato Carioca.

Mais uma queda

A pífia campanha na Taça Rio já apontava para uma temporada de insucessos. No Campeonato Brasileiro, não foi diferente. Apesar de mudanças no comando técnico (o time começou o campeonato com Autuori, passou por Dorival Júnior e terminou com Adilson) e da contratação de alguns reforços, como Guiñazu e Fagner, o time sucumbiu.

A campanha, que foi ruim desde o início, com goleada de 5 a 1 para o São Paulo, na segunda rodada, só foi piorando, e terminou com apenas 11 vitórias, outros 11 empates e 16 derrotas. Mais um rebaixamento, que Dinamite e companhia, dessa vez, não podem culpar fantasmas passados.

Se 2013 foi ruim, 2014 promete ser muito difícil em São Januário. Se os erros forem usados como aprendizado, tanto por parte de jogadores, dirigentes e torcedores, o clube pode sair dessa e se reerguer. Se não, o Gigante pode se apequenar.

Melhor jogo: Fluminense 1 x 3 Vasco, 8ª rodada

Pior jogo: Atlético-PR 5 x 1 Vasco, 38ª rodada

A batalha na Arena Joinville

Um jogo que era para ser o melhor da rodada se transformou numa batalha nas arquibancadas da Arena Joinville. Atlético-PR e Vasco se enfrentavam em jogo válido pela última rodada do Brasileirão deste ano, quando o Furacão abriu o placar. Logo em seguida, uma briga generalizada entre as torcidas tomou conta das arquibancadas, com alguns torcedores sendo transferidos em coma para o hospital, mas nenhum morreu. Episódio que manchou o futebol brasileiro nesta temporada.

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