Bahia só empata com Conquista e dia festivo acaba em tristeza
Pará, lateral-esquerdo da divisão de base, fez boa estreia no time profissional (Foto: Divulgação / Arena Fonte Nova)

Em noite que começou com comemoração, o Bahia recebeu o seu "presente de grego". Exatos 25 anos do título brasileiro de 1988, Bahia e Vitória da Conquista se enfrentaram na noite desta quarta (19), e acabaram empatando em 1 a 1, em plena Arena Fonte Nova. Por pouco, o Bahia não perdeu mais uma partida em sua casa: até os 46 minutos do segundo tempo, o Bode triunfava com um tento marcado por Tatu, mas o Tricolor correu atrás do prejuízo e fez o gol no finalzinho, com Wangler.

Novamente, o Bahia volta a frustrar a sua torcida. Em uma semana livre apenas para treinamentos, ocasionada pela eliminação precoce da Copa do Nordeste, os erros persistiram no ataque do Esquadrão. Bem arrumado, o Vitória da Conquista chegava, até que em sua principal oportunidade, abriu o marcador: Tatu fez o primeiro gol da partida, apenas no segundo tempo, depois de ficar livre com Marcelo Lomba, e tocar na saída do goleiro. Wangler, só nos acréscimos da última etapa, empatou o placar e deu um ponto ao Bahia na competição. Com o empate, o Bahia está com quatro pontos no Campeonato Baiano, na vice-liderança do Grupo 2, atrás do Juazeirense. O Bode ainda não perdeu na competição, têm cinco pontos e briga pela classificação para a fase final.

 No domingo (23), o Bahia fará o principal clássico da região ao enfrentar o Vitória, no Estádio de Pituaçu (às 16h). No mesmo dia, o Vitória da Conquista encara o Serrano, no Lomanto Júnior.

Primeira etapa ruim deixa torcida do Bahia insatisfeita

Com menos de dois minutos de jogo, o Bahia teve a sua primeira chance na partida: Atacante da base, Zé Roberto recebeu passe na área, dominou e acertou a trave do goleiro Alex, mas o lance já estava parado, por que o auxiliar marcou impedimento. No seu segundo lance de perigo, aos 10, Pará cruzou bola na área para Maxi Biancucchi, que cabeceou com perigo, mas por cima da trave. Apesar do bom início do Tricolor, era  o Conquista que iria marcar: dois minutos após boa chance de Maxi, o zagueiro Titi e Lomba trombaram em bola recuada, mas Rafael Granja não aproveitou a chance, tentando por cobertura. No lance seguinte, o mesmo Rafael Granja, arriscou e Marcelo Lomba defendeu sem problemas. Mais uma vez, a torcida vai para o intervalo muito insatisfeita com o que vê, com razão.

Esquadrão sai atrás e empata no final

O Bahia começou o segundo tempo como havia acabado o primeiro: tinha dificuldade para criar suas chances, e consequentemente, poucas chances de gol. Aos 11 minutos, Marquinhos Santos tirou Zé Roberto e colocou Anderson Talisca, para tentar dar criatividade ao seu meio-campo. Porém, aos 17 minutos, o Vitória Conquista marcou o primeiro gol da partida: Rafael Granja cruzou para Tatu, que mesmo entre Titi e Lucas Fonseca, ficou na cara do gol e chutou na saída de Marcelo Lomba, abrindo o placar para os visitantes.

O técnico do Bahia promoveu mais uma substituição: Hélder saiu vaiado, para a entrada de Wangler. Aos 26, o Conquista quase marca de novo: Paulo Vitor arriscou pelo lado direito com um cruzamento, Lucas Fonseca se antecipou e evitou que Rafael Granja ampliasse o jogo para os visitantes. Em sua última substituição, aos 33, Marquinhos Santos colocou Rafinha, substituindo Wilson Pittoni. O Tricolor tentava, mas não dava perigo para o goleiro Alex. Quase no fim da partida, nos 38, Dionisio ficou cara a cara com Titi, que tentou a finalização. Lomba evitou o segundo gol do Bode.

Talisca, na bola parada, disparou com efeito e exigiu grande defesa do arqueiro adversário. Mais pra frente, o Bahia pressionou no fim: Aos 43 minutos da etapa final, com um passe de Rafinha, Rhayner ficou de frente pro goleiro, mas errou na hora de dominar a bola. Era o empate do Bahia. Que na verdade, só veio no finalzinho: em boa jogada individual, Wangler chutou colocado e marcou um golaço, onde a coruja dorme, como diriam os mais antigos, empatando e fechando o marcador.

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