Pelo Pernambucano, Santa Cruz e Náutico não saem do zero no Arruda

Ao entrarem no gramado do Estádio do Arruda na noite desta quarta-feira (19), Santa Cruz e Náutico também protagonizaram um fato histórico: era o Clássico das Emoções de número 500. Esperava-se um duelo tão emblemático quanto a marca alcançada, mas o que se viu foi um jogo morno na primeira etapa e com maior adrenalina na segunda metade.

No final das contas, o empate sem gols foi ruim para ambos os lados. Enquanto o Santa foi a quatro pontos e se afastou da liderança - o Sport fez 2 a 0 no Porto e agora tem seis pontos -, o Timba conquistou o seu segundo ponto e segue dividindo a lanterna do Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano com o Central, que no último domingo (16) empatou sem gols com o Salgueiro.

Os próximos compromissos da Cobra Coral e do Timbu serão no domingo (23), às 16h. Os tricolores viajarão a Salgueiro para enfrentar o clube homônimo no Cornélio de Barros, já os alvirrubros receberão o Porto na Arena Pernambuco.

Primeiro tempo sem emoções

Os primeiros 45 minutos não fizeram justiça ao nome o qual simboliza os encontros entre Santa Cruz e Náutico. Fraca tecnicamente, a primeira parte da partida se resumia a dois times se estudando em campo, fruto da "lei do silêncio" adotada pelos técnicos Vica e Lisca durante o início da semana.

Consciente do seu papel de anfitrião, o Tricolor do Arruda, empurrado por uma torcida a qual compareceu em bom número - mais de 28 mil adeptos estiveram presentes no Arrudão -, tomava a iniciativa, mas esbarrava na forte marcação adversária. A estreia do zagueiro Luiz Alberto, atrelada à sua experiência, parecia resolver boa parte dos problemas defensivos do Alvirrubro dos Aflitos. Além do mais, a intensa disputa pela bola no meio-campo dificultava a existência de alguma jogada primordial ou bem feita.

A chance mais perigosa do primeiro tempo veio dos pés do meia Jefferson Maranhão, mas não foi o suficiente para assustar o goleiro Alessandro. As equipes foram aos vestiários com o placar em branco, e cientes de que era preciso voltar do intervalo com outra postura.

Domínio do Náutico não resultou em gols na segunda etapa

No período complementar, parecia que era o Timbu quem jogava em seus domínios. As chances mais claras de gol vieram do lado vermelho e branco de Recife e fizeram Tiago Cardoso trabalhar. O arqueiro tricolor defendeu chute colocado do meio-campista Pedro Carmona e viu o atacante Hugo acertar a trave. O meia Marcus Vinícius, prata-da-casa, quase abriu o placar em duas oportunidades. Na primeira, mandou a bola para fora. Na segunda, ela ficou nas mãos do goleiro rival.

Os corais também tiveram suas oportunidades, mas não tão eficientes quanto as do arquirrival. Homem de referência do ataque, Cassiano foi quem mais se destacou na formação dos mandantes e efetuou as melhores finalizações. Todavia, o sistema de defesa do CNC continuava dando conta do recado.

A atuação tricolor era bastante prejudicada pelos erros nas saídas de bola, fato apontado por Vica como o principal motivo o qual "freou" um melhor rendimento do time da casa. Lisca, por sua vez, afirmou notar uma considerável evolução em seus comandados, apesar de o resultado, a critério de tabela, não ser nada agradável para o Náutico - além do mais, o tabu de não derrotar o Santa em território inimigo desde 2009 continua. Com a confirmação do empate sem gols, ficou nos dois lados a sensação de que o final poderia ser melhor.

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