Atlético-GO e Joinville se enfrentam vivendo momentos distintos
(Foto: Divulgação/AtléticoGO)

Neste sábado (17), o Atlético-GO recebe o líder Joinville no Serra Doura, em busca da reabilitação e da primeira vitória na Série B. A equipe goiana já completa um mês sem vitória, e acumula três empates e uma derrota em quatro rodadas. Já o adversário é o líder isolado do campeonato com 12 pontos, mas promete não deixar a boa fase ofuscar o futebol da equipe.

Na última rodada, o Atlético visitou o América-RN e saiu de campo com um empate por 3 a 3. Na ocasião, a vitória escapou nos minutos finais, com um gol de zagueiro do América já aos acréscimos.

O Joinville recebeu o Náutico na Arena, e saiu de campo com uma vitória pelo placar mínimo. O resultado também se concretizou apenas no minuto final: aos 46 do segundo tempo, Jael marcou o único gol da vitória por 1 a 0.

Martelotte planeja mudanças para tentar vencer o líder

Com a sequência de derrotas, o cargo de Marcelo Martelotte no comando tático do Atlético Goianiense ficou ameaçado, e uma derrota pode tornar a situação ainda mais crítica. Para tentar conquistar a vitória e surpreender a equipe catarinense, o treinador promoveu quatro alterações entre os titulares: Pedro Bambu, Thiago Feltri, Léo e Fábio Lima saem para dar lugar à Jonas, João Lucas, Marcus Winícius e Wagner Carioca. 

Ao contrário do habitual, Martelotte não concedeu entrevista coletiva às vésperas do jogo. Quem falou foram os jogadores, analisando a situação atual do treinador e prometendo garra para assegurar o emprego de seu líder.

Wagner Carioca salientou que a atual situação da equipe também se deve aos jogadores. "Não só ele (Martelotte) como a gente também, gera uma dúvida sobre os jogadores que estão atuando. Vamos procurar fazer um bom jogo para segurar todo mundo. No futebol sabemos como é, depende de resultados. É complicado o jogo, mas vamos procurar fazer uma boa partida”, comentou.

O zagueiro Artur compartilha da opinião do colega, e complementa dizendo que a equipe precisa de mais entrosamento para conseguir resultados positivos. "Estamos falhando em alguns aspectos. Criamos bastante, mas também precisamos saber defender. Às vezes, não estamos sabendo segurar o resultado. Por querer atacar sempre, ficamos expostos lá atrás. Temos que equilibrar isso. O ataque ajudar a defesa, a defesa ajudar o ataque. Ficarmos mais juntos, compactos em campo, para não dar oportunidades", afirmou.

Joinville não quer excesso de confiança

Desde o início de sua trajetória no Joinville, o treinador Hemerson Maria demonstrou respeito e humildade, e no atual momento da equipe, o pensamento não é diferente. O treinador vem cobrando foco total de seus atletas, para afastar a “acomodação” causada pela boa fase dos jogadores.

“Não tem gordura no futebol, futebol é dinâmico. A gente vê o Flamengo, campeão da Copa do Brasil e do Carioca. Com quatro rodadas de Brasileirão, o treinador é demitido e é criada uma crise. O mesmo aconteceu com o Figueirense. A cultura do futebol nacional é sempre vencer o próximo jogo para ter tranquilidade para o seguinte”, opinou.

Apesar de manter o hábito de não revelar a escalação para o jogo, a formação utilizada nos últimos treinamentos foi a mesma que enfrentou o Náutico, contando apenas com algumas variações, como a entrada de Harrison ou Hugo na posição do meia Tartá.

Para a partida deste sábado, o comandante pede atenção de seus comandantes, e ressalta que apesar da má fase momentânea do Atlético, a equipe é perigosa e é preciso estar atento para não sofrer nenhum imprevisto.

“O Atlétigo Goianiense é uma equipe muito técnica, manteve a base de um ano para o outro.  É uma equipe que se conhece, equipe com baita de um entrosamento, muito técnica, perigosa, que sabe aproveitar o Serra Dourada, está passando por momento de turbulência, mas temos que estar muito atentos. Eles tem muita velocidade”, avaliou. 

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