Cristóvão Borges comemora topo da tabela mesmo com preservação de jogadores
(Foto: Divulgação/Fluminense)

Líder do Campeonato Brasileiro, pelo menos de forma temporária, o Fluminense alcançou a sua quinta vitória em sete jogos na competição. Sequência muito comemorada pelo técnico Cristóvão Borges, que poupou alguns jogadores devido ao alto números de partidas em um curto período de tempo. Além disso, o técnico mostrou-se aliviado com o resultado obtido em São Paulo, com a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia.

''Futebol é jogo de risco. Somos líderes pois arriscamos. Começamos a arriscar desde que decidimos a forma de o time jogar: ofensiva. Tem jogadores que se desgastam mais do que outros. E tem outros que, com dor muscular, é um sinal de risco de lesão. São esses que a gente tem de ter mais cuidado. Fico aliviado. A sequência é desgastante, as partidas são duras. Conseguimos trocar alguns jogadores e, mesmo com sufoco, manter o resultado. A equipe soube se superar. É importante para a sequência do campeonato. Sempre que tiver alguém sobrecarregado, vamos mudar'',  explicou.

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Sobre o placar mínimo, o treinador afirmou que pelo fato do Flu ter saído na frente, o segundo tempo foi mais complicado e que a equipe soube segurar o resultado: ''Saímos na frente, o que é sempre importante, jogávamos de forma normal, como sempre jogamos. O Bahia ficou atrás. No segundo tempo, procurou avançar a marcação. Colocaram dois atacantes abertos. Ficou um jogo difícil. Defendemos o resultado. Foi difícil. O mais importante era conquistar a vitória dada as circunstâncias. O Bahia foi superior a gente no segundo tempo.''

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Rafael Sobis

''Desde que cheguei, disse que não queria a saída dele. É assediado, como outros jogadores. É importante para o esquema do nosso jogo. Precisava descansar. Coloquei para dar fim às especulações. Não vai sair ninguém, fica todo mundo.'' 

Força defensiva

''Marlon entrou contra o São Paulo e foi bem. Hoje, a partida toda. A equipe precisa de equilíbrio. Tem de saber fazer todas as coisas. Somos ofensivos, mas também precisamos saber nos defender.''

Reencontro com o Bahia

''É um prazer. Minha passagem pelo Bahia foi gratificante. Minha história esportiva começou lá. Contribui em momento difícil, fizemos grande campeonato. Foi importante manter na Séria A. A torcida é grande e maravilhosa. Sempre será assim: bacana rever o clube e amigos.'' 

Ausência de Wagner preocupa?

''Chiquinho pode fazer esta função, ele atuou nos últimos jogos e ganhou ritmo. O campeonato precisa de elenco para ter fôlego para chegar ao final. Não me preocupa. Estamos preparados.''

Dá para brigar pelo título com atual elenco?

''O campeonato é longo, vamos ter maratona de jogos, com simultaneidade com Copa do Brasil. Muitos jogos e sem tempo de recuperação. O plantel tem qualidade, mas precisamos de mais jogadores. A direção está ciente disso, está trabalhando e vai buscar mais jogadores.'' 

Não faltou força ofensiva?

''Cada jogo tem uma forma de se apresentar. Hoje foi duro, trocamos vários jogadores. Bahia adiantou o time, nos empurrou, nos pressionou. Mas o importante era ganhar para ser líder.'' 

Há meta de pontos até parada da Copa?

''Nós somamos 15 e temos mais dois jogos, ou seja, são duas possibilidades de vitória. Vamos trabalhar para ampliar ou assegurar a ponta da tabela, o que queremos. São jogos complicados. Essas duas últimas vitórias nos deixam motivados, com confiança. A equipe encorpou e está mais forte.''

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