Seleção Brasileira terá uma inesperada “Copa América” até a semifinal da Copa do Mundo
“Se tivesse como eu escolher, escolheria outra seleção”, garante Felipão (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Antes do início da Copa do Mundo, todo mundo previa um chaveamento, a partir da fase de mata-mata, bem difícil para a Seleção Brasileira. Com possibilidades de pegar nas oitavas de final a atual campeã do Mundo, Espanha, ou então a algoz da última copa, Holanda, o Brasil já tinha em mente que pegaria grandes potências europeias até a fase final do Mundial. Até porque nas quartas de final existia a possibilidade de enfrentar Itália e Inglaterra. Além da Alemanha na semifinal. 

Bastou a Copa do Mundo começar e já no segundo dia essas possibilidades começaram a cair. Primeiramente por conta da surpreende goleada da Holanda na Espanha, por 5 a 1. Outra surpresa foi a classificação da Costa Rica em primeiro e do Uruguai em segundo lugar no Grupo D, deixando, assim, Itália e Inglaterra fora do mata-mata. Além disso, a Espanha foi eliminada já na segunda rodada do Grupo B após perder para o Chile, que ficou com a segunda vaga. 

Desta maneira, o Brasil, agora, viverá uma espécie de "Copa América" na Copa do Mundo. Isto porque a Seleção Brasileira enfrentará, nas oitavas de final o Chile e, caso consiga avançar às quartas de final, jogará contra o vencedor de Colômbia e Uruguai. Para muitos, a Seleção pegou um caminho mais fácil, mas o técnico Felipão disse que se tivesse condições mudaria o chaveamento pois são seleções com qualidades, organização e que fazem parte do mesmo continente. 

“Se tivesse como eu escolher, sem dúvida, escolheria outra seleção. Se trata de uma seleção Sul-Americana, que tem qualidade, organização e catimba”, afirmou o treinador da Seleção Brasileira. 

Uma das preocupações de Felipão, também, pode ser por conta do pouco número de vezes que a Seleção Brasileira enfrentou as Seleções Sul-Americana, já que o Brasil não disputou as Eliminatórias da Copa do Mundo, pois é o país sede. Dos jogos decisivos contra os Sul-Americanos, o último foi contra o Uruguai, na Copa das Confederações, em 2013. Na ocasião, a Seleção Brasileira venceu no fim da partida, por 1 a 0, com gol de Paulinho. Além disso, os uruguaios perderam um pênalti quando o duelo estava 0 a 0. 

Já na Copa América de 2011, realizada na Argentina, e que teve o Uruguai como campeão, o Brasil deixou a competição com uma participação bem abaixo do esperado. A Seleção, que ainda era treinada por Mano Meneses, na primeira fase venceu uma partida, na última rodada, por 4 a 2, contra o Equador e ficou no empata nas duas primeiras rodadas. Nas quartas de final, a equipe foi eliminada, nos pênaltis, para o Paraguai após ficar no 0 a 0 nos 90 minutos. 

Apesar disso, quando o assunto é Copa do Mundo e o jogo é entre Brasil e Chile a seleção canarinho tem uma grande superioridade. Em três jogos, a Seleção Brasileira venceu todos eles. Já contra o Uruguai o retrospecto é duro. Nas duas vezes que se enfrentaram, o Brasil venceu uma, em 1970, por 3 a 1, e perdeu outra, que custou o tão sonhando título da Copa do Mundo de 1950. Enquanto a Colômbia nunca enfrentou o Brasil em Copas do Mundo.

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