Em jogo dramático, Júlio César pega dois e Brasil bate Chile nos pênaltis

Poucos esperavam que fosse tão sofrido, mas o Brasil, no sufoco, conseguiu a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, a seleção venceu o Chile por 3 a 2 na disputa por pênaltis, avançando para enfrentar o vencedor de Uruguai e Colômbia, que se enfrentam ainda neste sábado (28).

Abrindo as oitavas de final, Brasil e Chile se enfrentaram no Mineirão com um tabu a favor dos anfitriões. Diante de quase 58 mil apaixonados, a seleção canarinha e a Roja empataram com gols de David Luiz Alexis Sánchez e, após igualdade mantida na prorrogação, decidiram o classificado às quartas nos pênaltis. 

Em um primeiro tempo bastante disputado, as duas euipes tiveram a oportunidade de sair com a vitória ainda no intervalo, mas o equilíbrio permitiu que ficasse igualado. Pressionando e com o apoio da torcida, o Brasil abriu o placar antes da metade. Após cobrança de escanteio de Neymar, Thiago Silva raspou e David Luiz dividiu com Jara antes de completar para o gol, mas a arbitragem deu ao brasileiro.

Explorando o primeiro erro da defensiva verde e amarela, o Chile chegou ao empate. Hulk saiu jogando errando na defesa e entregou a bola a Vargas, que tocou para Sánchez dominar e chutar tirando de Júlio César. O jogo diminui de rendimento na segunda etapa, e assim também foi na prorrogação. O Brasil quase foi eliminado com uma bola de Pinilla no travessão, nos últimos instantes, mas manteve o empate. 

Nos pênaltis, o destaque foi o goleiro Júlio César, que se redimiu de falhas na Copa de 2010 e pegou dois pênaltis para classificar o Brasil.

Seleção abre o placar, mas cede empate em bobeira de Hulk

Com somente a vitória interessando a partir dessa fase no Mundial, as seleções travaram um duelo pegado no primeiro tempo da partida. Tanto que os dois melhores momentos antes dos gols saíram antes dos dez primeiros minutos. Com o incentivo dos torcedores, o Brasil teve a primeira oportunidade. Hulk cobrou escanteio e a zaga chilena cortou. Na sobra, Marcelo arriscou e a bola passou à direita. No minuto seguinte, Alexis Sánchez aproveitou a desatenção de Daniel Alves e cruzou a bola na pequena área, mas David Luiz cortou. No rebote, Díaz chutou de primeira, mas Júlio César apenas acompanhou a trajetória.

Seguindo em cima, os donos da casa abriram o placar. Após tiro esquinado de Neymar, Thiago Silva raspa na primeira trave e David Luiz completou para o gol dividindo com Jara, mas a Fifa confirmou o tento do defensor brasileiro. Apesar da consistência defensiva brasileira, o Chile conseguiu igualar o marcador justamente em uma falha. Após saída errada de Hulk na lateral, Vargas não vacilou e serviu Alexis Sánchez, que dominou e só teve o trabalho de chutar tirando do arqueiro dos canarinhos.

Logo após o tento sofrido, o Brasil tentou voltar a ficar na vantagem. Oscar cruzou e Neymar cabeceou no contra-pé de Bravo e a bola raspou a trave. Nos momentos finais, os goleiros foram mais exigidos e sofreram mais com lances ofensivos. Daniel Alves finalizou de longe e o arqueiro chileno fez uma grande defesa, botando para escanteio.

Logo depois, o camisa 10 brasileiro roubou a bola no meio campo, avançou e cruzou para Fred que, desajeitado, errou o cabeceio. No último lance da etapa inicial, Luiz Gustavo errou na saída de bola, Vargas aproveitou e achou Aránguiz em profundidade. Julio César e David Luiz fecharam o pouco espaço existente e impediram o segundo gol chileno.

Chile volta melhor, Hulk tem gol anulado e placar segue igualado

Diferente da primeira etapa, o Chile teve mais posse de bola na volta do intervalo, e sem substituições. Apesar disso, o Brasil foi quem teve a primeira oportunidade, em um gol anulado. Marcelo lançou Hulk em profundidade, o atacante dominou e bateu para marcar, mas a arbitragem, acertadamente, assinalou domínio com a mão.

Tentando mudar o panorama no ataque, Felipão resolveu colocar Jô no lugar de Fred para melhorar a finalização. No minuto seguinte à modificação, uma triangulação perfeita entre Isla, Vidal e Aránguiz, que aparece bem para finalizar. Julio César, no contra-pé, faz uma linda defesa evitando a virada. Procurando dar velocidade ao meio-campo, o treinador brasileiro colocou Ramires no lugar de Fernandinho, que havia substituído Paulinho.

Buscando a vitória no tempo normal na reta final, Neymar recebeu bom cruzamento de Daniel Alves e cabeceou para o chão, mas Bravo estava atento e defendeu em dois lances. Após boa troca de passes no ataque, a chance ficou nos pés de Hulk, que encheu o pé e Bravo fez uma linda defesa. Nos minutos finais, Jorge Sampaoli tentou segurar a bola no ataque colocando Pinilla no lugar do cansado Vidal, que jogava no sacrifício, mas de nada adiantou e a partida foi para a prorrogação.

Equipes sentem o cansaço e Brasil garante vaga nos pênaltis

Cansadas, as duas seleções fizeram um primeiro tempo de prorrogação sem muitas emoções, apesar do pouco tempo. Enquanto o Chile tentava prender a bola no ataque, o Brasil saía explorando as jogadas pelas laterais de campo. O único bom momento foi com Hulk, já na reta final, em um chute de fora da área para boa defesa de Bravo. No segundo tempo, no entanto, o cansaço se mostrou mais forte e os goleiros apenas observaram a bola ficar alternando entre os dois lados do campo. No último instante, os chilenos saíram em contra-ataque e Pinilla, de fora da área, acertou o travessão. Com o placar inalterado, o classificado veio após disputa de pênaltis.

Abrindo a decisão, David Luiz cobrou forte e na direita de Bravo, abrindo o placar. Pelo lado chileno, Pinilla bateu à meia altura e no meio do gol, mas Júlio César defendeu fácil. Tendo a oportunidade de ampliar, Willian também cobrou no lado direito, mas para fora. Autor do gol chileno no tempo normal, Alexis Sánchez bateu e o arqueiro brasileiro defendeu fez uma grande defesa, mantendo o Brasil na frente.

Na terceira cobrança, um verdadeiro drama. Marcelo chutou forte e quase o arqueiro defendeu. Pelo lado da Roja, Aránguiz bateu no alto e sem chances para Júlio, que só olhou e torceu. Na quarta oportunidade, Hulk chutou forte no meio e Bravo defende com o pé. Com a chance de empatar a série, Díaz ajeitou com carinho e marcou o gol. Na última chance de seguir vivo, Neymar deixou sua marca. Na última cobrança antes das alternadas, Jara acertou a trave esquerda e o Brasil garantiu a sofrida vaga.

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