Jogadores da Seleção brincam com presença de psicóloga: "Não somos loucos"
Dra. Regina Brandão conversou com os jogadores da Seleção (Foto: AFP)

A comissão técnica do Brasil não esconde a preocupação com um problema que pode afetar o desempenho da equipe na Copa do Mundo: o descontrole emocional de alguns jogadores. Do choro no Hino Nacional às lágrimas na disputa por pênaltis, o psicólogico do elenco se tornou uma preocupação para o técnico Luiz Felipe Scolari.

Para auxliar no trabalho de preparação do elenco para a reta final do Mundial, a Confederação Brasileira de Futebol conta com a presença da Doutora Regina Brandão, psicóloga especializada no esporte, que pretende, além de preparar o time para situações que podem ocorrer nas partidas, entender melhor o que pode estar afetando um pouco o emocional dos jogadores.

Depois de algumas conversas rápidas por telefone ou pelas redes sociais com alguns jogadores, Regina esteve presente na Granja Comary, em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (2). Ela conversou com o elenco todo, sem qualquer diálogo particular com qualquer um dos 23 atletas.

A CBF não divulgou o conteúdo do conversa, mas já se sabe, que, internamente, a presença da psicóloga já virou até motivo de piada. Sem citar nomes, um integrante da comissão técnica afirmou que alguns jogadores brincam com a situação, dizendo que "não são loucos".

Regina Brandão acompanha o elenco desde a apresentação oficial para o início dos trabalhos visando a Copa do Mundo, que se deu no dia 26 de maio. Por conta de compromissos profissionais em São Paulo, ela se afastou do elenco, mas, agora, de férias, voltou a se aproximar dos comadados de Felipão.

Se o Brasil passar para a semifinal, é certo que Regina estará em Teresópolis no fim de semana, mas é possível que ela esteja até mesmo em Fortaleza nessa sexta (4), quando os brasileiros enfrentam a Colômbia no Castelão, pelas quartas de final do Mundial. Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (3), Scolari citou a psicóloga, que, segundo ele, "não recebe um centavo" pelo trabalho.

Joseph Blatter: "Ninguém vai marchar tranquilamente até a taça"

O Presidente da Fifa, Joseph Blatter, falou sobre a Seleção Brasileira em entrevista dada ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo Blatter, jogar em casa não é mais uma vantagem tão grande no futebol atual: "Ninguém vai marchar tranquilamente até a taça. A Copa pode ser no Brasil, mas a audiência é mundial", argumenta.

Na visão do Presidente da entidade máxima do futebol mundial, o descontrole emocional mostrado pelos brasileiros se deu por conta do gol de empate do Chile, na partida das oitavas de final: "Eles ficaram em choque, porque deram um gol de presente ao Chile. O que esta Copa está mostrando é que não existe mais aquele time que, de forma relaxada, vai marcar dois ou três gols, sentar-se e avançar até a final", acredita.

Sepp aproveitou para dizer que as quartas de final contam com "oito times fortes" e que "todos estão no mesmo nível", além de elogiar os árbitros do torneio: "Estou orgulhoso dos árbitros. Claro que alguns erros podem acontecer. Mas isso é humano", finalizou.

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