Especialistas não descartam infiltrações para que Neymar jogue uma eventual decisão
Atacante está em Santos fazendo sua recuperação (Foto: Ricardo Steckert/CBF)

O sonho de Neymar jogar uma final de Copa do Mundo ainda vive. A história da lesão na terceira vértebra lombar do atleta ganhou mais um capítulo e, talvez, uma luz no fim do túnel. Ainda sem definição de quem jogará no Maracanã, no próximo dia 13, para decidir a Copa do Mundo, o camisa 10, a família e os médicos especializados em colunas se reuniram neste sábado (5) na casa do craque para discutir uma alternativa que o ajude a se recuperar mais rápido e faça com que jogue a final, caso o Brasil vença a Alemanha na terça-feira (8), no Mineirão.

Maurício Zenaide, médico do Santos, Rafael Martini, fisioterapeuta do clube, e Nicola Carneiro, especialista em coluna, visitaram a casa do jogador no Guarujá, litoral de São Paulo. Todos avaliaram a situação de Neymar e diagnosticaram a possibilidade de realizar infiltrações de analgésico. O diagnóstico é de que a lesão na terceira vértebra lombar da coluna, mais conhecida como L3, é a menos grave possível da região. Segundo os médicos, se alguém pudesse escolher um local da coluna para ter alguma lesão, seria justamente esse.

Numa classificação científica que vai de A1 até C3 para fraturas da região lombar e torácica da coluna, a dele (Neymar) se encaixa na de menor gravidade. As lesões do grupo A são por compressão, enquanto as do grupo B acusam ruptura e as do C, que são mais sérias, estão ligadas a desvios rotacionais. Neymar e a família avaliam a possibilidade de autorizar a execução do plano caso o Brasil vença a Alemanha. O atacante teria de passar por um procedimento para bloquear a dor na região da vértebra fraturada. O tratamento começaria no dia 10, quarta-feira, três dias antes da final. Injeções de analgésico - chamadas infiltrações - seriam realizadas para isolar a área da fratura e permitir com que recupere os movimentos.

Riscos

Entretanto o sucesso da empreitada não é garantido. As possibilidades de Neymar conseguir jogar são poucas mesmo após o procedimento. Mas, em caso de vitória do Brasil, Neymar se mostrou disposto a correr o risco. A intensidade da dor nas primeiras 48 horas são muito forte e dramática nesse tipo de lesão. O fato de ser numa região coberta por músculo agrava a dor. É ela quem inibe os movimentos que o atacante precisaria fazer em campo, e as injeções seriam uma tentativa de isolar a dor.

Segundo o diagnóstico, a fratura em si não limitaria os movimentos. A CBF, assim que foi constatada a lesão, liberou Neymar para fazer o tratamento em casa. O departamento médico da entidade não considera a possibilidade da injeção e acha que os movimentos, principalmente o de rotação, poderiam ser comprometidos. O potencial de Neymar está em sua rápida mudança de direção. Existe também a ressalva que esse procedimento retardaria a consolidação da fratura. O tempo estipulado de recuperação é de 40 a 45 dias.

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