Ponte Preta começa mal, domina o segundo tempo, mas não sai do zero a zero com a Portuguesa
Ponte Preta foi melhor, mas não saiu do zero com a Lusa (Foto: PontePress/Victor Hafner)

Os torcedores de Ponte Preta Portuguesa que esperaram longos 42 dias para ver o time do coração em campo terão que esperar mais um pouco para soltar o grito de gol. Voltando da pausa para a Copa, as duas equipes se enfrentaram na noite desta terça-feira (15) pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, mas não saíram do zero a zero.

O primeiro tempo foi de pouquíssimas emoções e ficou marcado muito mais pelo excesso de vontade das duas equipes do que pelas chances criadas. Para efeito de comparação, foram quatro cartões amarelos contra apenas duas chances clara de gol. A Ponte Preta foi superior, mas pouco fez para o intervalo com a vitória. O empate em 0 a 0 no intervalo foi o resultado mais justo possível.

Na segunda etapa, a Ponte Preta enfim se encontrou e foi bem melhor. Ao se acertar no jogo aéreo e explorar melhor as laterais, a Nega Véia assustou muito a zaga da Portuguesa, que se virava como podia para se segurar.

Com o resultado, a Ponte Preta subiu provisoriamente para o sexto lugar ao final dos jogos das 19h30, mas pode voltar para sétimo se houver um vencedor na partida entre Vasco e Santa Cruz, que se enfrentam às 22h na Arena Pantanal.

Com a vitória do Boa Esporte sobre o Vila Nova, a Portuguesa se manteve em 18º lugar, mas pode até subir para 16º se Oeste e Bragantino perderem por dois gols de diferença para Icasa e América-RN, respectivamente, saindo assim do Z-4 da Série B.

As duas equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (18), pela 12ª rodada da competição. A Portuguesa volta a jogar em casa e enfrenta o Paraná Clube a partir das 19h30. Às 21h50, é a vez da Ponte Preta entrar no gramado da Ressacada para enfrentar o Avaí, em Santa Catarina.

Primeiro tempo ruim termina sem gols e com muitos cartões

Já era de se esperar que depois de 42 dias sem jogos oficiais, Ponte Preta e Portuguesa voltassem jogando com menor intensidade. O primeiro tempo, no entanto, decepcionou até aqueles que já não esperavam muitas emoções.

As duas equipes começaram trocando passes e a Ponte Preta apresentou uma postura um pouco mais ofensiva. Ainda que só tentasse chegar ao gol por meio de lançamentos longos na área da Portuguesa, era a única que parecia mais disposta a atacar.

A primeira boa chegada se deu aos 12 minutos, quando Bryan recebeu bom passe, mas chutou em cima da marcação. Na sequência, o que se viu foi a Ponte mais presente no ataque, mas sem qualquer inspiração para se aproximar da meta adversária. O marco maior da partida em seus 20 minutos iniciais foram as faltas duras tanto por parte da equipe da casa, quanto pelos visitantes.

Aos 20 minutos, surgiu aquela que foi a única chance de gol do primeiro tempo. Cafu bateu forte e só não abriu o placar porque o arqueiro lusitano, Rafael Santos, estava atento e pegou em dois tempos. No minuto seguinte, foi a vez de Edno finalizar bem e parar nas mãos de Rafael.

Quando a Lusa conseguiu acalmar o ímpeto pontepretano, começou a chuva de cartões amarelos. Em um jogo marcado pelas faltas duras, o árbitro Vinicius Furlan mostrou quatro cartões amarelos só na primeira etapa: três para a Ponte (Bryan, Thiago Alves e Alef) e um para a Portuguesa (Maycon). E assim o jogo seguiu sem outras grandes emoções até o fim do primeiro tempo.

Ponte volta melhor, domina o segundo tempo, mas não consegue furar o bloqueio da Lusa

Precisando da vitória para enfim engrenar na Série B, a Ponte Preta voltou para o segundo tempo com uma postura bem mais ofensiva. Se em 45 minutos foram apenas dois chutes a gol, em sete a Macaca igualou a marca exigindo boas defesas de Rafael Santos: aos três minutos, em chute de Alexandro; aos seis, em uma batida com efeito de Daniel Borges.

A Ponte Preta passou a usar o jogo aéreo com maior eficiência e a zaga da Portuguesa passou a ter trabalho para afastar as muitas bolas alçadas em sua área. A dupla de zaga formada pelo estreante Brinner e por Luciano Castán fez uma partida muito segura.

A equipe da Capital encontrava muitas dificuldades para chegar ao ataque e, quando chegava, tinha dificuldades ainda maiores para concluir. Aos 11 minutos, isso ficou claro quando Wéverton recebeu na direita e, bem marcado, tentou um cruzamento que não encontrou nenhum jogador da Lusa na área pontepretana.

Do outro lado, ainda que os donos da casa encontrassem alguma dificuldade para penetrar na zaga lusitana, a situação era melhor. Pode ser exagero falar em pressão por parte dos alvinegros, mas o fato é que a Ponte parece ter se acertado no segundo tempo. Daniel Borges quase fez gol olímpico e a zaga da Portuguesa conseguiu resistir aos seus cruzamentos na área.

Notando a dificuldade de sua equipe em chegar ao ataque sem ser pelo jogo aéreo, o treinador Dado Cavalcanti colocou o jovem Léo Cittadini no lugar de Alef, com o intuito de melhorar o setor de criação do meio de campo dos donos da casa.

A princípio, o meio passou a se movimentar melhor, mas a dificuldade em furar o bloqueio rubroverde persistia. Daniel Borges tentou chegar ao gol arriscando de longe, mas chutou mal. Quando Cafu fez boa jogada e tocou para trás, não encontrou Edno, que ainda tentou dar sequência a jogada tocando em Bryan, que acabou desarmado.

Aos poucos, a Portuguesa foi diminuindo o ímpeto da Ponte Preta, que encontrava cada vez mais dificuldades para se aproximar do gol. Chutes de fora da área ou escanteios eram os únicos meios da equipe da casa tentar assustar. A excelente partida do sistema defensivo lusitano, no entanto, garantiu que o placar permanecesse em zero a zero até o fim do jogo.

Coincidentemente, quando o jogo melhorou, os cartões amarelos despareceram. Pelo menos até os 41 minutos do segundo tempo, quando Jussandro, da Portuguesa, foi advertido. Cinco minutos depois, o árbitro aplicou dois cartões amarelos de uma vez: um para Gustavo Tabalipa, que tinha acabado de entrar e fez falta em que a Ponte levou vantagem, e um para o próprio Jussandro, que acabou expulso em falta que, quando cobrada, sobrou para Léo Cittadini quase marcar o gol da vitória.

VAVEL Logo