11 anos depois, Kaká reencontra um dos pivôs de desavença com torcida e saída turbulenta do São Paulo
Kaká teve muitos altos e baixos na primeira passagem pelo Tricolor (Foto: Divulgação/São Paulo FC)

Foram anos de espera. Mais especificamente 11. O torcedor do São Paulo poderá ver, neste domingo (27), diante do Goiás, no Serra Dourada, pela décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro, Kaká novamente com a camisa do Tricolor.

Curiosamente, há onze anos atrás, Goiás e Kaká também se cruzaram, mas o final não foi feliz para o camisa 8. Após eliminação para o time de Goiânia na Copa do Brasil de 2003, a torcida Tricolor pressionou e cobrou muito do jogador, que, pouco tempo depois, sendo chamado de pipoqueiro, deixou o clube do Morumbi para jogar no Milan.

Agora, Kaká volta ao São Paulo e a partida de reestreia será justamente contra o seu algoz. No entanto, o xodó Tricolor espera que tudo aconteça muito diferente do que foi em 2003 e ele, junto com clube, saia vitorioso da partida.

Primeira passagem no clube foi de altos e baixos

O torcedor que vai ao estádio sempre imagina que verá um grande jogador que no futuro ganhará inúmeros títulos pelo seu clube e ganhará a Europa e o mundo. No entanto, não é todo dia que isto acontece. Quem foi ao Morumbi no dia 1º de fevereiro de 2001, em um modesto torneio Rio-São Paulo, para assistir ao São Paulo vencendo o Botafogo por 2 a 1, ainda na primeira fase da competição, pode se dizer sortudo, pois viu um ciclo começando ali.

Naquele dia, ainda menino, Kaká estreava com a camisa do São Paulo. O primeiro gol do garoto não saiu nesta partida, mas foi no jogo seguinte, e em um clássico. O cenário não era um dos melhores para o Tricolor. Além de um retrospecto favorável a favor do rival, o São Paulo estava com um a menos na partida. No segundo tempo, ainda 1 a 1, Kaká entrou e marcou o gol da virada. Logo após, mais três gols saíram e o time do Morumbi venceu o Santos por 4 a 2.

Começo arrasador e certeza de que seria um grande jogador

Os jogos foram passando e Kaká entrava bem, fazendo a torcida e a imprensa pedir a titularidade do jogador. Porém, foi em 7 de março daquele mesmo ano que o meia começou a aparecer de verdade para o mundo. No segundo jogo da final do Torneio Rio-São Paulo, o Tricolor estava perdendo dentro de casa para o Botafogo por 1 a 0, e consequentemente perdendo o título da competição.

Aos quatorze minutos do segundo tempo, Kaká foi chamado para entrar. Com a entrada do meia, o São Paulo melhorou e começou a criar boas chances. Apesar

disso, o tempo ia passando e a bola não balançava as redes. Foi então que, aos trinta e cinco minutos, Kaká empatou a partida. Não satisfeito, dois minutos depois, o jogador marca mais um, virando o jogo e conquistando o título pelo clube do coração.

Depois do título, Kaká virou ídolo. Comparado com Raí, ele era um dos destaques do elenco, ao lado de Rogério Ceni e França. No ano seguinte, o de 2002, Kaká continuou jogando bem e liderou a equipe do São Paulo, que terminou a primeira fase do Campeonato Brasileiro líder isolado. No entanto, o Tricolor foi eliminado nas oitavas-de-final para o Santos, e ali começou os problemas do meia.

Chegou então 2003 e Kaká viveu um dos piores anos de sua vida. No Paulistão, o São Paulo foi bem e iria disputar a final diante do Corinthians. Porém, com uma lesão na coxa, o jogador não jogou. Após a perda do título para um dos maiores rivais, a torcida começou a chamar Kaká de "amarelão", deixando o clima entre os dois bastante tenso.

O ápice dos atritos com os torcedores aconteceu na Copa do Brasil daquele ano. O São Paulo foi eliminado precocemente pelo Goiás, e Kaká, mais uma vez, foi tachado como um dos culpados pela eliminação. Mesmo com muita pressão, o camisa 8 ainda jogou o Campeonato Brasileiro de 2003, se transferindo para o Milan pouco depois.

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