Apesar de criticar elenco, Sidney Moraes assume responsabilidade por derrota no clássico
Sidney Moraes enfatiza que a responsabilidade dentro de campo é, também, dos jogadores (Foto: Divulgação/Náutico)

Não está fácil a situação do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro. O que já era difícil, ficou muito mais complicado neste sábado (09), após a derrota para o rival Santa Cruz, por 3 a 0, no Estádio do Arruda. Com a crise só aumentando, o técnico Sidney Moraes está vendo as críticas pelo seu trabalho crescer a cada dia. Depois do duelo, o treinador assumiu a responsabilidade pelo fraco desempenho, não isentou os jogadores e voltou a lembrar que o time está sendo montando dentro do campeonato.

“Eu sou técnico da equipe, sendo assim, a responsabilidade é minha. No entanto, os jogadores, também, precisam assumir a responsabilidade deles dentro do campo. Também é preciso lembrar que nossa equipe está sendo montada durante a competição. Desta maneira, vai existir essa dificuldade até o fim do campeonato”, comentou.

Um dos lances que deixou o comandante alvirrubro mais chateado foi o primeiro gol do rival, marcado por Keno. O atacante tricolor arrancou da esquerda para a direita e passou, praticamente, por todo o sistema defensivo do Timbu, que ficou apenas observando. Sidney cobrou personalidade e responsabilidade por parte do elenco. De acordo com ele, quem não tiver isso precisa pedir para deixar o clube.

“Você precisa saber a importância da instituição e respeitar a camisa que está vestindo. Não podemos admitir tomar um gol como o que tomamos. O atacante passou por cinco atletas sem uma marcação. Tem que saber da responsabilidade e ter personalidade para resolver. Quem não tiver isso, tem que pedir para deixar o clube e seguir na vida”, afirmou.

Diante dos últimos resultados e, principalmente, do futebol apresentando o selecionador vê seu cargo bem ameaçado. Na coletiva, foi perguntado sobre sua continuidade à frente da equipe, no entanto, respondendo que quem tem de se pronunciar sobre esse assunto é o presidente, Glauber Vasconcelos, além da diretoria.

“Treinador é ameaçado desde o primeiro dia que começa a trabalhar. Essa é a cultura do futebol brasileiro. Mas se eu fico ou não quem tem que responder é o presidente e a diretoria. São eles quem vão definir algo. Eu vou seguir com meu trabalho normalmente e acredito que podemos fazer melhor”, encerrou.

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