Zico não consegue apoio mínimo de confederações e retira candidatura à presidência da Fifa

Zico colocou um fim na sua candidatura ao cargo de presidente da Fifa. O ex-jogador brasileiro não conseguiu reunir o número mínimo de cinco confederações para entrar no pleito, que será realizado no próximo ano, e desta maneira não terá como seguir com o sonho de assumir o maior posto de dirigente do futebol mundial. O ex-camisa 10 da Seleção Brasileira e do Flamengo confirmou a desistência através de uma rede social.

O brasileiro havia manifestado o interesse de concorrer à presidência da Fifa ainda em Junho deste ano, logo após ter vindo à tona o maior escândalo de corrupção envolvendo dirigentes do futebol mundial, presos pelo FBI, na Suíça, às vésperas da eleição, na qual Joseph Blatter foi reeleito, mas renunciou o posto pouco tempo depois por conta da repercussão negativa e convocou novas eleições para o ano que vem.

Para entrar na disputa pela presidência da Fifa é necessário ter, no mínimo, o apoio de cinco confederações. No entanto, o ex-jogador da Seleção Brasileira sequer conseguiu ter ao seu lado a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e reuniu apenas a indicação das confederações de São Tomé e Príncipe e Angola. Como o prazo final se encerrou nesta segunda-feira (26), o brasileiro não terá como encontrar outras três adesões.

De acordo com publicação feita nas redes sócias, o ex-meio-campista informou que estava animado com a promessa de seis cartas de recomendação das confederações, no entanto, isto ficou inviabilizado com a saída do francês e presidente da Uefa, Michel Platini, suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias, da disputa. Assim, o cenário acabou sendo alterado.

“Caros amigos, não deu. Estávamos animados ontem com seis promessas de cartas, mas hoje o movimento da Uefa, com a retirada de Platini, mudou todo o cenário”, disse e criticou o atual modelo imposto pela Fifa para as eleições. Para Zico, isso não favorece uma renovação na entidade.

“A forma atual da eleição da Fifa realmente não favorece a mudança. Basta ver que os nomes que estão aí para esta eleição dificilmente poderão realmente falar em mudança”, criticou o ex-jogador.

Por fim, o brasileiro ressaltou que foi plantado uma semente para um debate sobre a maneira como a entidade deve ser gerida nas próximas gestões, baseada na democracia e na transparência, segundo o mesmo.

“Que outras partidas venham por aí. Plantamos uma semente para um debate sobre uma nova forma de gestão do futebol, baseada na democracia e na transparência. Abraço em todos”, encerrou.

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