Novo presidente Leco passa por dificuldades para pacificar ambiente do São Paulo
Foto: Divulgação/São Paulo

O novo presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco enfrenta diversos problemas para pacificar o ambiente e encerrar uma crise que parece interminável na política do clube. Eleito em 27 de outubro, ele ainda encara resquícios da muito conturbada gestão de Carlos Miguel Aidar, que renunciou duas semanas antes da eleição de seu sucessor no cargo.

Em menos de 15 dias de gestão, ele já apresentou seus nomes para a composição nova diretoria, recontratou e demitiu Alexandre Bourgeois, CEO do clube, e recolocou Gustavo Vieira de Oliveira ao cargo de Diretor de Futebol do clube, além de mais recentemente demitir o técnico Doriva.

Ataíde Gil Guerreiro, vice presidente de futebol e um dos nomes ligados ao mandato de Aidar e sua saída, ainda divide opiniões nos bastidores. Enquanto alguns questionam seus méritos e conhecimentos no que tange os rumos do futebol da equipe, outros que o defendem alegam a sua seriedade e integridade no ambiente de trabalho.

Com tudo isso ocorrendo, a oposição trabalha e questiona as condições do retorno de Gustavo Viera de Oliveira ao clube. Newton Luiz Ferreira diz que endossará um ofício que deverá ser entregue ao conselho deliberativo que deverá analisar em que condições contratuais o ex-gerente de futebol voltou ao São Paulo.

Isso porque de acordo com reportagem do jornal "Folha de São Paulo", Gustavo está de volta com o salário duas vezes maior que o anterior. Segundo a publicação, poderia praticamente triplicar em março de 2016, além disso o dirigente ainda teria direito a comissões e bônus por vendas de jogadores da base do clube em torno de (1%) e do grupo de profissionais na casa de (3%). Gustavo já negou a informação em entrevista nessa terça feira, dizendo que não houve nenhuma discussão nesse sentido para o seu retorno: "Não há e não haverá nenhuma implicação direta sobre transferência de atleta. O que há é uma remuneração variável, que ainda está sendo discutida e que atenda ao interesse do clube", afirmou o dirigente.

"Alguns conceitos foram debatidos, e isso está em andamento. Pra mim o que é importante nessa remuneração variável é ter o resultado esportivo, isso é o que mais me estimula. Isso já acontece com alguns atletas, que têm cláusulas que impactem em suas remunerações como resultado esportivo. É um conceito de boa gestão. A gente discute tanto o profissionalismo no futebol e isso é um elemento para esse desejo", disse o diretor.

Em meio a tudo isso o São Paulo ainda se prepara para as rodadas finais do campeonato, tendo Milton Cruz no comando, para os quatro jogos restantes, contra o Atlético-MG, Corinthians, Figueirense e Goiás, ainda visando uma vaga na Libertadores 2016 e com a esperança de um ano que vem mais tranquilo em todo o clube.

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