Juninho acionará Vasco na justiça, mas afirma que abre mão do que lhe devem para construção de CT
Juninho Pernambucano comemorando o título da Mercosul de 2000. (foto: Divulgação/Vasco da Gama)

Enquanto no Campeonato Brasileiro o Vasco segue sua luta para escapar do rebaixamento, o clube também vive uma certa crise extra campo. O Gigante da Colina tem dividas pendentes a pagar, e uma delas é com o ex-jogador e ídolo Juninho Pernambucano. Hoje, comentarista de futebol de televisão, o Reizinho da Colina citou a ação que seu ex-empresário Jose Fuentes, que o acompanhou por 12 anos de sua carreira e cobra R$860 mil (R$500 mil de seu primeiro contrato de volta mais multas e juros por atraso).

Como o atual presidente do Vasco, Eurico Miranda, tem desafetos com Juninho, o ex-meia propôs um acordo antes de entrar na justiça onde ele abriria mão do que o clube lhe deve para construção de centro de treinamento.

"Meu ex-empresário (José Fuentes) tem uma ação contra o Vasco e também vou ter até o final do ano. A minha indenização gira em torno de R$ 500 a 700 mil. Como tenho a oportunidade de falar, venho aqui deixar público que posso fazer um acordo com a diretoria do clube. Se eles quiserem, basta apenas pagar aos meus advogados a parte deles e ficar todo o restante para ajudar o Vasco. Abro mão aqui, não sou moleque. Como poderia caducar minha ação, estou autorizando meu advogado a entrar na justiça amanhã (terça-feira, 10). Depois ele vai entrar em contato com o juridico do clube para propor esse acordo. Deixo tudo como doação para a construção de um centro de treinamentos para o Vasco, mas tem que estar tudo assinado", explicou Juninho, que também falou sobre as duas ações que tem contra o Vasco.

"Quando vim pro Vasco, o clube me ofereceu cinco milhões por ano. Ganhava oito milhões no Catar livre. Então, teoricamente era para ganhar a mesma coisa. Mesmo com a oferta do clube, disse que não queria ganhar nada. O que queria era prêmios. Se fosse campeão brasileiro, eram três milhões, porque 500 vezes seis meses que fiquei, daria três. Se ficasse com vaga na Libertadores, eram dois milhões. Como ficamos, não recebi até hoje parte desse acordo. Já o Fuentes tinha em mãos essa proposta do Vasco, em papel timbrado, com o valor de cinco milhões. Como aqui no Rio, já tinham Fred e Deco, no Fluminense, poderia pedir 10 milhões por ano e um contrato de quatro temporada, que a diretoria iria me pagar mesmo aos 36 anos. Poderia ser o maior credor do clube. Teria até garantidas aposentarias para minhas filhas. Mas preferi fazer um contrato de objetivos. Recebia 50 mil por jogo, mesmo assim o Eurico critiva esse acordo. Agora ele paga um salário de 300 mil para o Nenê, mas nunca joguei seis jogos por mês. Tenho certeza que dei muito mais em campo na história que o Nenê vem dando, apesar de estar ajudando muito", finalizou o meia

Vindo do Sport, Juninho chegou ao Vasco em 1995 e esteve presente em todos os titulos mais importantes do clube e tornou-se ídolo depois do gol de falta na Libertadores em cima do River Plate, no Estádio Monumental de Nuñez. Com ele foram dois Brasileirões (1997 e 2000), Copa Libertadores (1998), Campeonato Carioca (1998), Torneio Rio-São Paulo (1999) e Copa Mercosul (2000).

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