Macaé busca empate diante do Boa Esporte, mas definição do Z-4 ficará para última rodada
Foto: Divulgação/CBF

O jogo era crucial para um, e irrelevante para o outro. Pelo menos era o que poderia pensar o torcedor no estádio ou em frente à TV. O que se viu na partida foi um Boa Esporte afinado, que brigou bastante, pelo menos na primeira etapa, e um Macaé apático na primeira parte do jogo, como se os papeis fossem inversos. Já rebaixado, o Boa jogava apenas pela honra. Pensava em vencer para coroar o ano. Se é que é possível coroá-lo. O Macaé, lutava e ainda luta, contra o Ceará, pela última vaga indefinida na Série B.

Na próxima rodada, o Macaé vai à Fortaleza, onde enfrenta o Ceará, rival na luta pela permanência na divisão. O confronto acontece no outro sábado (28), às 17h30 (de Brasília). Com 39 pontos, a equipe de Toninho Andrade pode entrar no Z-4 nesta rodada, caso o time nordestino vença seu compromisso. Já o Boa volta à Varginha, onde pega, na terça-feira (24) o também rebaixado ABC, às 20h30 (de Brasília)

Boa Esporte sai na frente em primeira etapa muito ruim

A luta contra o rebaixamento já havia abatido um dos times envolvidos no jogo. O Boa Esporte já está garantido na Série C desde a rodada passada, quando mesmo vencendo o Bahia, pela combinação de resultados dos rivais na briga, foi matematicamente rebaixado. O Macaé, jogando diante do seu torcedor, tinha como obrigação vencer o jogo.

Os primeiros minutos foram completamente alvianis. O Leão partiu para cima e buscou abrir o placar logo de cara, mas o nervosismo e a obrigação da vitória atrapalharam. Aberto desde o apito inicial, a equipe de Toninho Andrade sofreu um contra-ataque mortal já aos 15 minutos. Nesse momento, o já rebaixado Boa Esporte fazia 1 a 0, com Leonardo, e complicava a vida da equipe fluminense.

A partir do gol, o Macaé some no jogo. Sofre com a marcação pesada da equipe mineira e, seguindo no ataque, se expõe, dando as chances de contragolpes que os mineiros tanto esperavam. Com o meio completamente aberto, o Boa chega rápido e quase marca o segundo em ótima trama ofensiva.

O Macaé volta a assustar aos 35’, com falta bem cobrada por Juninho. A bola atingiu alta velocidade, fez curva e caiu na direção do gol, mas o goleiro Douglas fez boa defesa, colocando a redonda para escanteio e aliviando o coração dos torcedores de Varginha. A equipe do Rio tentou buscar no fim da primeira etapa, mas embora tivesse muito volume de jogo, não conseguia traduzir as chances sequer em finalizações, fazendo assim, o Boa, merecedor da vitória parcial nos primeiros 45 minutos.

Macaé empata e pressiona até o último minuto, mas virada não vem e definição de Z-4 ficará para a última rodada

A segunda etapa se inicia com amplo domínio territorial do Macaé. O Boa Esporte mal passava do meio campo e apenas assistia a equipe fluminense tocar a bola. Com jogadas agudas e bem-criadas, o meio campo do Leão assustava os defensores mineiros na medida de tocava a bola na intermediária ofensiva, armando o bote. A primeira chegada da equipe de Varginha só aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo, quando um ataque pela direita foi frustrado com a boa cobertura do zagueiro Ramon.

Com o toque de bola e a posse, absolutamente maior do lado macaense, o desfecho não poderia ser outro. O xodó da torcida, Pipico, recebeu bom cruzamento e emendou de primeira, para vencer o arqueiro adversário. Era o empate alvianil.

O volume de jogo que já era grande, se tornou ainda maior após o empate. Com algumas substituições feitas por Toninho Andrade, o Leão tentava virar o jogo, resultado que, combinado a uma derrota do Ceará, que joga amanhã, livraria matematicamente a equipe do Rio de qualquer chance de rebaixamento. Porém, talvez por isso mesmo, o nervosismo tenha tomado conta dos atletas do Macaé. Apesar de criarem várias jogadas a partir dos 25 minutos, nenhuma bola levou perigo de fato à meta de Douglas, o que de certa forma, enervava ainda mais os atletas, Comissão Técnica e torcida do Macaé.

O panorama de ataque contra defesa seguiu até a o apito final. Com uma pressão absurda do ataque fluminense, e uma bela apresentação do sistema defensivo da equipe de Varginha, o empate no placar acabou ficando de bom tamanho.

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