Grêmio valoriza vantagem da ida sobre Atlético-MG e volta a ser campeão após 15 anos
Foto: Lucas Uebel/Grêmio

A espera foi grande, mas a festa enfim veio. Após 15 anos, o Grêmio é campeão da Copa do Brasil. Com a força dos torcedores, presente em bom - quebra de recorde de público - número, os tricolores souberam se impor em casa e exploraram a vantagem conquistada na ida, após empatar com o Atlético-MG por 1 a 1 no jogo de volta da final, já que derrotou no primeiro por 3 a 1Miller Bolaños abriu o placar, mas Cazares deixou tudo igual com uma pintura.

Com a conquista, o Imortal se torna o maior vencedor do certame, ao garantir o pentacampeonato, somando um título à frente do Cruzeiro Cruzeiro. Já o Galo, entretanto, acumula o primeiro vice-campeonato da história, ainda que tenha vencido o torneio de maneira inédita em 2014.

Os times voltam a campo, pela 38ª rodada do Brasileirão, no próximo domingo (11). Enquanto os gaúchos vão encarar o Botafogo dentro de casa, às 17h (de Brasília), os mineiros ainda não sabem se enfrentam a Chapecoense na Arena Condá nos mesmos dia e horário, por terem alegado não ter condições de jogar no encerramento da Série A.

Times fazem duelo truncado e vão ao intervalo zerados

Diferentemente do que aconteceu no primeiro jogo, o Atlético-MG foi ao setor ofensivo com mais disposição, pois mostrou apatia diante de sua torcida. Antes mesmo dos dez minutos, o Galo saiu buscando ir à zona de ataque ao ter boas chances com Júnior Urso e Lucas Pratto, mas não conseguiu assustar a meta do Grêmio.

Apesar da larga vantagem, os donos da casa buscaram contra-atacar e levaram mais perigo. Foi através da bola parada, inclusive, que saiu a primeira oportunidade mais clara. Douglas cobrou falta colocada e a bola saiu por cima do gol atleticano. Em seguida, depois de troca de passes, Maicon encheu o pé, porém explodiu na marcação.

Apesar do equilíbrio, gremistas foram mais perigosos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Apesar do equilíbrio, gremistas foram mais perigosos no primeiro tempo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Com muito equilíbrio, o duelo ficou mais truncado e com raros lances dos homens de frente dos dois lados. Mesmo com todo o incentivo da arquibancada, o Imortal viu os alvinegros possuírem mais posse, pois tinham a obrigação não apenas de vencer, mas também de reverter o resultado conquistado na ida.

O comportamento mais cauteloso dentro das quatro linhas e devido à força vinda da torcida, que era intenso durante a primeira etapa, deu ânimo aos gremistas. No contra-golpe, Douglas explorou bem erro de posicionamento da defesa dos mineiros e deu um passe magistral em profundidade para Everton, que saiu de cara para Victor. O atacante, contudo, finalizou em cima do camisa 1.

Grêmio marca no fim e confirma quebra do jejum

Para tentar surpreender na etapa final e buscar calar a Arena, o Galo veio com uma substituição, mudando até o esquema tático. O volante Júnior Urso, que pouco foi efetivo na marcação, deu vez para o meia-atacante Maicosuel, dando maior ofensividade ao Atlético-MG para o reinício do jogo.

Mesmo com a mudança, os atleticanos não conseguiram esboçar uma reação e pouco criaram lances de perigo à meta adversária. Sem ter o poder criativo, os visitantes não eram efetivos e raramente chegaram ao setor ofensivo com qualidade, pois a solidez defensiva gremista foi mais forte.

Gaúchos valorizam vantagem da ida e consolidam título após 15 anos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Gaúchos valorizam vantagem da ida e consolidam título após 15 anos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Devido ao equilíbrio, a partida foi ficando cada vez mais monótona e, com isso, os donos da casa iam se aproximando da quebra do tabu de 15 anos. Incentivos pela torcida, os gremistas valorizaram o placar da ida e rodaram a bola procurando espaços para ir às redes, ainda com a taça em mãos com o resultado parcial.

Já perto do fim da partida, os tricolores passaram a vaiar com maior intensidade, deixando os alvinegros perdidos e sem reação. Cada vez que o ponteiro do relógio girava, com mais vontade eram os gritos da arquibancada, fazendo os mineiros ficarem nervosos e sem assustar. A tensão, entretanto, aliviou ao tirar um grito preso por tanto tempo.

Faltando dois minutos para o final do tempo regulamentar, depois de bate-rebate na pequena área, Miller Bolaños se posicionou bem e só teve o trabalho de tocar para o fundo do barbante. Já nos acréscimos, todavia, Cazares mostrou que seu time ainda estava vivo e querendo reagir, ao finalizar de longe e marcar um golaço. O tento, por sua vez, não fez diferença a favor dos mandantes, que levantaram a taça.

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