Mensagens revelam orientação do diretor de registros da CBF ao Vitória
Diretor de registros da CBF e Vitória trocam e-mails sobre empréstimo de Victor Ramos (Foto: Divulgação/ E.C.Vitória)

O caso Victor Ramos envolvendo Internacional e Vitória parece não ter fim. O que havia até então era que o clube gaúcho enviou um documento na última quinta-feira (1º) ao STJD, a pedido de uma análise na situação do vínculo do atleta ao Vitória. Esse documento continha 42 páginas e alegava que o contrato do mesmo estaria irregular, afirmação que tanto a equipe baiana como a CBF negavam.

Contudo, uma bomba estourou a favor do colorado nesta quinta-feira (8), quando foram descobertos e expostos pelo jornal Estado de S. Paulo trocas de e-mails entre a Confederação Brasileira de Futebol e o próprio Vitória, levando a entender um outro lado da versão da história.

No e-mail, o diretor de registros da confederação, Reynaldo Buzzoni, e o chefe de registros e contratos do clube, Edson Vilas Boas, dão indícios de que o clube baiano foi induzido a realizar a inscrição do zagueiro pertencente ao Monterrey do México, via tranferência internacional, mesmo que o atleta não tenha sido encaminado pelo Monterrey, mas sim pelo Palmeiras ao Vitória, ou seja, uma tranferência completamente nacional.

Confira uma parte do e-mail: "Primeiro, o Palmeiras e o clube mexicano deve (sic) dar uma conclusão ao TMS #106697, sobre o empréstimo do atleta ao Palmeiras. Após isso, será necessário o retorno do empréstimo para o México e um novo pedido de empréstimo para o Vitória. Mesmo para outro clube do país, é necessário o retorno do ITC (Certificado de Transferência Internacional) para o México para depois gerar um novo empréstimo para o clube brasileiro", apontou Buzzoni.

Porém, esta mesma afirmação não foi sustentada pelo próprio diretor em entrevista à Radio Gaúcha, na qual Buzzoni destacou que a transação nacional era o mais correto: "Ele foi inscrito pela janela nacional, porque ele estava no Brasil. Ele não estava fora. A questão do regular da transferência é o ITC. Não é que ele não voltou para o México, e o Vitória o inscreveu ele sem ITC. O ITC dele continuou no Brasil. Como a janela mexicana estava fechada, e o jogador ia ficar sem jogar, o Monterrey autorizou que ele se inscrevesse. Foi autorizado por todos. Não teve movimento de ITC para o jogador estar irregular", afirmou.

Para melhor entender, o Vitória havia pedido auxílio à CBF para saber como ir adiante com o empréstimo de Victor Ramos e, Buzzoni os respondeu com a afirmação de que era preciso uma autorização do clube mexicano mesmo que o ITC, estivesse no Brasil. Os clubes aguardam o desenrolar dos próximos capítulos da trama.

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