Brasileirão Série A termina com 29 trocas de técnicos, três a menos que 2015; veja a lista
(Fotomontagem: Hugo Alves/VAVEL Brasil)

Chegou ao fim mais uma edição do Campeonato Brasileiro e com ele, as diversas trocas de técnicos. Na edição de 2015, a competição bateu recorde de 32 saídas, superando a marca de 2010, que foi de 31. Já esse ano, o número foi um pouco menor, porém, expressivo: 29. Mas essas mudanças de comando foram benéficas?

Para alguns times, sim. Apesar das trocas de técnicos não trazerem os resultados esperados, quatro clubes se deram bem com isso. Foram os casos de Botafogo, Flamengo, Grêmio e Chapecoense. O alvinegro efetivou Jair Ventura, filho de Jairzinho, que até então era auxiliar permanente, a cargo de treinador no lugar de Ricardo Gomes. E o resultado foi surpreendente. Com ele, o Botafogo saiu do Z-4 para o G-6.

No rubro-negro, Zé Ricardo assumiu o clube após a saída de Muricy Ramalho, que se aposentou devido a problemas de saúde, e também teve sucesso. Já no Grêmio, Roger Machado pediu demissão em agosto e deu lugar a Renato Gaúcho, que estava longe da função desde abril de 2014. Como resultado, o Tricolor gaúcho foi campeão da Copa do Brasil. Por fim, a Chapecoense trocou Guto Ferreira por Caio Junior e foi outra equipe a colher bons frutos – chegou pela primeira vez a uma final internacional e foi declarada campeã da Copa Sul-Americana.

Clubes que mais trocaram de técnicos

Corinthians, Internacional, Figueirense e São Paulo foram os clubes que mais trocaram de treinadores – contando também com interinos – durante todo o Campeonato Brasileiro. Cada um tiveram quatro diferentes.

No Timão, Tite iniciou o ano com a bagagem do título brasileiro nas costas. Entretanto, com o convite da CBF para dirigir a Seleção Brasileira, coube a Cristóvão Borges a missão de dar continuidade ao trabalho dele no Corinthians. Com a pressão e os maus resultados, o técnico foi demitido e deu lugar ao auxiliar Fábio Carille, que pouco tempo depois, foi substituído por Oswaldo de Oliveira.

No Colorado, Argel Fucks iniciou a temporada sendo campeão gaúcho, mas os maus resultados no Brasileiro fizeram com que Paulo Roberto Falcão fosse contratado. Entretanto, após cinco jogos, o ídolo colorado foi demitido. Em agosto, a diretoria acertou o retorno de Celso Roth, que três meses depois, cedeu lugar a Lisca. A exagerada troca de técnicos aliada a falta de planejamento da diretoria culminaram no primeiro rebaixamento colorado à Série B.

No Figueirense, a situação foi semelhante a do Inter. Iniciou a competição com Vinícius Eutrópio, que logo em seguida cedeu lugar a Argel Fucks. Porém, pouco mais de um mês depois, o técnico pediu demissão. Com isso, Tuca Guimarães foi contratado, mas os maus resultados fizeram com que Marquinhos Santos fosse o quarto e o último comandante do Figueira na Série A 2016.

Por fim, o Tricolor paulista iniciou o Brasileiro com o Edgardo Bauza, mas o treinador foi chamado para dirigir a Seleção Argentina. Sendo assim, o interino Jardine comandou a equipe até a chegada de Ricardo Gomes, que foi demitido na reta final e substituído pelo auxiliar Pintado.

Os sobreviventes

Paulo Autuori, Cuca, Eduardo Baptista e Dorival Júnior foram os únicos que comandaram suas respectivas equipes – Atlético-PR, Palmeiras, Ponte Preta e Santos – por 38 rodadas. Em comum, todos eles terminaram o Campeonato Brasileiro na parte de cima da tabela, provando que a permanência do treinador durante um longo período, na maioria das vezes, pode trazer benefícios.

(Foto: Editoria de Arte/VAVEL)
Paulo Autuori terminou em sexto, Cuca campeão, Baptista em oitavo e Dorival Jr como vice-campeão brasileiro (Foto: Editoria de Arte/VAVEL)

Curiosidades

A dança das cadeiras dos treinadores no Brasil também tem suas peculiaridades. E uma delas é a de Argel Fucks, que comandou, em um curto espaço de tempo, três times diferentes no Brasileirão: Internacional, Figueirense e Vitória. Neste último, o técnico ainda conseguiu livrar a equipe baiana do descenso. Curiosamente, viu Internacional e Figueirense, seus ex-times, rebaixados à Série B.

A outra é de Ricardo Gomes, que deixou o Botafogo ocupando a 17ª posição para se transferir ao São Paulo. Porém, no próprio Tricolor paulista, o técnico só livrou a sua equipe do risco de rebaixamento nas últimas rodadas. De quebra, ainda viu o Alvinegro brigar na parte de cima da tabela durante boa parcela do campeonato. O Botafogo terminou o Brasileirão em quinto, classificado à pré-Libertadores.

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