Em alta na Seleção, Andressinha comenta sobre título e oportunidade nos Estados Unidos

A meio-campista Andressinha é a principal jogadora formada no Esporte Clube Pelotas, no departamento feminino das Lobas, que completou 20 anos. Ela, com 21, retornou ao Rio Grande do Sul após a conquista do Torneio Internacional de Manaus com a Seleção Brasileira principal. O Brasil venceu a Itália no domingo (18), por 5 a 3 e conseguiu o heptacampeonato da competição de final de ano. A meia marcou dois gols na final, um em cobrança de falta e outro também de fora da área.

Andressa Machry é natural do município de Roque Gonzales, no noroeste gaúcho. Sua primeira oportunidade no campo, fora do futebol de salão, foi no Pelotas, no extremo sul brasileiro, em 2009. Ela retornou ao local de seus primeiros treinos para atender à imprensa e às jogadoras da base das Lobas, em reencontro nostálgico, com direito a avaliações da carreira ainda breve, mas já de sucesso.

Em 2016, Andressinha teve um grande crescimento com a disputa da Olimpíada pelo Brasil, ao lado de Marta, Cristiane e outras grandes jogadoras. Ela também firmou contrato com o Houston Dash, equipe de força nos Estados Unidos, onde atua com Carli Lloyd, eleita a melhor jogadora do mundo na última temporada.

Marcos Planela foi seu técnico durante a passagem por Pelotas e ele segue no comando do departamento das Lobas. A jogadora e o antigo treinador concederam entrevista coletiva com análises do momento de Andressinha e do futebol feminino no Brasil. Andressa abordou as mudanças na Seleção Brasileira com a chegada de Emily como técnica. Ela substitui Vadão após o período olímpico.

"Vadão e Emily possuem estilos diferentes. A Emily dá importância muito a detalhes, à bola parada, valoriza o toque de bola. Achei legal ela comentar conosco de não esquecermos o que o Vadão nos passou, que ela veio para somar."

Andressinha teve boa atuação na conquista do primeiro título de Emily com a seleção, o Torneio Internacional de Manaus. Foram quatro gols marcados em quatro partidas disputadas. Outra jogadora de destaque foi Beatriz, atacante que Andressinha fez questão de elogiar.

"Já temos um entrosamento muito bom. Tivemos convocações juntas na seleção sub-17 e na sub-20. Beatriz é uma grande jogadora e atuar ao lado de grandes jogadoras facilita ao nosso jogo."

Sobre a ausência de Marta nesta última competição do ano, Andressinha revelou sua admiração desde a infância pela jogadora, mas abordou também a renovação na Seleção Brasileira. "Somos uma nova geração e a gente precisa entender que não teremos elas para sempre. É uma honra, um privilégio ainda ter atuado com a Formiga. Com a Marta. Era um sonho, porque eu assistia a elas na televisão. Acho que aproveitei bastante esse tempo com a Formiga", destacou Andressa sobre a volante que anunciou sua aposentadoria da seleção.

Para a temporada de 2017, a Seleção Brasileira possui compromissos apenas em datas Fifa. Por conta disso, Andressinha revelou sua prioridade pelo Houston Dash no próximo ano, clube com o qual ela tem contrato renovado até outubro.

"O futebol lá é voltado às mulheres. É uma filosofia que eu sempre gostei muito. Aprimorei a parte física, a parte mental, os treinamentos sempre vêm com coisas novas. As disputas e a competitividade dos jogos são muito grandes", comentou sobre a oportunidade no Houston.

Marcos Planela chamou atenção para a organização das federações nos Estados Unidos, que, segundo ele, têm um cuidado especial com cada atleta, cobrando o ensino médio completo para uma carreira, além de cobrar a transição do futebol universitário para o profissional. Andressinha, apesar de não ser cobrada dessa forma por ser estrangeira, também já completou a escola e está em nível universitário de estudos.

Destra, com habilidade para coordenar o meio de campo e se fazer presente nas jogadas de bola parada, Andressa Machry é um nome com potencial para ser ouvido mais vezes nas convocações da seleção.

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