Expulso no fim do jogo, Mano exalta entrega do Cruzeiro em vitória sobre o Atlético-MG
Foto: Washington Alves/Light Press Cruzeiro

O comportamento do Cruzeiro na estreia da Copa da Primeira Liga, onde venceu o rival Atlético-MG por 1 a 0, na noite dessa quarta-feira (2), agradou ao técnico celeste Mano Menezes. Com gol de Arrascaeta, a Raposa ampliou sua sequência sem perder o clássico para seis jogos e teve o comprometimento e a entrega em campo como pontos enaltecidos pelo comandante celeste.

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O Cruzeiro teve uma postura de quem queria vencer desde o início. Teve atitude, qualidade de jogo para vencer. Poderia ter feito um placar maior, porque teve chances mais claras durante o jogo para fazer. Mas a gente sabe que clássico tem as suas características, componente emocional, e algumas chances escapam. Mas estou feliz com a entrega, com a forma como os jogadores encararam o jogo. Mesmo quando o Atlético-MG teve a posse, não conseguiu traduzir, e isso é mérito dos jogadores do Cruzeiro”, avaliou Mano.

Um dos discursos mais levantados na Toca da Raposa do fim do ano passado para o início deste foi que o Cruzeiro não ostentaria contratações, mas sim, mudanças pontuais no grupo. E assim o fez. Ao trazer reforços para compor e não reconstruir o elenco, o time de celeste teve sua manutenção efetivada, cujo trabalho continuado foi destacado pelo treinador.

"A gente leva vantagem pela continuidade do trabalho do ano passado. Não partimos do zero. Colocamos algumas coisas diferentes. Antes eram emergências, água no pescoço. Agora não. Temporada se inicia. Temos uma qualidade de jogo melhor, e isso já nos deu duas vitórias. E uma contra um grande adversário. Estádio quase lotado, festa bonita, o time respondeu aquilo que a gente esperava dele”, apontou.

Quando o jogo já caminhava para o fim, o clima esquentou no clássico. Para não perder o controle da partida e evitar eventuais problemas nos minutos finais, o árbitro Wanderson Alves de Souza não poupou cartões. No meio dessas advertências, Robinho levou o segundo amarelo e foi expulso. Sobrou ainda para a Mano, que reclamou com a arbitragem, tentando defender seu comandado, e também foi para o vestiário mais cedo.

Não reclamamos do árbitro, mas dos critérios. A gente entende que um árbitro, depois de não expulsar Yago pela reincidência da falta no primeiro tempo, pela gravidade que foi a entrada, não pode expulsar o Robinho por um lance daquele no segundo tempo. E num clássico como esse, uma hora a gente pode deixar escapar o resultado. O jogo estava aberto para a gente fazer o segundo, e de repente pode complicar o jogo. Deve ser a regra 5”, satirizou.

Robinho foi expulso aos 42 minutos do segundo tempo (Foto: Washington Alves/Ligh Press Cruzeiro)

Limpo em todos os fundamentos. Da defesa ao ataque, o Cruzeiro funcionou melhor que o Galo e foi mais equilibrado durante todo o duelo. Nas laterais, dois jogadores estrearam em clássicos: Diogo Barbosa, pela esquerda e Ezequiel, pela direita. No meio teve também cara nova contra o rival, com Hudson entrando no segundo tempo. A dupla de zaga foi segura, os volantes ganharam o meio-campo, e o setor de criação celeste foi mais atuante que o alvinegro. Atento às movimentações do seu time, Mano passou um pente fino na Raposa.

Uma equipe que quer fazer uma temporada diferente, que quer conquistar algo, tem que ser forte como um todo. Nosso sistema defensivo foi quase impecável hoje. Nossos laterais souberam se posicionar bem defensivamente, quando fomos atacados. Tivemos saída de qualidade na hora de pressão, isso é importante para ter jogo com qualidade e resolver jogo. E os quatro jogadores da frente, os dois de lado e os dois de dentro, foram perfeitos na última linha, para não deixar o Atlético-MG, que trabalha bem a bola, encontrar caminhos para chegar ao nosso sistema defensivo”, observou.

O Cruzeiro teve chances mais claras de gol do que o Galo, e o goleiro atleticano Giovanni teve mais trabalho do que o cruzeirense Rafael. Mas clássico é clássico e placares largos são atípicos, por uma série de aspectos do contexto.

“Faz parte do jogo de futebol, por isso não é 10 a 0. 7 a 1 é exceção. O normal é 2 a 1, 1 a 0. É difícil colocar a bola na casinha mesmo. Os méritos são do goleiro. Não posso reclamar da equipe não. Acho que estamos no caminho certo. Nesse curto espaço de tempo, nem trabalhamos tanto a finalização assim. Vamos fazendo isso para que os jogadores estejam aptos para definir como o Arrascaeta definiu quando ficou cara a cara”, disse.

Foto: Washington Alves/ Light Press Cruzeiro
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