Campeão mineiro, Roger Machado conquista primeiro título da carreira
Roger comemora seu primeiro título (Foto: Divulgação/Atlético-MG)

E precisou apenas de quatro meses para o jovem técnico Roger Machado, de 42 anos, conquistar seu primeiro título da carreira e como técnico do Atlético-MG. O Galo venceu seu maior rival, Cruzeiro, por 2 a 1, neste domingo (7), quebrou um jejum de oito jogos sem vencê-lo e ainda garantiu a 44ª taça do Campeonato Mineiro.

A conquista do campeonato trouxe a Roger alívio e confiança para seguir o trabalho com o elenco atleticano, que ainda disputa mais quatro campeonatos nesta temporada: Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa da Primeira Liga e Copa do Brasil.

"Saio muito feliz, muito satisfeito, com o dever cumprido. O planejamento foi muito minucioso para que a gente pudesse chegar na decisão com a maior parte dos jogadores disponíveis e preparados para decidir bem. Feliz por ter feito as melhores escolhas, contar com atletas que compraram minha ideia desde o começo do ano. O começo é naturalmente irregular, em função da formação de um novo time, por desenhar e montar um modelo de jogo. Isso é mais demorado. Depois de montado, é muito duradouro e difícil de se retirar. Era importante carimbar esse inicio de trabalho com a conquista do título. Foi a primeira decisão do ano. Foi importante pela segurança da continuidade, pela confiança. Foi bastante significativo”, comentou.

Roger também falou a respeito da gratidão pela diretoria alvinegra que o manteve sob o comando do Atlético mesmo após forte pressão da torcida devido à irregularidade do time, principalmente logo após a derrota para o Libertad por 1 a 0 na Libertadores.

"Muito embora os resultados fossem bons, em algumas partidas, a gente fez um jogo abaixo. A partir daquele momento [derrota para o Libertad], atuações mais irregulares colocavam mais pressão em cima do trabalho do treinador. A maior capacidade que os dirigentes têm é de resistir às pressões. É impensável, em outro seguimento, trocar de diretor de uma empresa três, quatro vezes por ano. Mas, no futebol, a gente sabe que a falta de resultados pode acarretar nisso. A partir daquele momento, os jogadores sabiam do que estava sendo feito, apoiaram e deram uma resposta diferente. Uma regularidade que nos garantiu chegar em condições de disputar título", falou.

Mudança tática e três volantes

O técnico alvinegro ainda comentou sobre a mudança tática do time, que passou a atuar com três volantes desde o jogo contra o Sport Boys na quarta-feira.

"A formação deu segurança, com controle de meio forte. Elias tem virtude ofensiva boa. O mais difícil é encontrar esse jogador que faz o terceiro volante como Elias fez, como o Danilo fez em alguns momentos, e o Yago também. É preciso ter uma capacidade física grande para defender um lado e atacar e ter destreza para atacar de costas sem linhas defensivas. Alternativas vão sendo criadas dentro da necessidade, mas sempre criando equilíbrio entre defender e atacar", concluiu. 

O Atlético volta a campo somente no sábado contra o Flamengo, no Maracanã, pela estreia do Campeonato Brasileiro. 

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