Reeditando final de 2001, Sport e Bahia iniciam disputa pelo título da Copa do Nordeste
Arte: Hugo Alves/VAVEL.com

A temporada ainda não é positiva para ambos, mas entrará na história. Considerados os dois maiores times do Nordeste, Sport Bahia vão a campo na noite desta quarta-feira (17), às 21h45, pelo primeiro jogo da final da Copa do Nordeste 2017. Somando o maior número dos títulos na região, iniciam caminhada para assumir o posto isoladamente, uma vez que estão com situação equivalente, reeditando a decisão de 2001, quando os baianos levaram a melhor em partida única por 3 a 1.

Virando a chave após goleada sofrida na estreia do Brasileirão para a Ponte Preta, o Leão vem oscilando bastante depois de avançar para a decisão. Nos últimos oito compromissos, apenas um resultado positivo conquistado, o que tem deixado a torcida preocupada para o embate. O revés ante a Macaca deixou os rubro-negros na lanterna do certame, junto ainda a Vasco e Atlético-PR.

O Esquadrão de Aço, por outro lado, se motiva pelo primeiro duelo no Brasileiro. Dentro da Arena Fonte Nova, atropelou o Furacão por 6 a 2, o que o deixou entre os líderes. O bom retrospecto no histórico contra os pernambucanos também embala os tricolores, já que venceram em 35 oportunidades das 84 disputadas, com 28 empates e 21 triunfos da equipe leonina.

Sport modificado para primeiro jogo da final

O esquema com três volantes parece ter virado passado no Sport. Pelo menos para o jogo contra o Bahia, Ney Franco dá indícios de abdicar a tática usada desde que chegou à Ilha do Retiro. Muito se deve também por conta da ausência de Rithely, expulso na semifinal e que cumprirá suspensão. Por isso, a tendência é dos jovens Fabrício e Ronaldo, crias do clube, jogarem juntos na cabeça de área.

A novidade positiva no Leão é o retorno de Diego Souza, ausente após três partidas por lesão muscular. Em compensação, Leandro Pereira e Ronaldo Alves não devem estar aptos e sendo praticamente vetados. O zagueiro Henríquez e o lateral-esquerdo Mena, por outro lado, seguem como dúvida, mas podem ser opção para o decorrer apenas.

Capitão Durval retorna à titularidade após ser poupado contra a Ponte Preta (Foto: Williams Aguiar/Sport)
Capitão Durval retorna à titularidade após ser poupado contra a Ponte Preta (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Retornando à titularidade depois de ser poupado contra a Ponte Preta, o capitão Durval se diz bastante motivado com o duelo. Multicampeão com a camisa leonina e indo em busca do bicampeonato do regional, o defensor rubro-negro demonstra foco para o compromisso e destaca a importância de jogar em casa.

"Começar essa decisão, que terá 180 minutos, vencendo é um grande passo. Independente do placar, tem que evitar tomar gols. Faremos de tudo para não tomarmos gols neste jogo. São duas equipes com muita expressão nacional. Entre Bahia e Pernambuco, claro que Pernambuco é melhor", assegurou o Xerife.

Sem destaques, Bahia vai com uma dúvida

No lado do Esquadrão, a dor de cabeça com lesões também preocupa. Nomes como o do zagueiro Jackson, o lateral-direito Wellington Silva e e o atacante Hernane são baixas no Tricolor por contusão, enquanto o lateral-esquerdo Armero, o volante Edson e o meia Régis ficam de fora por suspensão para pelo menos esse primeiro jogo.

Desfalque contra o Atlético-PR, com dores musculares, Renê Júnior fica à disposição de Guto Ferreira e deverá ganhar o espaço de Edson pela cabeça de área. Na armação, Diego Rosa é o mais cotado para assumir a vaga, já Matheus Reis ocupa a lateral no lugar do colombiano. Para o duelo, o comandante do Bahia possui somente uma dúvida: o zagueiro Lucas Fonseca, com problemas físicos, pode ser substituído por Éder.

Renê Júnior volta de lesão e ganha espaço com suspensão de Edson (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)
Volante Renê Júnior volta de lesão e ganha espaço com suspensão de Edson (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

O treinador da equipe da Boa Terra ressalta a importância de Brocador ao elenco, ainda que seja uma das ausências por ter fraturado a tíbia e ficar afastado dos gramados por aproximadamente três meses. Para o técnico, uma qualidade fundamental ao centroavante é chamar para si a responsabilidade, que nenhum outro atleta tem no momento.

"Hernane sempre carregou o nível de pressão e responsabilidade que amortizava a pressão sobre os outros. Neste momento, a nossa equipe não tem esse jogador, mas esse crescimento de Régis pode fazer dele esse jogador. Será que ele já viveu esse tipo de coisa? Que resposta vai dar? São dúvidas. Ele se mostra preparado para passar esse momento, que o fará mais valioso", destacou Guto.

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