Roger enfatiza jogo coletivo e minimiza rótulo de 'time raçudo': "Muito simplista"
Roger vê jogo coletivo mais importante que garra em campo (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Depois de alguns jogos sem convencer, alternando entre vitórias sofridas, empates e derrotas, o Atlético-MG de Roger Machado deixou a torcida alvinegra em êxtase na tarde desse domingo (3). De virada, o Galo venceu o clássico contra o Cruzeiro, por 3 a 1, no Independência, valendo pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado, alinhado a uma atuação segura, aliviou o técnico atleticano, que estava sofrendo críticas dos torcedores.

Após o término do jogo, Roger Machado concedeu entrevista coletiva. Nela, foi questionado sobre a garra apresentada por sua equipe contra a Raposa. O técnico foi contundente em sua resposta: “Pra mim, a garra é o somatório da tática, da técnica, do bom posicionamento, da concentração. Tudo isso somado, dá garra”.

Roger acredita não ser coerente avaliar uma partida de futebol devido à garra, ou falta dela, manifestada por um time. Segundo o treinador, quando o coletivo vai bem, a raça aparece.

Se o Cruzeiro tivesse liquidado a partida até aos 25 [minutos do primeiro tempo], diriam que a gente não teve garra, não teve vontade de vencer. Pra mim, é muito simplista a gente analisar por vontade ou falta de vontade, garra ou sem garra. O futebol tem outras matizes tão mais importantes quanto o somatório de todas essas funções. Quando esse conjunto funciona bem, daí a gente vê um time com garra, com intensidade e com jogo”, enfatizou.

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“Pra mim, é muito simplista a gente analisar por vontade ou falta de vontade, garra ou sem garra. O futebol tem outras matizes tão mais importantes quanto o somatório de todas essas funções” - Roger Machado

O técnico frisou também que o apertado calendário brasileiro implica em dosar a intensidade da equipe, não sendo possível fazê-la entregar o mesmo desempenho em todas as partidas do ano.

A sequência alucinada de jogos na temporada por vezes não permite que tu seja intenso em todos os jogos. É humanamente impossível conseguir fazer 80 jogos no ano com o mesmo nível de intensidade, entrega. Que bom que a gente está achando outros jogadores que podem nos ajudar a ter esse equilíbrio e ter uma equipe madura em campo e ao mesmo tempo jovem, que podem dar uma resposta técnica, que é o mais importante”, afirmou Roger, exaltando a importância dos jovens atletas.

Atuação e resultado

Roger Machado fez um balanço dos últimos meses do Atlético-MG. Para o treinador, seu time conseguiu retomar em junho a atuação apresentada em abril.

Quando não se joga bem, é preciso vencer. Mas quando você consegue o casamento entre produção e resultado, é sempre melhor. O mês de abril foi decisivo porque acumulou os jogos da Libertadores e as finais do regional. Foi o momento casamento perfeito entre resultado e atuação. No mês seguinte descolou: a gente por vezes atuava bem e não vencia, e vencia não atuando bem. E agora novamente, nesse mês [junho], a gente conseguiu o casamento das duas questões: jogar bem e ter o resultado. Isso, pra mim, tem um fator muito importante. A questão de ter tido uma semana aberta, poder recuperar os jogadores. Se a cada seis jogos pudéssemos ter uma semana assim, seria perfeito. Mas não dá”, concluiu.

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