Em 2007, Botafogo foi eliminado na Copa do Brasil com arbitragem polêmica
Foto: Editoria de Arte/VAVEL.com

Apesar de, nos anos recentes, a Copa do Brasil ser uma pedra no sapato do Botafogo, que não consegue, de nenhuma maneira, campanhas duradoras na competição e sendo eliminado com placares elásticos em algumas dessas edições, a equipe de General Severiano chegou longe no torneio em 2007 e jogou a semifinal, mesma fase que está em 2017, dessa edição.

Acumulando eliminações precoces na segunda fase da competição nos dois anos anteriores para, respectivamente, Paulista e Ipatinga, o Botafogo daria um fim a esse fantasma e nos dois primeiros confrontos derrotaria, sem sustos, CSA  e Ceará.

Nas oitavas de final, a competição chegaria a um ponto mais difícil e o Alvinegro teria o Coritiba pela frente. No Couto Pereira, o lateral Luciano Almeida faria o único gol da partida e daria uma vantagem ao Alvinegro. Na partida de volta, realizada no Maracanã, houveram duas viradas e o Botafogo, com gols de Lúcio Flávio, Dodô e Túlio, empataria em 3 a 3, confirmando a sua vaga na próxima fase.

O próximo adversário seria o Atlético Mineiro. Longe de casa, as equipes não saíram do zero e empataram. No decisivo jogo, no Maracanã, Éder Luis abriria o placar após uma linda jogada, em que arrancaria o campo de defesa sozinho, driblaria Leandro Guerreiro e faria o gol. Porém, o Botafogo, com a força de sua torcida, reverteria o placar, através do artilheiro André Lima, de cabeça, e de Alex, que marcou após uma cobrança de falta de Lúcio Flávio.

Dessa maneira, o Botafogo conseguiria virar o placar, eliminaria o clube mineiro e iria embalado, graças às suas boas atuações, para o confronto de semifinal, contra o Figueirense, que havia despachado o Náutico.

Erros crassos marcam o confronto contra o Figueirense

A primeira partida, realizada no Orlando Scarpelli, foi desastrosa: o Botafogo, em uma atuação fraquíssima, apenas olhou o time da casa jogar e nada pôde fazer. Uma vitória de 2 a 0, gols marcados por Cleiton Xavier e Victor Simões, e uma grande vantagem para o restante do confronto.

Mas, o jogo da volta, realizado no Maracanã, reservaria muitas emoções. O Botafogo de Cuca começou insano e logo com 12 minutos teve um gol de Zé Roberto anulado – erroneamente. O atacante pegaria um rebote do goleiro adversário após um chute de Joílson e, em posição legal, apenas empurraria a bola pro fundo das redes para abrir o placar. Porém, a bandeirinha Ana Paula Oliveira invalidou o lance e a partida continuaria em 0 a 0.

Mesmo com o erro, o Botafogo não se abalou e, empurrado por 64 mil torcedores, continuou pressionando a equipe de Santa Catarina. Seis minutos mais tarde, o próprio Zé Roberto abriria o placar após rebote em um chute de Dodô. A esperança por parte dos Alvinegros era enorme.

Aos 27 minutos, mais um evento crucial da partida: após cobrança de falta, o zagueiro Vagner daria uma bela cabeçada que morreria no fundo das redes de Wilson. Porém, a bandeirinha mais uma vez tomaria o protagonismo do lance e anularia o gol. Pior do que no primeiro lance, a distância entre o zagueiro e o último homem da defesa do Figueirense no lance era gritante. Seria o segundo erro da assistente na partida.

Ainda no primeiro tempo, o artilheiro André Lima marcaria, de cabeça, o gol que, àquela altura, levaria a partida para os pênaltis. E assim permaneceu até os 43 minutos da etapa complementar, até que o goleiro Julio Cesar, atualmente no Fluminense, falhasse de maneira bizarra em um chute de longa distância de Cleiton Xavier. O Botafogo ainda faria mais um gol no último minuto de jogo, mas já era tarde para tentar tirar a classificação do time de Santa Catarina.

Por conta de duas falhas capitais da assistente, o Botafogo seria eliminado em pleno Maracanã. No decorrer da competição, o Figueirense perderia a final para o Fluminense dentro de sua própria casa. 

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