Há 9 anos, o Botafogo jogava, pela última vez, uma semifinal de Copa do Brasil
Foto: Editoria de Arte/VAVEL.com

Após uma longa campanha em 2007, que teve o seu fim após uma eliminação duvidosa para o Figueirense nas semifinais, o Botafogo voltaria a fazer bonito em 2008, chegando, seguidamente, à fase que antecede a grande final. Porém, assim como no outro ano, a equipe de General Severiano bateria na trave.

Desde então, a equipe de General Severiano nunca havia voltado a essa etapa da competição. Fato que mudou nesse de 2017, que o Botafogo enfrentará o Flamengo, seu grande rival, na semifinal. Relembre como fora a campanha do Alvinegro na Copa do Brasil há nove anos atrás:

Nas fases preliminares, o Botafogo eliminou o Rio Branco, do Acre, no primeiro jogo com um placar de 3 a 1 e o River, do Piauí, na fase seguinte, sofrendo um pouco mais, já que perdeu a primeira partida por 2 a 1, mas conseguiria reverter o placar com uma vitória por 2 a 0, no Engenhão.

Na fase seguinte, o Botafogo de Cuca teria a Portuguesa pela frente. Na partida de ida, os dois camisas 9, Wellington Paulista e Christian, deixariam as suas marcas para, respectivamente, o time carioca e o time paulista para decretar um empate em 1 a 1. No jogo de volta, valeu o fator casa e o Alvinegro derrotou a Lusa por 2 a 1 com gols de Fábio Santos e Lúcio Flávio; Christian, de novo, descontou o placar, que daria a vaga para a equipe de General Severiano.

Assim como no ano anterior, o Botafogo teria o Atlético-MG como adversário na fase de quartas de final. A história se repetiria e a equipe de Cuca – que anos depois faria história no clube de Minas Gerais – levou a melhor novamente: 0 a 0 longe de casa e um 2 a 0, com gols de Wellington Paulista e Alessandro, no Engenhão

Botafogo para em Felipe e dá adeus mais uma vez

O próximo adversário seria o Corinthians. Apesar de, naquele ano, estar na segunda divisão, o Timão apresentava um futebol sólido na Copa do Brasil e, antes de chegar nessa fase, havia eliminado Barras-PI, Fortaleza, Goiás e São Caetano. Daquele time, os destaques eram o argentino Germán Herrera e Dentinho.

No primeiro jogo, realizado no Engenhão, as coisas não começaram boas para o Botafogo: com 23 minutos de jogo, após uma boa jogada trabalhada, Herrera faria uma boa jogada na ponta esquerda e, com um toque entre os defensores do adversário,  encontraria Carlos Alberto livre para abrir o placar.

Com o calor de sua torcida, a equipe carioca não desistiria e buscou o gol de empate a todo momento. No começo do segundo tempo, Jorge Henrique seria derrubado por Carlos Alberto, o autor do gol, dentro da área. Na cobrança na marca da cal, Lúcio Flávio bateria com perfeição para colocar fogo e empatar a partida. A alegria ficaria completa aos 43 minutos do segundo tempo quando, após confusão na área por conta de um cruzamento de Alessandro, a bola sobraria para o Jorge Henrique, que desempataria a partida e daria uma vantagem ao Botafogo para o jogo da volta.

Precisando do resultado, a equipe do Parque São Jorge partiu pra cima com tudo no segundo jogo, em um Morumbi lotado. No primeiro tempo, Diogo Rincón e Herrera tiveram chances reais de marcar, mas chutaram para fora. O placar seria aberto apenas no segundo tempo, após uma boa jogada do atacante argentino, que contou com um falha do sistema defensivo do Botafogo, para rolar para Acosta, sozinho, apenas empurrar para o gol.

A felicidade não duraria muito: no lance seguinte, Felipe sairia mal do gol após cobrança de escanteio e a bola sobraria para Renato Silva empatar o placar e, por ora, colocar o Botafogo na grande final. Dez minutos depois, porém, Chicão colocaria o Timão à frente novamente após uma cobrança perfeita de falta. O jogo terminaria 2 a 1. Tudo igual. Tudo seria decidido nas penalidades.

Na parte decisiva, vimos cobranças de pênaltis perfeitas nas quatro primeiras séries. Um placar empatado em 4 a 4. Na quinta cobrança, o uruguaio Acosta manteria a qualidade e deslocaria facilmente o goleiro Castillo para colocar o time da casa na frente. Porém, a cobrança derradeira, batida por Zé Carlos, parou nas mãos de Felipe, que voou para fazer a defesa e sair correndo, aclamado por toda a torcida, comemorando a vaga na final. O Botafogo, pelo segundo ano seguido, seria eliminado na semifinal da Copa do Brasil.

Na sequência da competição, o Corinthians, assim como o Figueirense em 2007, perderia a final. Apesar de ter vencido o primeiro jogo por 3 a 1, não conseguiu segurar a pressão da Ilha do Retiro e perdeu para o Sport por 2 a 0. Desse jeito, o clube pernambucano, graças à regra do gol qualificado fora de casa, se sagraria campeão.

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