Cuca se abstém de culpa: “Não posso repensar as coisas que faço, porque não faço as
coisas erradas.”

O ano palmeirense começou a desmoronar nos últimos dias, a eliminação da Libertadores deixou dúvidas sobre o planejamento, somando a maus resultados no Campeonato Brasileiro.

Neste domingo (20) a torcida perdeu a paciência com a derrota para Chapecoense, que vinha de viagens internacionais pela Europa. Com gritos de "Não é mole, não, muito dinheiro para pouca obrigação", após os 2 a 0 em pleno Allianz Parque.

Em entrevista coletiva, o técnico Cuca mostrou não culpar a torcida pelos protestos: “Eles reclamaram pouco. Nos incentivaram até o último momento e não podemos reclamar de nada do torcedor. Se alguém não tem culpa, são eles”.

Sobre o assunto principal do canto das arquibancadas, acusando o mal rendimento do time com o grande investimento, o comandante explicou sua visão sobre a equipe: “Ainda não conseguimos fazer uma grande partida e dar sequência a um time em cima dessa grande partida. Não se trata de culpa de A, B ou C. O time não anda como não poderia andar, mas hoje estamos em quarto. Não é o que a gente quer, mas não é o fim do mundo também. Quem sabe no clássico as coisas possam acontecer. Hoje temos que administrar essa derrota que não estava nos planos de ninguém”.

Sobre a derrota, Cuca ressalta o sistema defensivo dos catarinenses e as assistências para gol do Verdão: "Os times aprenderam muito a se defender. Em um campo vivo como o nosso, molhado, rápido, dominar a bola já é um trabalho. Os espaços diminuem muito. Estávamos errando o último passe, o encaixe da última jogada, uma puxada na frente do zagueiro, uma diagonal curta que te leva a fazer o gol. Aí é outro jogo, mas mérito da Chapecoense, que defendeu muito bem".

É muito doloroso perder em casa do jeito que foi. Todo ser humano tem que ter confiança no que faz, e quando essa confiança diminui, você tem que achar maneiras de retomar. Em nenhum deles você vê falta de entrega, de doação, mas o erro está acontecendo", completou, sobre a derrota.

O treinador também vem sendo responsabilizado e até contestado em seu cargo: "Eu não posso repensar as coisas que faço porque não faço as coisas erradas. Você questionam muito que não repito a equipe, mas eu também questiono. Não mudo porque quero mudar, você perde um, perde outro... Hoje, se quiser repetir essa equipe domingo, eu vou conseguir. Mas é o certo repetir a que começou ou a que terminou? Vamos ver durante a semana. Nosso grupo é bom, elenco muito bom, mas infelizmente as coisas não estão acontecendo. Temos que ter paciência e perseverança".

"Quanto à minha situação, eu falei na sexta que vou até o fim. E vou até o fim. Vou preparar para o trabalho da semana e não tenho nada mais a falar", finalizou o atual campeão brasileiro.

Nesta semana o clube comemora seu 103º aniversário, e no dia seguinte encara o desesperado São Paulo no próprio Allianz Parque, onde o técnico palestrino espera dar a volta por cima: “Que venha domingo aquele grande jogo. É um clássico, é aniversário do clube. Tomara que venha domingo".

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