Grandes viradas impulsionam Cruzeiro na Copa do Brasil
Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Para alcançar o tão sonhado pentacampeonato da Copa do Brasil, o Cruzeiro precisará, primeiramente, reverter a desvantagem diante do Grêmio, na noite desta quarta-feira (23), às 21h45, no Mineirão, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. Na partida de ida, em Porto Alegre, a Raposa foi derrotada por 1 a 0. Mais de 50 mil torcedores já garantiram presença neste duelo, demonstrando confiança na equipe celeste. Mas, se pegarmos a história, os cruzeirenses terão ainda mais motivos para acreditar no time.

Isso porque na história do Cruzeiro, grandes viradas já garantiram classificações para a Raposa, e até títulos. Qual torcedor celeste não se lembra do título da Copa do Brasil de 1996, diante do Palmeiras, em pleno Parque Antártica? E do gol memorável de Geovanni na decisão da mesma competição, em 2000, sobre o São Paulo, aos olhos de um Mineirão abarrotado? Essas e outras viradas serão relembradas pela VAVEL Brasil.

Cruzeiro x Palmeiras - Final da Copa do Brasil de 1996

O 'inacreditável' aconteceu em 1996. Naquela decisão, o Cruzeiro enfrentava um Palmeiras considerado uma 'seleção', com vários craques no elenco: Júnior, Muller, Rivaldo, Djalminha e Luizão. A primeira partida da final foi realizada no Mineirão, e a intenção da Raposa era construir uma boa vantagem, acima de tudo, não sofrendo gols. Mas o clube alviverde conseguiu levar a decisão em 1 a 1 para o Parque Antártica.

Antes da finalíssima começar, várias faixas de 'campeão' foram estampadas pelos torcedores do Palmeiras. A confiança palestrina aumentou ainda mais quando Luizão abriu o placar, aos quatro minutos de jogo. Mas, aos 25, Roberto Gaúcho colocou o Cruzeiro na briga pelo título novamente. O gol salvador da Raposa saiu na segunda etapa, aos 36 minutos, dos pés de Marcelo Ramos, que aproveitou o rebote e garantiu o bicampeonato da Copa do Brasil aos mineiros.

Cruzeiro x São Paulo - Final da Copa do Brasil de 2000

Quatro anos depois do 'milagre' no Parque Antártica, o Cruzeiro chegou em mais uma decisão na Copa do Brasil. Dessa vez, o adversário foi o São Paulo. O primeiro jogo foi disputado no Morumbi e terminou no empate sem gols. Resultado suficiente para os cruzeirenses lotarem o Mineirão, confiantes no tricampeonato da Raposa.

E assim aconteceu: mais de 85 mil torcedores compareceram ao Gigante da Pampulha para a finalíssima. Mas, quem começou abrindo o placar foi o São Paulo, com Marcelinho Paraíba, aos 20 minutos da segunda etapa. A Raposa até buscou o empate com Fábio Júnior, mas o título, até então, estava indo para a capital paulista. Faltando um minuto para o fim da partida, eis que surge uma falta para o Cruzeiro. Geovanni foi para a bola, bateu rasteiro e viu a redonda desviar na barreira, enganando Rogério Ceni e morrendo no fundo do barbante. Ali, o Cruzeiro conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil.

Virada na Supercopa de 1991 também motiva Cruzeiro para semifinal

Entre as 'páginas heroicas e imortais' do Cruzeiro, está a Supercopa dos Campeões de 1991. A Raposa enfrentou o River Plate na decisão, com o primeiro jogo sendo disputado em Buenos Aires. A equipe celeste, na época comandada por Ênio Andrade, acabou derrotada por 2 a 0, com um gol de pênalti marcado pelo zagueiro Rivarola e o outro sendo marcado pelo lateral-esquerdo Higuaín.

Uma semana depois, as duas equipes se enfrentaram no Mineirão, e o clima na torcida era de tensão, porém, confiantes no título, a ponto de Belo Horizonte estar toda colorida de azul e branco. Ênio Andrade queria um time ofensivo desde o início da partida,, e acabou dando certo, a ponto do Cruzeiro desperdiçar três chances de gols com 20 minutos de jogo. Mas, dez minutos depois, Ademir marcou o primeiro gol do duelo, aliviando o clima na torcida. No entanto, ainda faltavam dois gols.

O Cruzeiro teria que apostar todas as suas fichas no segundo tempo, e assim aconteceu. Aos seis minutos de partida, um gol contra deixou a Raposa ainda mais próxima do título, fazendo a festa do torcedor ainda mais confiante. Aos 29 minutos da segunda etapa, o estopim da festa celeste: o terceiro gol que garantiu o título da Supercopa daquele ano saiu dos pés de Mário Tilico, que empurrou a bola para as redes.

Mais de 60 mil presentes no Gigante da Pampulha comemoraram o título que, para muitos, foi considerado impossível para a Raposa conquistar. Desde então, a partida é considerada na Argentina “La pesadilla del Mineirao” (O pesadelo do Mineirão). O Cruzeiro havia encerrado ali longos 15 anos sem conquistar um título internacional, uma vez que o último havia sido ganho em 1976, na ocasião, a Libertadores da América.

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