Após nove expulsões e clássico abreviado, Bahia é declarado vencedor do Ba-Vi
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Após nove expulsões e clássico abreviado, Bahia é declarado vencedor do Ba-Vi

Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulga súmula e leva em consideração o Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); jogo foi encerrado aos 35 minutos do segundo tempo por quantidade insuficiente de jogadores do Vitória em campo

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Taynã Melo

Pelo menos dentro de campo, o tumultuado clássico entre Vitória e Bahia disputado na tarde do último domingo (18) tem um vencedor. Em súmula divulgada na tarde desta segunda-feira (19) pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), cerca de 24 horas após o jogo, o Esquadrão de Aço foi declarado vitorioso por 3 a 0. O Ba-Vi foi válido pela sexta rodada do Campeonato Baiano e realizado no Barradão, em Salvador/BA e foi marcado pela confusão generalizada no segundo tempo, que resultou na expulsão de nove atletas e no fim do jogo aos 35 minutos da etapa final pelo fato do Vitória não ter a quantidade mínima de atletas em campo.

Durante o tempo em que a bola rolou, 1 a 1 no placar. Denílson abriu o marcador para o Leão da Barra, enquanto o Esquadrão de Aço chegou ao empate com Vinícius. E o gol tricolor foi o início da balbúrdia. Ao fim das contas, o árbitro Jailson Macedo Freitas expulsou, no Vitória, os zagueiros Kanu e Bruno Bispo, o meia Uillian Correia e os atacantes Rhayner Denílson. No Bahia, a arbitragem deu cartão vermelho aos zagueiros Rodrigo Becão e Lucas Fonseca, o volante Edson e o meia Vinícius.

Porém, segundo o Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quando uma equipe tem menos de sete jogadores em campo e o jogo é encerrado prematuramente ou não é realizado, a outra equipe é considerada vencedora por W.O., com placar de 3 a 0. A FBF acatou o regulamento e anunciou oficialmente a decisão com respeito ao Ba-Vi.

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O árbitro relatou todos os detalhes que transformaram o jogo em uma longa discussão: pressão dos dirigentes, confusão e razão pelas expulsões de nove jogadores. Quanto a ser pressionado por mandatários, Jailson Macedo Freitas afirmou que ouviu reclamações das duas equipes. Primeiro, Diego Cerri, do Bahia, reclamou do gol rubro-negro ao alegar falta no lance. Em seguida, Erasmo Damiani, do Vitória, acusou a arbitragem de ceder à pressão tricolor.

Informo ainda, após o término do primeiro tempo, indo em direção ao vestiário da arbitragem, ouvimos as seguintes palavras: ‘Jaílson, no gol do Vitória, a bola foi na mão claramente’. Palavras proferidas pelo diretor de futebol do Esporte Clube Bahia, o sr. Diego Cerri. Relato que ao sair do vestiário em direção ao campo de jogo para o início do segundo tempo ouvimos do sr. Erasmo Damiani as seguintes palavras: ‘Não aceite pressão do dirigente do Bahia’. O mesmo é diretor do Esporte Clube Vitória. Em tempo informo, após o término da partida, o referido diretor invadiu o campo de jogo em direção a equipe de arbitragem proferindo as seguintes palavras: ‘Você está de brincadeira, aceitou a pressão do Bahia.’

Em seguida, o árbitro do Ba-Vi relatou os motivos das nove expulsões. Por conduta violenta, o zagueiro Kanu e os atacantes Denílson e Rhayner – do Vitória; e os zagueiros Rodrigo Becão e Lucas Fonseca, além do volante Edson – do Bahia, receberam cartão vermelho de forma direta. O meia tricolor Vinícius foi retirado de campo por comemorar o gol de empate do Bahia com gestos obscenos em frente aos torcedores rivais. O meia Uillian Correia, do Vitória, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso em seguida por segurar Zé Rafael e impedir ataque do Bahia. Por sua vez, o zagueiro Bruno Bispo também foi advertido pela segunda vez e saiu de campo por retardar o início de jogo. Jaílson Macedo Freitas ainda relatou a invasão de dois torcedores rubro-negros, contidos imediatamente pela Polícia Militar.

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