Análise: Botafogo errou em insistir em cruzamentos e mostrou fraqueza na bola aérea novamente
Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo

Nem Botafogo, nem Flamengo - e muito menos o trio de arbitragem - encantaram com boas atuações no clássico deste sábado (3). À parte de todas as polêmicas, o que se viu dentro de um campo foi um Botafogo pouco criativo, que sofreu para conseguir boas oportunidades e teve suas melhores chances vindo de bolas paradas.

Ironicamente, o gol rubro-negro saiu justamente de uma falta cobrada pelo camisa 10 Diego, que acertou belo cruzamento e contou com a falha de Igor Rabello para que Rhodolfo fizesse o único tento do jogo. A deficiência nas bolas pelo alto, aliás, vem sendo comum para o Alvinegro neste ano.

Como citado anteriormente na VAVEL Brasil, o técnico Felipe Conceição viu seis dos oito gols que o time levou sob seu comando saírem pelo alto. Alberto Valentim, seu substituto, teve sua primeira vez no clássico. Apesar disso, a atuação defensiva do Botafogo não foi ruim, de maneira geral, e isso fica explícito quando se vê que Gatito pouco trabalhou. Marcinho teve certas dificuldades para segurar a dupla Paquetá e Éverton, mas acabou conseguindo fazer um bom trabalho.

Ofensivamente, entretanto, o Botafogo foi mal. Com apenas Kieza como homem que poderia levar vantagem sobre os defensores rubro-negros no jogo aéreo, a equipe insistiu de forma massiva nos cruzamentos. Ao fim da partida, foram 22 bolas levantadas na área, contra apenas dez do Flamengo.

Sem explorar a velocidade e técnica do menino Ezequiel, o time de General Severiano viu muitas bolas alçadas e rebatidas pelos defensores adversários. Suas principais chances até vieram pelo alto, mas sempre em bolas paradas, quando os defensores estavam na grande área. Marcelo quase marcou e Rabello por pouco também não deixou o dele, no segundo tempo.

Em suma, a partida do Botafogo não foi ruim e a equipe se mostrou competitiva, mas faltou criatividade para quebrar a defesa adversária e conseguir marcar gols.

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