Com um a menos, Avaí marca no último lance e busca empate no clássico contra Figueirense

Zé Antônio fez contra, após cobrança de escanteio no final e Leão conseguiu empate em 1 a 1, menos com um a menos desde o primeiro tempo; apesar do gol no fim, Figueira se aproxima da final

Com um a menos, Avaí marca no último lance e busca empate no clássico contra Figueirense
Foto: Jamira Furlani/Avaí FC
Figueirense
1 1
Avaí
Figueirense: Dênis; Diego Renan, Cleberson, Nogueira, Guilherme Lazaroni; Zé Antônio, Betinho (Samuel Santos, intervalo); Filipe Amorim (Renan Mota, min. 12/2ºt), Gustavo Ferrareis, Jorge Henrique (Abuda, min. 31/2ºt); André Luis. Técnico: Milton Cruz
Avaí: Aranha; Guga, Alemão, Betão, João Paulo; Luan (Menezes, min. 20/2ºt), Judson; Maurinho (Martinuccio, min. 36/2ºt), André Moritz (Marquinhos, min. 26/2ºt), Luanzinho; Rômulo. Técnico: Claudinei Oliveira
Placar: 1-0, min. 22/1ºt, Jorge Henrique. 1-1, min. 48/2ºt, Zé Antônio (contra)
ÁRBITRO: Ramon Abatti Abel, auxiliado por Kléber Lúcio Gil e Alex dos Santos. Amarelos: André Luis, Nogueira, Betinho, Zé Antônio, Renan Mota (FIG); Luan, André Moritz, Guga (AVA). Vermelho: Luanzinho (AVA)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Catarinense 2018, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC. Público: 13.555 torcedores. Renda: R$ 403.010,00

Diante do maior público do Campeonato Catarinense, 13.555 torcedores, o grande clássico do estado terminou empatado em 1 a 1 entre Figueirense e Avaí. Em jogo com muitas cartões, e uma expulsão de Luanzinho, do Leão no primeiro tempo, o time da casa saiu na frente com Jorge Henrique, mas Zé Antônio marcou contra aos 48 da segunda etapa e o jogo terminou empatado. 

No primeiro lance de perigo no jogo, Jorge Henrique bateu falta pela esquerda e André Luis desviou no meio da área, carimbando o travessão. Três minutos depois, na cobrança de escanteio de João Paulo, a zaga do Figueirense se posicionou errado e Maurinho apareceu livre na segunda trave, mas tocou mal de cabeça e perdeu grande chance, mandando por cima.

A partida começou com várias chances, mas também muitas faltas duras, até pela postura do árbitro Ramon Abatti Abel. Aos 10, na cobrança de escanteio de Jorge Henrique, a bola ficou viva dentro da área e Nogueira finalizou, mas Betão cortou no meio do caminho. No minuto seguinte, em cobrança de lateral de Diego Renan para a área, André Luis subiu mais alto que Betão e cabeceou para o gol, mas a arbitragem deu falta de ataque do Figueirense e anulou o primeiro do jogo.

Aos 22, Jorge Henrique recebeu de Filipe Amorim na intermediária, ajeitou o corpo e mandou uma bomba de pé direito, no ângulo esquerdo, e Aranha não alcançou: 1 a 0 para o Figueirense. Dois minutos depois, em uma dividida na lateral, Luanzinho acertou o braço na nuca de Betinho, o árbitro entendeu como agressão e acabou dando cartão vermelho direto para o meio-campista do Avaí, causando uma confusão na beira do gramado. O técnico Claudinei Oliveira foi expulso por ter tirado satisfação com o jogador do Figueira, assim como Milton Cruz, treinador do Figueirense. O jogo ficou paralisado por sete minutos.

Jorge Henrique marcou para o Figueirense (Foto: Divulgação/Figueirense FC)

A expulsão do meia do Avaí diminuiu o ritmo do jogo, inclusive o número de divididas fortes. O Figueirense passou a ter mais posse de bola, e o Leão se posicionou com uma postura mais recuada. O time da casa só voltou a assustar aos 44. André Luis recebeu passe de Zé Antônio de cabeça e saiu de frente para a Aranha, tentou o toque por cobertura, mas mandou para fora, perdendo grande chance para ampliar. Dois minutos depois, Guilherme Lazaroni arriscou chute cruzado da esquerda e a bola passou com perigo, à esquerda do gol, mas o jogo terminou o primeiro tempo em 1 a 0.

Mesmo com um a mais, o Figueirense adotou uma postura mais conservadora na segunda etapa. Porém, mesmo com o Avaí buscando o empate, com um a menos, o time tinha dificuldade para assustar o goleiro Dênis. A primeira chance do Leão no segundo tempo foi aos 13. Após cobrança de lateral para a área, a zaga do Figueira afastou mal, Rômulo bateu cruzado e a bola desviou em Cleberson, passando muito perto da trave esquerda do gol.

A resposta do Figueira veio aos 21. Ferrareis aproveitou a falha de Alemão após lançamento de Lazaroni, tentou colocar no canto e Aranha desviou para evitar o 2 a 0. Oito minutos depois, Diego Renan recebeu na intermediária e arriscou chute de pé direito, perto do gol avaiano. Na bola parada, o Figueirense assustou outra vez. Aos 34, Diego Renan cobrou o escanteio, Aranha saiu mal e Nogueira apareceu para desviar, mas à esquerda do gol.

O Avaí acionou Marquinhos, Menezes e Martinuccio vindos de banco, tentando acrescentar mais criatividade para o time, que tentou pressionar na reta final do jogo. Aos 45, João Paulo cobrou lateral para Rômulo, que girou para cima da marcação e bateu no canto, mas Dênis segurou firme. Já no minuto final, Marquinhos cobrou escanteio fechado, Zé Antônio desviou contra o próprio patrimônio e decretou o empate no Scarpelli: 1 a 1, mesmo com o Figueirense jogando com um a mais por cerca de 70 minutos.

Apesar do empate, o Figueirense continua em situação confortável na briga por uma vaga à final. O time tem 27 pontos, na vice-liderança, três atrás da líder Chapecoense, mas com seis de vantagem para o terceiro colocado, o Avaí.

Os times voltam a campo pela Copa do Brasil. Na quarta-feira (14), o Figueirense, que perdeu para o Atlético-MG em casa por 1 a 0, joga no Independência, às 21h45. Já na quinta-feira (15), o Avaí decide a vaga na quarta fase contra o Fluminense, às 21h30. Na ida, o Leão venceu no Rio de Janeiro por 2 a 1.

Marquinhos comemorou com torcida avaiana o gol no fim do jogo (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)
Marquinhos comemorou com torcida avaiana o gol no fim do jogo (Foto: Jamira Furlani/Avaí FC)