Presidente do Atlético-MG critica postura do América no clássico: "Afastaram o torcedor do campo"
Foto: Divulgação/Atlético

Após a vitória no clássico contra o América-MG e a classificação para a final do Campeonato Mineiro, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, demonstrou grande insatisfação com a diretoria do Coelho por conta dos recentes comportamentos da cúpula americana com relação a arbitragem e pelo baixo público no Independência.

A diretoria do Coelho permitiu a comercialização de ingressos somente dos setores inferiores e impôs uma condição para a liberação do restante das entradas: a torcida americana deveria esgotar os bilhetes que já estavam a venda para a liberação do restante da carga. Além disso, os sócios do Alviverde poderiam comparecer ao jogo pelo preço de R$10, enquanto a torcida alvinegra tinha que pagar R$100 para comparecer no Independência. 

Sette Câmara afirmou que aceitou todas as condições impostas pelo América, na expectativa de que o clássico pudesse ocorrer diante de um grande público, mas segundo o mandatário não houve colaboração do rival alviverde. Apenas 6.692 torcedores foram ao Independência no clássico deste domingo (25).

“Como presidente do Atlético, fico muito triste, pois no dia do aniversário do clube de 110 anos, esperava o campo cheio pelas duas torcidas. A forma como o América se postou, na negociação desses jogos, foi para que afastasse o torcedor de campo. Queremos ver o campo cheio. Ver um campo vazio como esse hoje, em uma semifinal de Campeonato Mineiro, é uma vergonha para nós dirigentes. Falei para fazer tudo que o Salum pedisse para que a gente pudesse ter o campo cheio. Ele tem que repensar esses conceitos. O Atlético abriu mão de tudo que fosse necessário para o torcedor ter acesso”, disse.

Com relação ao confronto do próximo domingo (1º) contra o Cruzeiro, Sette Câmara afirmou que é a favor de que os clássicos sejam realizados com a torcida dividida e ainda fez questão de cutucar o presidente do Conselho de Administração do América, Marcus Salum.

“Eu sou um dirigente da nova geração. Não penso igual ao velho futebol mineiro, do qual o Salum faz parte. Fiz de tudo para trazer o torcedor para o campo. Sou a favor de torcida dividida nos jogos entre Atlético e Cruzeiro. É uma questão de trabalhar a segurança”, concluiu.

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