Há sete anos, Rogério Ceni marcava centésimo gol de sua carreira
Foto: Rubens Chiri | São Paulo FC

O dia 27 de março de 2011 é lembrado com muito carinho por todos os torcedores do São Paulo. Nesta data, que hoje completa sete anos, Rogério Ceni atingia mais um feito histórico em sua carreira ao marcar o seu centésimo gol, diante do maior rival do clube, o Corinthians, na Arena Barueri.

Naquela tarde de domingo, o São Paulo entrou em campo pressionado por um tabu diante do Corinthians, visto que já faziam onze jogos que o Tricolor não saia vitorioso num Majestoso - um período de quase quatro anos e que era indigesto para qualquer são-paulino.

Antes do histórico tento, o São Paulo já vencia o rival por 1 a 0, gol marcado por Dagoberto. O momento do "M1TO" veio aos oito minutos da segunda etapa, quando Fernandinho sofreu falta e o goleiro atravessou o campo para executar uma cobrança com perfeição, sem conceder qualquer chance para que Júlio César conseguisse executar a defesa.

Após fazer história, Rogério comemorou o gol como poucas vezes fez em sua carreira. Tirou a camisa e teve cinco minutos seguidos de fogos, para celebrar um feito que está marcado para a eternidade e dificilmente qualquer outro jogador da posição irá alcançar tão cedo.

Mais tarde, este gol seria determinante para que o Tricolor saísse vencedor naquela Majestoso, já que Dentinho balançaria as redes para diminuir a vantagem criada pelo São Paulo. O jogo terminaria com momentos de tensão. Foram três expulsos: Dentinho e Alessandro desfalcaram o Corinthians, além de Dagoberto, do São Paulo, que foi mandado mais cedo para o vestiário.

É válido lembrar que, para a Fifa, este gol é considerado como o 98° na carreira de Rogério Ceni, fato que não diminuiu a comemoração da torcida tricolor. Para a entidade máxima do futebol, os gols diante de um combinado de Santos e Flamengo (em 1998) e contra o russo Uralan Elisa (em 2000) não podem ser contados de forma oficial, por se tratarem de partidas amistosas.

Depois do centésimo, Ceni voltaria a marcar outras trinta e uma vezes, sendo o último deles diante do Ceará, na Copa do Brasil 2015, tornando ainda maior a sua vantagem para Chilavert, segundo maior goleiro-artilheiro e que marcou 62 gols durante sua carreira.

 

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