Tite destaca Brasil sem Neymar e diz que jogo contra Alemanha resgata orgulho
Brasil possui apenas uma derrota em 19 jogos com Tite (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Sem protagonista, vitória do time do Brasil. É isso o que o técnico Tite destacou após o 1 a 0 da Seleção no amistoso contra a Alemanha, nesta terça (27), no Estádio Olímpico de Berlim. Mesmo com a ausência de Neymar, um dos maiores destaques da equipe, o técnico avaliou a partida como mais uma prova de que o elenco está se encaixando com todas as opções que tem, não apenas algumas específicas.

“Nosso jogador 'top 3' está fora. A equipe sente sim a falta do Neymar, mas está aprendendo a jogar, a ser forte sem ele. Isso tudo está gerando essa força de equipe”, enfatizou.

Nesta tarde, o ataque mostrou-se firme, com Coutinho criando muitas jogadas e o jovem Gabriel Jesus anotando o gol da vitória. Mas mesmo com o entrosamento, o técnico do Brasil explicou que ainda conta com uma melhoria com o acréscimo de Neymar para o setor ofensivo junto aos companheiros.

“O Neymar faz a função de atacante, é vertical. O Coutinho é flutuador, central, joga como articulador. São funções diferentes e um complementa o outro, potencializa”, disse.

Sob o comando de Tite, o Brasil perdeu uma única vez em 19 jogos e empatou outras três, entre amistosos e partidas oficiais pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O saldo do trabalho é positivo e a prova contra a Alemanha serviu para sacramentar o desempenho. E mais do que isso: aumentar a confiança do time, depois de um trágico 7 a 1 no Mundial de 2014 - mesmo que tenha sido em outra época, com atletas e comando renovados desta vez.

“É um sentimento de resgate de auto estima, precisávamos resgatar isso, tem um pouco de orgulho, sim. Era importante o desempenho, mas a partida tinha um significado”, explicou, e em seguida enfatizou novamente a ideia de trabalho e crescimento em equipe, sem a necessidade de citar nomes de destaque no comando dentro dos gramados ou no banco.

“Eu sei que vocês gostam de falar, mas me sinto mal quando falam 'o time do Tite'. Eu não tenho seleção. Fiz carreira nesse posto e daqui a pouco outro está aqui no meu lugar. Somos uma equipe de trabalho que a gente depende um do outro. O sucesso vai se dar num conjunto, numa obra. Sou responsável, integrante, sim, mas é importante colocar dessa forma [de trabalho em equipe]”.

Nos próximos dois meses, a comissão técnica do Brasil precisa observar os jogadores atuando em suas equipes para finalizar a lista dos 23 relacionados para a Copa do Mundo da Rússia, que começa em junho. Com desempenho satisfatório nos amistosos realizados, fica para o comandante da Canarinho a dúvida de quem levar. Sobre o assunto, Tite descontrai e deixa o mistério: “Isso vai me deixar mais de cabelo branco. Já tenho um monte!”.

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