Com retrospecto ruim, Vasco tenta quebrar escrita contra brasileiros na Libertadores

Com retrospecto ruim, Vasco tenta quebrar escrita contra brasileiros na Libertadores

Clube carioca amarga o tabu de só ter vencido conterrâneos nacionais em uma edição, justamente na qual se sagrou campeão pela primeira e única vez

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Yann Rodrigues

O Vasco da Gama participa da Libertadores da América pela nona vez neste ano de 2018 e tenta quebrar um tabu contra adversários brasileiros no torneio: só ter os vencido no ano de sua conquista, em 1998. 

Atualmente no grupo 5 da competição mais cobiçada do continente americano, ao lado de Racing-ARG, Universidad de Chile e Cruzeiro, o Almirante tenta acabar com essa má campanha justamente contra o time mineiro, seu rival e algoz na primeira participação alvinegra. 

1975

Estreante na Copa Libertadores na década de 70, mais precisamente em 1975, o Vasco teve a equipe celeste pela frente já na fase de grupos da competição e, como algo que se tornaria rotina, não se saiu bem. 

Na partida disputada no Mineirão, vitória por 3 a 2 da Raposa. Roberto Dinamite, um dos maiores ídolos e ex-presidente do clube carioca, marcou na ocasião para o cruz-maltino. Em São Januário, o placar ficou no 1 a 1. 

A equipe da zona norte carioca foi eliminada na primeira fase da competição em um grupo com Deportivo Cali e Atlético Nacional-COL, além do Cruzeiro. 

1980 

Na segunda participação na competição, o Vasco teve pela frente o Internacional, de Porto Alegre. No Maracanã, nada de gols. No gigante da Beira-Rio, vitória coloroda por 2 a 1. 

Novamente, o Gigante da Colina foi eliminado na primeira fase em um grupo com Deportivo Tátchira, Deportivo Galicia e o time do sul. 

1985 

Após cinco anos, o Almirante voltou a disputar a Conmebol Libertadores e teve, logo na primeira fase, um conterrâneo estadual. O adversário foi o Fluminense e em dois jogos, dois empates. O primeiro, com muitos gols, inclusive de Romerito e Roberto Dinamite, acabou empatado em 3 a 3. O segundo duelo não saiu do zero. 

Pela terceira vez consecutiva, o clube do Rio caiu na primeira fase em um grupo com Ferro Carril Oeste, Argentinos Juniors e o Tricolor das Laranjeiras. 

1990

Na quarta participação, o Grêmio foi o adversário. No Olímpico, o Tricolor Gaúcho venceu por 2 a 0. No Rio, nada de gols e empate. O Vasco se manteve sem vitórias contra brasileiros na competição. 

O Alvinegro só caiu nas quartas de final, após derrotas por 2 a 0 e 1 a 0 para o Atlético Nacional-COL. O segundo jogo foi disputado no Chile, devido à ameaças sofridas pelo árbitro da partida Juan Daniel Cardellino. 

1998 

No ano que o Vasco venceu três vezes equipes brasileiras, foi além e conquistou a América. Na edição que o tabu caiu, o time carioca foi campeão. 

Na primeira fase, uma derrota por 1 a 0 no Olímpico e uma vitória por 3 a 2 em São Januário diante do Grêmio. O Vasco chegou às oitavas de final para encarar o Cruzeiro.

No jogo de ida, disputado em São Januário, vitória alvinegra por 2 a 1 e vantagem garantida para a partida em Belo Horizonte. No Mineirão, empate sem gols e vaga nas quartas. 

O adversário, novamente, seria o Tricolor Gaúcho. Pedrinho, ídolo da Colina, tratou de decidir os jogos. Em Porto Alegre, 1 a 1 com gol do ex-jogador. No Rio, ele marcou novamente e confirmou a classificação. 

1999 

Defendendo a conquista no ano seguinte, o Almirante caiu nas oitavas de final diante do campeão Palmeiras. No antigo Palestra Itália empate por 1 a 1. No Rio de Janeiro goleada alviverde por 4 a 2 com show do meia Alex, ídolo do Cruzeiro, Coritiba e do clube paulista. 

2012 

Após 13 anos, o Vasco da Gama voltou a sonhar e alto com a América. Após uma boa primeira fase e uma classificação dramática nas oitavas de final contra o Lanús, o clube alvinegro teria o Corinthians de Tite nas quartas de final. 

Um jogo polêmico em São Januário marcou a ida do mata-mata mais emocionante dos últimos anos. Sem gols, tudo seria decidido no Pacaembu, na época casa do time paulista. 

No Pacaembu, um jogaço. Equilibrado, lá e cá. No segundo tempo, Diego Souza ganhou de Alessandro no meio-campo e correu 20, 30 metros até à grande área. Cara a cara com Cássio, o camisa 10 finalizou rasteiro e o goleiro corinthiano defendeu. No fim, Paulinho concluiu escanteio de Alex com sucesso e fez o gol da classificação da equipe do Parque São Jorge. 

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