Análise: Em jogo disputado no meio campo, Botafogo se sagra campeão carioca
(Foto: Vitor Silva / SS Press / Botafogo)

Análise: Em jogo disputado no meio campo, Botafogo se sagra campeão carioca

Alvinegro superou Vasco por 1 a 0 no tempo normal e com Gatito brilhando novamente nos pênaltis, levou a melhor na grande decisão

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Guilherme Serafim

Botafogo e Vasco fizeram um jogo dramático na decisão do Campeonato Carioca 2018 na tarde desse domingo (8), no Maracanã. Após perder o primeiro jogo por 3 a 2, o Botafogo precisava da vitória pelo placar mínimo para levar chegar a disputa para os pênaltis, ou de mais gols de diferença para se sagrar campeão ao término dos 90 minutos.

O Botafogo precisava ir para o ataque e vencer a partida de qualquer maneira para ser campeão, enquanto o Vasco tinha a vantagem do empate.

Marcação forte e entradas duras mascaram o primeiro tempo

Equipes fizeram um primeiro tempo muito truncado, disputado no meio campo e com faltas duras. Logo no início de jogo, aos 3 minutos, Moisés sofreu uma entrada de Evander e passou o resto do primeiro tempo mancando, fato que fez com que ele praticamente não subisse ao ataque. Renatinho foi outro que sofreu com as investidas da defesa do Vasco e foi o alvo de grande parte das faltas da equipe cruz-maltina.

O equilíbrio na área central do campo fez com que o primeiro tempo não tivesse muitas chances de gol. O Botafogo errava muitos passes no terço final do campo, e quando tentava jogadas individuais – principalmente nos pés de Renatinho – sofria a falta. O Vasco chegava principalmente nas decidas em diagonal de Pikachu, porém não conseguia concluir em gol com qualidade para vencer Gatito.

Luiz Fernando, outro que tentava jogadas individuais, acabou sofrendo com as investidas da defesa vascaína; aos 38 minutos do primeiro tempo, Fabrício pisou na panturrilha direita do atacante alvinegro e foi expulso. Luiz Fernando saiu aos prantos e foi carregado pelos companheiros até o banco de reservas, dando lugar a Rodrigo Pimpão. Após a expulsão de Fabricio, o Vasco se fechou. Henrique, que iniciou a partida jogando no meio, foi recuado para fazer a função de lateral esquerdo e Riascos ficou na ponta, tento a tarefa de voltar para auxiliar na marcação do lado direito do Botafogo. Mesmo com o restante da primeira etapa da partida ganhando ares de ataque contra defesa, graças ao jogador a mais que o Botafogo tinha, o jogo foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

Emoção até o último minuto

No retorno da segunda etapa, o Botafogo foi para o ataque. Kieza veio a campo no lugar do volante Marcelo e Moisés, sentindo a pancada que recebeu no início da partida, saiu para dar lugar a Gilson. Mesmo com um a mais durante todo o segundo tempo, o Botafogo teve dificuldades para criar as jogadas. A equipe tinha maior posse de bola e ocupava mais o campo, fazendo valer a superioridade numérica, todavia, não conseguia converter o maior tempo com a bola nos pés em chances reais de gol, tendo como empecilho, assim como no primeiro tempo, os erros de passe no terço final do campo. A partir dos 25 minutos da segunda etapa, o “ataque contra defesa” voltou a aparecer já que o Vasco recuou novamente após a entrada do zagueiro Werley no lugar de Rafael Galhardo.

O nervosismo de estar atrás no placar atrapalhou muito o Botafogo nas subidas ao ataque. A equipe tinha a posse de bola, superioridade numérica, mas se precipitava muito na tomada de decisões no terço final do campo. O Botafogo tinha 5 jogadores na parte ofensiva do campo – Kieza, Brenner, Renatinho, Pimpão e Léo Valência – e mesmo assim continuava errando e se precipitando na tomada de decisões no ataque, principalmente com os dois pontas Léo Valência e Pimpão, que erravam muitos cruzamentos. Com o passar do tempo, o Botafogo perdeu a organização em campo e foi para o famoso “abafa”. Faltando menos de 10 minutos para o fim do tempo regulamentar do segundo tempo, Marcinho, Matheus Fernandes e Gilson estavam jogando no círculo central; Igor Rabello e Carli passaram a jogar dentro da área, e coube ao capitão fazer o gol de empate. Gilson fez o levantamento do círculo central, e após um bate rebate envolvendo Igor Rabello, Renatinho e Kieza a bola sobrou para o argentino que chutou para o fundo das redes e empatou o jogo para o Botafogo, levando para os pênaltis.

Carli fez o gol e foi comemorar em frente a torcida alvinegra (Foto: Divulgação / Botafogo)
Carli indo em direção a torcia alvinegra para comemora o gol (Foto: Divulgação / Botafogo)

Nos pênaltis, brilhou novamente a estrela de Gatito Fernandez. Após Rodrigo Pimpão ter perdido a segunda cobrança alvinegra, o paraguaio defendeu a terceira cobrança do Vasco, executada por Werley, e o último e decisivo pênalti, batido por Henrique. Gatito agora tem 19 defesas de pênalti com a camisa do Glorioso.

Gatito defendendo o pênalti que deu ao Botafogo o Título Carioca 2018 (Foto: Divulgação / Botafogo)
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