Guia VAVEL do Brasileirão Série B 2018: Boa Esporte

Após campanha irregular na temporada passada, time de Varginha espera fazer uma Série B mais tranquila este ano

Guia VAVEL do Brasileirão Série B 2018: Boa Esporte
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL Brasil

Único representante mineiro na Série B do Campeonato Brasileiro neste ano, o Boa Esporte busca fazer uma campanha melhor do que na temporada 2017. No ano passado, terminou a competição na 10ª colocação e garantiu a permanência na Segunda Divisão do campeonato nacional. Ser o único time a representar o seu estado em uma das competições mais acirradas do Brasil deixa a expectativa de fazer uma boa temporada ainda melhor.

O Campeão da Série C em 2016 quer voltar a surpreender os adversários, mas agora lutando pelo acesso a elite do futebol. Um feito como o título da Série C em 2016, e o vice-campeonato também pela terceira divisão em 2010, serve de inspiração para dessa vez o Boa brigar com os demais times por uma das quatro vagas de acesso à principal competição do país.

Início da temporada

No campeonato estadual, o Boa Esporte chegou até as quartas de final, caindo diante do América-MG. Na fase de classificação fez uma campanha regular com quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas. Terminou a competição na sétima colocação e acabou sendo eliminado em jogo único pelas quartas de final para o Coelho, que venceu a partida pelo placar de 1 a 0.

Já na Copa do Brasil, a eliminação foi bem precoce, pois a equipe do Boa acabou caindo na segunda fase do torneio. A estreia aconteceu fora de casa contra o Vitória da Conquista-BA, e o empate sem gols classificou o time mineiro. Na segunda fase o adversário foi o Goiás, e em mais um jogo sem gols no tempo normal, a disputa para ver quem avançava à terceira fase foi para os pênaltis. O time mineiro acabou sendo eliminado por 6 a 5, e deixou a competição com a marca negativa de não ter marcado nenhum gol no torneio - mas também não sofreu.

Chegada de reforços

Após a eliminação nas quartas de final do Campeonato Mineiro para o América-MG, o Boa Esporte foi ao mercado reforçar o elenco para a disputa da série B. E alguns desses reforços não são tão desconhecidos assim pelo torcedor, como por exemplo: o zagueiro Artur, o volante Renato Bruno e o lateral-direito Helder, todos com passagem pelo América-MG. Chegaram também ao time de Varginha, os atacantes Rafinha, Ygor, Felipe Alves e Genesis.

Os zagueiros Caíque, e Gustavo Geladeira, além dos volantes Schuster e Thallyson, e o lateral-esquerdo Kaio Cristian. Ao todo são 12 reforços recém-chegados para o elenco do Boa Esporte.

Campanha em 2017

No ano passado o Boa Esporte, em alguns momentos, lutou contra o rebaixamento devido à campanha irregular da equipe. Alcançou 50 pontos na tabela de classificação com 12 vitórias, 14 empates e 12 derrotas, encerrando a temporada na décima posição. A permanência do time na segunda divisão foi bastante comemorada, não somente pelos torcedores, mas por todos os mineiros que são apaixonados pelo futebol: afinal de contas o Boa é o único representante minero na competição.

O que esperar?

Para a diretoria do Boa, a meta inicial é se manter na Segunda Divisão, mas é claro que estar sempre entre os dez primeiros colocados é muito importante para quem sabe sonhar com um acesso à elite. Manter os pés no chão e a cabeça no lugar é o primeiro passo para uma grande temporada.

Destaque: Genesis

O atacante Genesis é o cara do Boa Esporte. Ele retorna ao clube após mais de um ano desde que deixou o Boa. O atleta disputou o campeonato mineiro de 2018, pela equipe da Patrocinense, e balançou as redes duas vezes.

Foto: Divulgação/Boa Esporte
Foto: Divulgação/Boa Esporte

A esperança de gols da equipe de Varginha passa pelos pés do atacante, que já é um herói para o torcedor boveta. Para quem não se lembra, Genesis foi quem fez o gol do acesso para a Série B, em 2016, contra o Botafogo-PB.

Ponto forte: defesa sólida

O ponto de equilíbrio do Boa Esporte é o setor defensivo. Uma defesa que foi bastante consistente neste início de temporada levando apenas dez gols em 14 jogos. E isso é muito importante, visto que a maioria dos times que lutam pelo acesso à Série A tem como o principal destaque a defesa menos vazada.

Ponto fraco: setor ofensivo é a grande preocupação

Se a defesa é o ponto forte do Boa, o ataque é a grande preocupação nessa temporada para a torcida boveta. O poder ofensivo do time não tem convencido os seus torcedores. Na Copa do Brasil, marcou apenas nas disputas de pênaltis contra o Goiás, após um empate sem gols no tempo normal e acabou sendo eliminado pelo placar de 6 a 5.

Antes disso também já havia empatado em 0 a 0 com o Vitória da Conquista-BA, na primeira fase da Copa do Brasil. E pelo Campeonato Mineiro, balançou as redes apenas cinco vezes em 12 jogos.

Fique de olho: Kaio Cristian

Revelado pelo próprio Boa Esporte, Kaio Cristian é a jovem promessa do time para a temporada. Apesar de bastante novo o lateral-esquerdo de apenas 19 anos foi um dos destaques do Boa, na campanha do título da série C em 2016. Kaio Cristian, estava emprestado as categorias de base do Corinthians, e agora retorna a equipe mineira.

Foto: Divulgação/Boa Esporte

Treinador: Sidney Moraes

Sidney Moraes de Almeida Júnior, ou apenas Sidney Moraes, é o comandante da equipe boveta. Sidney, de 41 anos, é natural de Ituiutaba-MG, e iniciou a carreira de treinador no próprio Boa Esporte. Em 2011 era assistente de Nêdo Xavier, e após a saída de Nêdo, acabou dirigindo a equipe interinamente. Em 2012 foi efetivado como treinador e permaneceu no comando do time até abril de 2013.

Foto: Divulgação/Boa Esporte

Sidney também comandou outros times como Icasa, Ponte Preta, Vila Nova, Náutico e Paysandu. Depois, retornou ao Boa em novembro do ano passado quando a equipe lutava contra o rebaixamento.

Estádio Melão

Com capacidade para mais de 15 mil pessoas, o estádio Dilzon Melo, mais conhecido como “Melão” é a casa do Boa Esporte. Localizado em Varginha-MG, no sul do estado de Minas Gerais, o estádio foi inaugurado em 1988.

Foto: Divulgação/Boa Esporte

O estádio do Melão tinha um projeto inicial com a capacidade de 45.000 lugares, mas após o término das obras ficou registrada a capacidade de 20.000 lugares. E pelas normas atuais de segurança abaixou para 15.471 torcedores. Já o nome do estádio foi uma homenagem a Dilzon Luiz de Melo, durante a gestão na prefeitura entre 1983 a 1988.