Guia VAVEL do Brasileirão Série B 2018: Oeste
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL.com

Em 2018, pelo sexto ano seguido, o Oeste disputará a Série B do Campeonato Brasileiro. No ano passado, o clube passou muito perto do seu primeiro acesso para a elite, sonho que foi frustrado apenas nas rodadas finais, com alguns tropeços que custaram caro e impediram um feito histórico.

Assim como nos últimos dois anos, o Rubrão terá Barueri como sede. O clube foi acolhido pela cidade em 2016, durante uma parceria com o Audax, que durou até o fim daquela temporada. A partir do ano passado, por dificuldades financeiras e da infraestrutura precária do Estádio dos Amaros, em Itapólis, a diretoria realizou a mudança definitiva.

Com a manutenção de Roberto Cavalo e reforços após o acesso na Série A-2 do Campeonato Paulista, o clube buscará repetir o feito do ano passado e surpreender na briga pelo acesso, que a partir desse edição passa a ser um objetivo real.

Campanha até aqui em 2018

Oeste conseguiu o acesso para a Série A-1 do Paulistão Foto: Rodrigo Corsi | FPF
Oeste conseguiu o acesso para a Série A-1 do Paulistão Foto: Rodrigo Corsi | FPF

Após a grande campanha na Série B, o Oeste conseguiu manter boa parte do seu elenco e dessa forma entrou como um dos grandes concorrentes ao acesso na Série A-2. O início foi muito bom, a equipe chegou a liderar por algumas rodadas, mas caiu de rendimento e teve sua classificação para as semifinais ameaçada. No entanto, uma sequência de vitórias confirmou a vaga dos baruerienses.

Mantendo a boa fase, o Oeste eliminou o São Bernado nas semifinais e, dessa forma, confirmou seu retorno para a elite do futebol paulista. Com o acesso garantido, restava ao Rubrão a disputa pelo título da divisão, a final foi contra o Guarani e os campineiros venceram de forma avassaladora, por 4 a 0, sem deixar chances ao rubro-negro.

Simultaneamente a Série A-2, o Oeste também disputou a Copa do Brasil. A estreia foi diante do Brasiliense, no Mané Garricha, e o Rubrão se aproveitou da vantagem do empate para garantir sua classificação. No entanto, na fase seguinte os paulistas não tiveram a mesma sorte e acabaram eliminados pelo Figueirense, dando fim a sua participação no torneio.

Contratações

Goleiro Tadeu é um dos reforços Foto: Assessoria Ferroviária
Goleiro Tadeu é um dos reforços Foto: Assessoria Ferroviária

O Oeste tem focado na contratação de jogadores que disputaram o Campeonato Paulista, os primeiros contratados vieram do Corinthians: o atacante Carlinhos e o lateral-esquerdo Guilherme Romão, que foi um dos destaques na grande campanha oestina na última Série B, o atleta não teve sucesso nas oportunidades que recebeu no Timão e foi emprestado novamente.

Sem o goleiro Rodolfo, que foi um dos principais nomes da Série B, o Oeste ainda procura um substituto para a posição, para isso contratou Tadeu, ídolo da Ferroviária e que foi o principal jogador no título da Copa Paulista 2017, vencido pela Locomotiva. Ainda para o sistema defensivo chegaram o zagueiro Sueliton, que estava no Santo André, e o volante Rodrigo Souza, vindo do Nacional-SP.

Para completar as contratações, o clube foi atrás de dois atacantes mais rodados. O primeiro confirmado foi Léo Castro, que brilhou com as camisas de Ferroviária e Nacional-SP, em 2017. E o segundo foi Rafael Ratão, que disputou o Paulistão pelo Novorizontino sem conseguir destaque.

Os reforços do Oeste:

Tadeu (goleiro) – Ferroviária
Sueliton (zagueiro) – Santo André
Guilherme Romão (lateral-esquerdo) – Corinthians
Rodrigo Souza (volante) – Nacional-SP
Léo Castro (atacante) – Ferroviária
Carlinhos (atacante) – Corinthians
Rafael Ratão (atacante) – Novorizontino

Campanha em 2017

Oeste ficou próximo do acesso em 2017 Foto: Ricardo Duarte | Internacional
Oeste ficou próximo do acesso em 2017 Foto: Ricardo Duarte | Internacional

Ainda se adaptando depois da mudança definitiva para Barueri, o Oeste não conseguiu fazer uma boa campanha na Série A-2, chegando até a brigar contra a queda, mas a chegada de Roberto Cavalo mudou todo o panorama da temporada, evitando o rebaixamento no estadual e colocando a equipe na briga pelo acesso na Série B, passando muito perto de fazer história.

No torneio nacional, o início não foi dos melhores, com a equipe empatando muitas vezes e perdendo pontos valiosos que fariam falta no final da competição. O grande momento veio na virada de turno, com uma sequência de vitórias que colocou o Oeste na briga pelo acesso para a elite.

Nas últimas rodadas, ficou evidente que o grande adversário do Rubrão seria o Paraná. Os paulistas conseguiram uma grande vitória no confronto direto, na Vila Capanema, mas em seguida uma sequência de resultados ruins tirou o rubro-negro da briga direta pelo acesso e premiou os paranaenses que tiveram uma reta final mais regular.

O que esperar?

Foto: Divulgação | Oeste FC
Foto: Divulgação | Oeste FC

Assim como no ano passado, o Oeste não entra na Série B como um dos favoritos para a disputa pelo acesso, mas pode surpreender, já que conta com uma base entrosada e um trabalho de longo prazo de Roberto Cavalo, que ainda foi recompensado com alguns reforços de bom nível para a sequência da temporada.

O Estadual foi muito bom para a equipe, que atingiu o primeiro objetivo da temporada. Jogadores que tiveram destaque no ano passado, como Mazinho e Raphael Luz, mantiveram o nível nesse início de temporada e podem ser os pilares do time na briga pelo acesso.

A diretoria oestina contratou bem, com destaque para Tadeu e Guilherme Romão, que devem assumir a titularidade assim que estiverem aptos. O goleiro vem de grandes momentos pela Ferroviária e agora tem a chance de dar o sonhado salto na carreira, atuando numa divisão com grande vitrine. Já o lateral, retorna ao clube onde teve o grande momento da sua carreira e buscará chamar a atenção de Fábio Carille, para que volte a fazer parte dos planos do técnico corintiano.

Destaque: Mazinho

Mazinho, o "Messi Black", é a estrela do Oeste Foto: Divulgação | Oeste FC
Mazinho, o "Messi Black", é a estrela do Oeste Foto: Divulgação | Oeste FC

Na campanha surpreendente da última Série B, o grande destaque da equipe foi o atacante Mazinho, o jogador foi essencial para colocar o Oeste na briga pelo acesso e terminou o torneio como um dos artilheiros da competição, com 16 gols, empatado com Bergson.

A história de Mazinho no Oeste não é recente e já teve muitos capítulos. Pelo clube ele teve seu primeiro destaque e chamou a atenção do Palmeiras, que o contratou ainda no período das vacas magras. Por lá nunca correspondeu e ficou marcado pelo apelido de “Messi Black”, que recebeu no período de destaque pela equipe oestina.

Após uma boa passagem em 2016, ele teve a oportunidade de jogar no Santa Cruz, mas não teve sucesso e decidiu voltar para o seu porto seguro. Com o Oeste brilhou na Série B e foi destaque no início da Série A-2. No entanto, uma lesão deixou o jogador de fora da reta final do estadual, sua ausência foi sentida, mas a equipe se superou para confirmar o acesso.

Fique de olho: Raphael Luz

Raphael Luz (esq.) é um dos destaques do Oeste na temporada Foto: Rodrigo Corsi | FPF
Raphael Luz (esq.) é um dos destaques do Oeste na temporada Foto: Rodrigo Corsi | FPF

Com a lesão de Mazinho, Raphael Luz assumiu o protagonismo da equipe, sendo essencial para a confirmação do retorno para a Série A-1, o jogador foi autor de dois gols na vitória diante do São Bernardo, no Primeiro de Maio, onde o Oeste confirmou seu acesso.

Pouco conhecido do grande público, o meia-atacante construiu boa parte da sua carreira em equipes do Centro-Oeste. Pelo Cuiabá ele teve seu grande momento, sendo autor de três gols numa histórica virada dos mato-grossenses contra o Remo e que selou a conquista da Copa Verde 2015.

Contratado no começo da última temporada, o meia-atacante demorou em se firmar na equipe, mas cresceu exatamente no melhor momento oestino na Série B, sendo decisivo com gols para garantir muitos pontos. Sem a presença de Mazinho para o início do campeonato, ele deve ser a principal referência do time para ter uma boa arrancada no começo do torneio.

Treinador: Roberto Cavalo

Roberto Cavalo é o comandante oestino Foto: Divulgação | Oeste FC
Roberto Cavalo é o comandante oestino Foto: Divulgação | Oeste FC

Roberto Cavalo possui um currículo extenso como treinador, com diversas passagens por clubes de pequeno e médio porte. O técnico já é muito conhecido da torcida oestina e acumula quatro passagens pela instituição, sendo a atual a mais longa de todas e de grande sucesso, com um acesso estadual e a grande campanha na Série B.

Em nível nacional, o primeiro grande momento de Roberto Cavalo foi comandando o Naútico, em 2005. A equipe pernambucana chegou perto de conseguir o acesso para a elite, mas sofreu a derrota mais marcante da sua história na “Batalha dos Aflitos”, que chegou a ter quatro jogadores expulsos do Grêmio, além de duas penalidades desperdiçadas pelos pernambucanos.

Rodado pelo futebol catarinense e interior paulista, o técnico tem relação forte com o Oeste. E vem sendo reconhecido pela torcida na atual passagem, com grandes campanhas em âmbito nacional e estadual. A expectativa é que fique por um longo período na equipe, já que tem cumprido com os objetivos e superado expectativas.

Estádio: Arena Barueri

A moderna Arena Barueri será a casa do Oeste na Série B Foto: Prefeitura de Barueri
A moderna Arena Barueri será a casa do Oeste na Série B Foto: Prefeitura de Barueri

Desde 2016, o Oeste tem mandado seus jogos na Arena Barueri, um dos grandes estádios do estado de São Paulo, com capacidade para 31.452 pessoas e com ótimas condições de estrutura, sendo uma alternativa muito utilizada pelos grandes clubes da capital.

A Arena teve sua inauguração em 2007, com a expectativa de receber os jogos do Grêmio Barueri, que teve grande momento no final da década passada, mas se perdeu administrativamente e atualmente está licenciado das competições. O Oeste chegou como alternativa, ainda não tem tanto o carinho da cidade e recebe pequenos públicos quando é mandante.

A mudança para Barueri aconteceu devido à falta de condições estruturarias do Estádio dos Amaros, antiga casa do clube. Sem a capacidade necessária e precisando de diversas reformas, a diretoria decidiu aceitar o convite da cidade da Região Metropolitana de São Paulo e se mudou depois de 96 anos.

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