Guia VAVEL do Brasileirão 2018: Bahia
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL.com

Guia VAVEL do Brasileirão 2018: Bahia

Após terminar a competição nacional com tranquilidade e evitar sufoco contra o rebaixamento, meta do Esquadrão de Aço na vindoura edição é igualar ou superar o desempenho, sempre com expectativas maiores

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Taynã Melo

O Campeonato Brasileiro de 2017 foi atípico para o Bahia. Não em relação a toda uma história de conquistas, mas pelo que acontecia recentemente, quando a equipe entrava em campo em um jogo válido pela Série A com o objetivo de não ser rebaixada. Assim, todo ano era a mesma penúria. Jogar, suar, sofrer. Em alguns momentos deu certo, em outros não. Porém, ano passado foi o diferencial. O trabalho de Paulo César Carpegiani no segundo turno resultou em uma ascensão muito boa do Tricolor. Em vez de brigar para não cair, o time teve a melhor campanha nos últimos anos e flertou com a vaga na Libertadores da América. Ao fim das contas, temporada encerrada com sucesso e com vaga na Copa Sul-Americana.

Nesta temporada, existe uma meta com base no desempenho anterior. No mínimo, repetir o feito do ano passado. Ter uma disputa tranquila para evitar qualquer alvoroço e sufoco. Porém, o time sonha com mais e não quer apenas uma repetência de fatos. A meta do Esquadrão é melhorar sempre mais e alcançar mais feitos históricos para o clube. O objetivo é beliscar uma vaga em um torneio internacional, ainda mais com o fato de que até o nono colocado pode garantir presença na fase qualificatória da Libertadores da América, a depender da participação dos times envolvidos em torneios nacionais e internacionais.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Desempenho em 2018

Vencedor da Copa do Nordeste 2017, o Bahia garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Com isso, disputa o torneio apenas mais à frente, com mais cotas de direitos televisivos e premiação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas está enganado se o time não falou de calendário apertado. Essa foi a principal reclamação do grupo no começo da temporada. O time enfrentou viagens em jogos do Campeonato Baiano e do Nordestão.

Na competição regional, o time conseguiu a classificação aos duelos eliminatórios. Na fase de grupos, a equipe foi sorteada no Grupo D, ao lado de Botafogo-PB, Náutico e Altos-PI, e ficou na liderança da chave, com 12 pontos ganhos. Nas quartas de final a serem disputadas a partir do próximo mês de maio, o Tricolor da Boa Terra vai enfrentar novamente o Botafogo-PB. O time segue em busca do tetracampeonato, a fim de empatar com o arquirrival Vitória na lista dos maiores vencedores.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

No estado, a situação é diferente. O time tem ampla vantagem e a hegemonia de títulos. Porém, a missão no Baianão era evitar o tricampeonato do Leão da Barra. O começo foi muito oscilante, com empates em jogos em que a conquista dos três pontos é mais exigida pela disparidade com a maioria dos concorrentes. Aos poucos, porém, o time começou a ganhar entrosamento. As peças foram avaliadas e o técnico Guto Ferreira conseguiu aliar os remanescentes com os reforços. O desenvolvimento foi evidente. Na primeira fase, 20 pontos somados, dois atrás do Vitória. Na semifinal, triunfo sobre a Juazeirense. Na grande final, mais um Ba-Vi.

Foto: Marcelo Malaquias/EC Bahia

O principal duelo do futebol baiano já tinha sido cercado de polêmicas pela confusão generalizada que resultou na expulsão de nove jogadores, jogo encerrado antes dos 90 minutos e muita confusão.  Os ânimos acirrados permaneceram na decisão, principalmente no primeiro jogo, disputado na Arena Fonte Nova. Jogo disputado, brigado, de muito contato, e triunfo tricolor por 2 a 1. A vantagem ficou ainda maior no segundo confronto, quando o Bahia venceu de novo, desta vez por 1 a 0, e garantiu o 47º título de sua história.

Antes da estreia no Campeonato Brasileiro, o Tricolor estreia na Copa Sul-Americana contra o Blooming. O primeiro jogo foi disputado na Bolívia, no Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, e o segundo confronto está marcado para o início de maio, na Arena Fonte Nova.

Contratações

O grupo sofreu bastante modificação de uma temporada para outra. A começar pela presidência. Saiu Marcelo Sant’Ana e assumiu Gustavo Bellintani como principal mandatário do Tricolor. Em seguida, mudanças na comissão técnica. Apesar da boa campanha na metade final do Brasileirão, Paulo César Carpegiani não chegou a acordo para manutenção no cargo junto aos novos diretores e deixou o clube. Em seu lugar, Guto Ferreira retornou ao clube. Campeão da Copa do Nordeste, Guto deixou o Bahia para assumir o comando técnico do Internacional. Como foi demitido antes do fim da temporada passada, acertou tranquilamente seu retorno ao Esquadrão.

Gustavo Bellintani assumiu a presidência do Bahia a partir deste ano (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Em campo, muitas mudanças. Vários jogadores saíram, outros foram emprestados a clubes do Nordeste. As saídas mais destacadas foram a do goleiro Jean (São Paulo); os laterais-esquerdos Juninho Capixaba (Corinthians) e Pablo Armero (América de Cali-COL); o volante Renê Júnior (Corinthians); o meia Gustavo Blanco (Atlético-MG); além do atacante Hernane Brocador (Grêmio).

Ao todo, foram 14 jogadores que chegaram ao clube desde a preparação para a atual temporada. Os contratados pela diretoria foram os laterais-direitos Nino Paraíba (Ponte Preta) e João Pedro (Palmeiras); o zagueiro Tiago (Atlético-MG); os volantes Elton (Ponte Preta), Gregore (Santos) e Nilton (Vissel Kobe-JAP) e o meia Élber (Cruzeiro).

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Por sua vez, outros foram trazidos por empréstimo até o fim do ano. Exemplificam a situação o goleiro Douglas Friedrich (ex-Avaí, mas emprestado pelo Corinthians); o zagueiro Douglas Grolli (ex-Chapecoense, mas emprestado pelo Cruzeiro); o volante Edson (Fluminense); os laterais-esquerdos Léo (Fluminense) e Mena (Cruzeiro); o meia Allione (Palmeiras) e o atacante Kayke (Yokohama Marinos-JAP).

Campanha em 2017

Como dito, a campanha no Brasileirão de 2017 foi diferente em relação a anos anteriores. A boa sequência no fim do campeonato resultou em tranquilidade. Entre a 25ª e a 35ª rodadas, foi apenas uma derrota e pontos importantes conquistados sobre times tradicionais, como Grêmio, Vasco da Gama, Corinthians, Vitória e Palmeiras, por exemplo. Com isso, o time conseguiu garantir a permanência na elite nacional por mais uma temporada com quatro rodadas de antecedência. Ao fim das contas, o Bahia terminou a Série A na 12ª posição, com 50 pontos. Foram 13 vitórias, 11 empates e 14 derrotas; com 50 gols marcados e 48 sofridos, e um aproveitamento de 44%.

Foto: Marcelo Malaquias/EC Bahia

Expectativas

Eufórico pela boa sequência e pela conquista do Campeonato Baiano sobre o arquirrival Vitória, o torcedor do Bahia está animado e mantém a alta expectativa para o time surpreender e chegar nas posições que garantem vagas nos torneios internacionais, como a Taça Libertadores da América – disputada pela última vez em 1990, quando foi eliminado nas quartas de final.

Foto: Marcelo Malaquias/EC Bahia

Escalação

Destaque

Não há outro jogador tão destacável quanto Edigar Junio no elenco do Bahia. O atacante se tornou referência no ataque e garantiu muitos pontos e resultados positivos tanto no ano passado como na atual temporada. Desde 2016, quando o Bahia retornou à elite, o centroavante se tornou a principal peça, mas o destaque veio na temporada passada, com mais diferencial e visibilidade.

Foto: Marcelo Malaquias/EC Bahia

São 102 jogos com a camisa Tricolor e 36 gols marcados. Em 2018, são cinco gols em 15 jogos. Embora tenha passado por um período sem marcar no começo do ano, o jogador voltou a atuar bem e balançar as redes. Melhor para o Bahia – e para o atleta também, evidentemente.

Fique de olho

Outro jogador fundamental para o esquema tático do técnico Guto Ferreira é o meia Vinícius. O jogador veio do Náutico e chegou em 2017 no Bahia. Foram 27 jogos e três gols. Neste ano, a efetividade do atleta ficou maior em menos tempo. São 17 partidas disputadas e oito tentos assinalados. Com isso, o meia se tornou decisivo dentro de campo. No primeiro clássico contra o Vitória, o jogador iniciou a confusão generalizada que resultou na expulsão de nove jogadores e inflamou os nervos após comemorar com tradicional dança em frente à torcida rubro-negra quando marcou o gol de empate.

Foto: Marcelo Malaquias/EC Bahia

Treinador

Com passagens em vários clubes do futebol brasileiro desde o início do século e uma breve atuação em Portugal, Guto Ferreira começou a ter mais sucesso profissional e visibilidade no país quando treinou a Ponte Preta em 2012. Em 2013, após a saída da Macaca, comandou a Portuguesa e era o técnico da Lusa no escândalo que resultou no rebaixamento e na queda vertiginosa da tradicional equipe paulista. Voltou à Ponte em 2014 e depois foi contratado pela Chapecoense, onde comandou boa parte dos atletas que morreram na tragédia no fim de 2016. Guto deixou a Chape na metade da temporada para treinar o Bahia.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Com a missão de recolocar o time na elite nacional, conseguiu o objetivo após muito sofrimento e classificação obtida na última rodada. Após conquistar a Copa do Nordeste, anunciou transferência ao Internacional, clube que começou a carreira no banco de reservas, ainda nas categorias de base do Colorado. Após sua demissão no fim do ano, anunciou retorno no início do ano e conquistou recentemente o Baianão.

Fonte Nova

A Arena Fonte Nova é o local onde o Bahia sedia seus jogos em Salvador. Palco esportivo tradicional da cidade soteropolitana, o Estádio Octávio Mangabeira foi inaugurado em 1951, com capacidade para 80 mil pessoas. O estádio protagonizou momentos marcantes do futebol baiano, nacional e internacional, principalmente a conquista dos dois Brasileiros do Tricolor, em 1959 e 1988, quando mais de 100 mil torcedores acompanharam o momento de maior glória do Esquadrão.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Com a falta de manutenção adequada, o local teve capacidade reduzida. Em 2007, quando o Bahia conseguiu o acesso à Série B, parte da arquibancada caiu por não suportar a quantidade de pessoas. O acidente resultou na morte de sete pessoas e muitos outros feridos. Com a certeza de que o Brasil sediaria a Copa do Mundo em 2014, ficou decidido que o estádio seria implodido e reconstruído.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

O que aconteceu a partir de 2010 e durou até 2013. Totalmente reformulada, a Fonte Nova tem capacidade para mais de 47 mil torcedores, é bastante confortável e recebeu jogos tanto do Mundial como da Olimpíada. Além disso, após sua reconstrução, recebeu jogos da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa 2018, do Nordestão,  do Baianão, da Sul-Americana e do Brasileiro.

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