Guia VAVEL do Brasileirão 2018: Vasco

Gigante da Colina pretende usar da raça para buscar uma boa posição na competição e repetir retrospecto de 2017

Guia VAVEL do Brasileirão 2018: Vasco
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL

Com mudanças na camisa 10 e na presidência do clube o Vasco chega para o Campeonato Brasileiro em uma "nova era". Com Zé Ricardo no comando, o Gigante da Colina vai precisar, mais uma vez, provar de sua capacidade para vencer e convencer. 

Começo de ano

Inundado na crise política que assombrava o clube, o começo de ano do Vasco da Gama foi conturbado. No campo, derrotas para equipes de menor expressão ditaram o ritmo de uma tenebrosa Taça Guanabara enquanto o bom futebol aparecia na Libertadores.

Após a concretização do novo presidente, um clima de mais tranquilidade reinou em São Januário. A classificação, mesmo que com sustos, para a fase de grupos na Libertadores animou a torcida e o título do Campeonato Carioca deu início a um novo momento, de esperança, ao torcedor vascaíno. 

Contratações

Para a temporada o Almirante fez diversas contratações mas se destacou pelas perdas. Chegaram: Erazo, Luiz Gustavo, Werley, Rafael Galhardo, Fabrício, Desábato, Thiago Galhardo, Rildo, Bruno Silva, Riascos e Giovanni Augusto. Confira alguns dos nomes que saíram: Gilberto, Escobar, Nenê, Madson, Mateus Vital e Anderson Martins

Campanha em 2017: do inferno ao céu

A temporada de 2017 do Vasco da Gama teve seus altos e baixos e terminou de maneira surpreendente. Já na pré-temporada obteve seu primeiro fracasso ao ficar em terceiro lugar na disputa da Flórida Cup, campeonato de preparação disputada em Orlando, nos Estados Unidos.

Já em competições oficiais, ainda com Cristóvão Borges no comando, o Gigante da Colina conseguiu levantar a Taça Rio, mas não obteve força suficiente para brigar pela conquista do Campeonato Carioca. O Almirante caiu na semifinal frente ao Fluminense e viu o Flamengo levantar o título na finalíssima. 

Antes mesmo das fases finais do campeonato estadual o Vasco sofrera também outro revés. Pela terceira fase da Copa do Brasil a equipe de São Januário caiu para o Vila Nova e deu adeus ao campeonato. A derrota culminou com a demissão de Cristóvão e a contratação de Milton Mendes.

No Campeonato Brasileiro um show de altos e baixos. Alternando momentos, o Almirante fez campeonato irregular até a chegada de Zé Ricardo para substituir Milton Mendes no comando técnico da equipe. Outro ponto importante foi a contratação de reforços como Anderson Martins. 

O esforço feito pela diretoria rendeu bons frutos e o Gigante da Colina conseguiu surpreender e buscar uma vaga dentre os oito clubes classificados para a Libertadores deste ano. O resultado foi muito festejado pela torcida.

O que esperar? 

Esperaremos pelo inesperado. Já neste início de temporada o Vasco já demonstrou ser capaz de coisas não pensadas se analisarmos a qualidade técnica do seu time. Os gols nos minutos finais e as vitórias em situações adversas dão ao torcedor a sensação de que ao menos entrega haverá. 

O título da Libertadores segue como um sonho distante e pouco provável de ser alcançado mas a conquista de uma competição paralela como a Copa do Brasil ou até mesmo a Copa Sul-Americana (em caso de eliminação na fase de grupos da Liberta) já serviria como grande troféu para essa equipe. 

Destaque: Paulinho

Joia da base vascaína o meia-atacante é o principal nome do Vasco na temporada. Dono dos recordes de jogador mais novo a marcar pelo clube no Campeonato Brasileiro e na Libertadores, Paulinho trilha o caminho feio por Roberto Dinamite, Romário e Edmundo. 

Já na última temporada se destacou ao marcar gols importantes na reta final de campeonato do Gigante da Colina. Nesse ano, já consolidado no profissional, é peça fundamental no plantel de Zé Ricardo, marcando em momentos cruciais. 

Fique de Olho: Evander

Assim como Paulinho, Evander é mais uma das promessas da base do Vasco que começam a dar os primeiros passos no profissional. O meia, no entanto, tem responsabilidade importante esta temporada e é um jogador a ser observado. 

Com a saída de Nenê, o jovem herdou a camisa 10 e já em seu primeiro jogo com ela marcou na vitória do Vasco sobre o Universidad Concepción, na primeira fase da Libertadores. Seu bom futebol é fundamental para um bom ano do Almirante. 

Treinador: Zé Ricardo

Após uma passagem conturbada pelo Flamengo, Zé Ricardo chegou em São Januário em meados do ano passado. O treinador, que já havia comandado divisões inferiores do Gigante da Colina, não precisou de muito tempo para provar sua qualidade e se afirmar com um dos melhores treinadores do país. 

Zé tem como grande mérito tirar "leite de pedra" e conseguir montar times competitivos com jogadores de nível técnico questionável. Além disso, as oportunidades concedidas aos jovens jogadores da base vascaína também pesam ao seu favor. O treinador é o "melhor jogador da equipe".

O caldeirão: São Januário

Mandando seus jogos na colina histórica, o Vasco ganha mais um motivo para sonhar com uma boa temporada. A equipe mantém bom retrospecto dentro de casa e sempre que pode faz de São Januário um caldeirão. 

Nome: Estádio Vasco da Gama (São Januário)
Inauguração: 21 de abril de 1927
Capacidade: 21.801 pessoas