Análise: São Paulo tem problemas de criação e sofre no fim, mas faz o básico e vence Paraná
Rubens Chiri/saopaulofc.net

Análise: São Paulo tem problemas de criação e sofre no fim, mas faz o básico e vence Paraná

Aguirre mescla equipe que mostra solidez defensiva, mas alguns defeitos na criação de jogadas

JANDIR
Jandir Rocha Guimarães

O São Paulo começou o Campeonato Brasileiro de 2018 com o pé direito, vencendo o Paraná em casa por 1 a 0, nesta segunda-feira (16). O único gol do jogo foi marcado por Bruno Alves, aniversariante do dia.  

Para esse duelo, o técnico Diego Aguirre abriu mão de alguns titulares visando a importante partida diante do Atlético-PR pela Copa do Brasil, mas não do esquema tático (3-5-2) que parece ser o escolhido para o decorrer da temporada. Entre as principais novidades, Brenner foi um dos mais ativos no ataque do Tricolor, se movimentando bastante e dando pouca referência para a defesa adversária. 

Lucas Fernandes e Cueva revezavam bastante nas funções de meia pela esquerda e de segundo atacante para confundir a marcação, mas, mesmo com toda essa mobilidade, a equipe tricolor pouco conseguiu penetrar. O time teve bastante a posse de bola, mas nos últimos metros faltava inspiração com alguns cruzamentos que levaram pouco perigo. 

Nas duas vezes em que conseguiu ficar entre as linhas de marcação do Paraná, Cueva teve a oportunidade de deixar Brenner na cara do gol, mas seus passes eram fortes demais. O gol do São Paulo saiu numa bola parada, onde o peruano cobrou uma falta na área e Bruno Alves abriu o marcador de cabeça.  

Na segunda etapa, o Soberano mudou um pouco a sua postura e esperou o Paraná no seu campo para poder contra-atacar. Os visitantes tiveram muito mais iniciativas ofensivas em busca do empate, mas esbarraram na boa marcação são-paulina e também em sua evidente falta de qualidade técnica.  

O Tricolor, por sua vez, poderia ter 'matado' o duelo em vários contra-ataques armados, mas o último passe deixava muito a desejar, o que irritou os torcedores presentes no Morumbi. Logo nos primeiros minutos da etapa final, Aguirre colocou Valdivia e Junior Tavares nos lugares de Lucas Fernandes e Brenner (aparentemente, escolhas táticas), chamando o Paraná para seu campo. 

No final, os paranaenses tentaram de todas as formas pressionar para um empate, mas a defesa se saiu bem e o São Paulo pôde comemorar a vitória. O 3-5-2 de Diego Aguirre começa a se consolidar de certa forma, mas ainda precisam ser feitos ajustes providenciais na criação do time, que carece de mais imprevisibilidade em alguns momentos.  

A nota positiva certamente fica para o setor defensivo que, novamente, fez uma partida praticamente impecável, também por conta do poder de fogo duvidoso do adversário, mas que em outros momentos, não foi empecilho para o São Paulo passar por maus bocados. 

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