Fluminense atrasa balanço financeiro, mas se justifica em nota oficial

Clube não publicou demonstrações financeiras de 2017 dentro do prazo estabelecido pela "Lei Pelé"

Fluminense atrasa balanço financeiro, mas se justifica em nota oficial
Foto: Nelson Perez/Fluminense

O Fluminense foi o único dos principais clubes do Brasil a não publicar as demonstrações financeiras dentro do prazo estabelecido pela lei federal 9.615, a "Lei Pelé" (fim de abril). O clube emitiu, na noite desta terça-feira (1), uma nota oficial explicando os motivos do atraso. O não cumprimento dos requisitos e datas pode acarretar até o afastamento dos dirigentes responsáveis.

De acordo com o clube, a demora ocorreu por conta de uma "revisão de saldos contábeis das contas de 2016", último ano da gestão Peter Siemsen. Na ocasião, Pedro Abad era presidente do Conselho Fiscal e votou pela aprovação das demonstrações. Foi também o candidato da situação, apoiado por Peter para o triênio 2017/18/19.

A diretoria afirma estar prestando esclarecimentos à CBF e à Apfut, entidade governamental que controla as obrigatoriedades dos clubes.

Por fim, o Flu justifica o atraso para "priorizar a qualidade das informações" com o objetivo de "alcançar o objetivo "de transparência das informações.

Confira a nota oficial do Fluminense na íntegra:

O Fluminense Football Club informa que os números que integram as demonstrações financeiras do exercício 2017 estão há meses em processo de análise por parte dos departamentos responsáveis do clube e da auditoria independente.

O atraso na divulgação do pacote completo de documentos se justifica em razão de uma nova revisão de saldos contábeis das contas de 2016, de forma a observar os itens 41 e 42 do pronunciamento CPC 23.

O objetivo da direção e dos poderes do clube é e sempre será apresentar o quadro mais fidedigno da realidade do clube.

Como demonstração de boa fé para o cumprimento de suas obrigações, o clube tem prestado todos os tipos de esclarecimentos para a APFUT e para a CBF.

Nesse contexto, a postura adotada tem sido a de priorizar a qualidade das informações, enquanto princípio de governança corporativa e de atenção ao postulado da substância sobre a forma reforçado pelo Código Civil às associações civis. E, assim, alcançar o objetivo primordial, qual seja o de transparência das informações, em benefício não somente dos órgãos de controle, mas também em respeito aos órgãos estatutários, associados e torcedores do FFC.

Diogo Bueno
Vice-Presidente de Finanças
Pedro Abad
Presidente
Fluminense Football Club