Atlético-MG pressiona, mas empata sem gols com Chapecoense na Copa do Brasil

Galo criou mais chances, principalmente na primeira etapa, mas não saiu do 0 a 0 na partida de ida das oitavas de final

Atlético-MG pressiona, mas empata sem gols com Chapecoense na Copa do Brasil
Foto: Divulgação/Atlético-MG
Atlético-MG
0 0
Chapecoense
Atlético-MG: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel, Fábio Santos; Adílson (Cazares, min. 18/2ºt), Gustavo Blanco (Elias, min. 18/2ºt); Róger Guedes, Luan (Matheus Galdezani, min. 33/2ºt), Otero; Ricardo Oliveira. Técnico: Thiago Larghi
Chapecoense: Jandrei; Apodi, Rafael Thyere, Douglas, Bruno Pacheco; Marcio Araújo (Vinícius Freitas, min, 45+3/2ºt), Amaral, Elicarlos; Canteros (Guilherme, min, 22/2ºt); Arthur Caíke (Júnior Santos, min. 33/2ºt), Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina
ÁRBITRO: Paulo Roberto Alves Júnior, auxiliado por Rafael Trombeta e Pedro Martinelli Christino, todos do PR. Amarelos: Luan, Patric (CAM); Jandrei (CHA)
INCIDENCIAS: Partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2018, na Arena Independência, em Belo Horizonte, MG. Público: 19.476 torcedores; Renda: R$ 258.225,00

Jogando diante de quase 20 mil torcedores no Independência, o Atlético-MG pressionou, mas não conseguiu balançar as redes e ficou no empate com a Chapecoense. Com uma postura defensiva, a Chape conseguiu segurar o 0 a 0, e garantir um bom resultado para o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Um empate na segunda partida leva a decisão para os pênaltis. Quem vencer na Arena Condá seguirá para as quartas.

A pressão foi grande do Atlético-MG na primeira etapa. Com 68% de posse de bola, o Galo esteve no campo de ataque na maioria do tempo, enquanto a Chapecoense adotou uma postura bem defensiva, e também teve poucas alternativas de velocidade para buscar contra-ataques.

Apesar de ter finalizado bem mais vezes - 10 a dois -, o Galo não teve grande pontaria: acertou o gol apenas em uma oportunidade. Aos nove, Ricardo Oliveira recebeu de Otero na entrada da área, e arriscou chute forte, mandando à esquerda do gol, com perigo. Quatro minutos depois, Róger Guedes avançou pelo meio e tocou para Ricardo Oliveira, que ajeitou no pivô e soltou para Gustavo Blanco chegar batendo, mas Jandrei segurou firme.

Muito recuado, o time da Chapecoense pareceu sempre prestes a ceder um gol, mas conseguiu se segurar. Aos 21, em jogada ensaiada a partir de cobrança de escanteio, Luan lançou na esquerda, Fábio Santos apareceu livre na área e cruzou para Gabriel que, livre, cabeceou mal e mandou para longe uma grande chance do Galo.

A única oportunidade mais incisiva dos catarinenses foi aos 24. Bruno Pacheco subiu pela esquerda e cruzou no meio da área para Arthur Caíke, que nem precisou subir para cabecear, mas mandou em cima de Victor.

O Atlético-MG continuou sendo o melhor time e rondou a área da Chapecoense, porém as chances claras diminuíram. Já aos 45, Róger Guedes recebeu dentro da área, caiu pedindo pênalti e a bola sobrou para Ricardo Oliveira bater de primeira, à esquerda. Assim, mesmo pressionando, o Galo não conseguiu tirar o zero do placar no primeiro tempo.

Logo no segundo minuto da segunda etapa, Luan deu passe de três dedos para a entrada da área, Blanco avançou para dentro e bateu de pé esquerdo, mas mandou por cima do gol, Apesar dessa oportunidade inicial, o Atlético-MG manteve praticamente a mesma posse de bola do primeiro tempo - terminou com 69% -, mas criou menos ocasiões claras na segunda etapa. A Chapecoense se portou um pouco mais a frente, apesar de não abandonar sua postura defensiva, e conseguiu diminuir um pouco do ímpeto atleticano. 

Thiago Larghi promoveu as entradas de Cazares e Elias nas vagas de Adílson e Blanco, mas os dois não tiveram grande impacto no jogo. Gilson Kleina respondeu com Guilherme no lugar de Canteros, e a Chapecoense até teve um pouco mais de espaço, porém pouco assustou o goleiro Victor.

Aos 27, depois de grande jogada pela direita, Róger Guedes cruzou, Ricardo Oliveira tentou dominar e Cazares acabou ficando com a bola, sendo desarmado na sequência. A bola sobrou para Patric, que girou para cima de Bruno Pacheco e bateu cruzado, tirando tinta da trave esquerda de Jandrei. A melhor chance dos catarinenses foi aos 36. Após falta lançada na área, Guedes afastou parcialmente, Thyere colocou para dentro e Wellington Paulista aparece para finalizar, mas Victor se esticou e salvou o Galo.

Abusando de cruzamentos - 34 no jogo, apenas três certos -, o Atlético-MG parou na estratégia montada pela Chapecoense, que conseguiu segurar o ímpeto dos mineiros e garantir o 0 a 0, que pareceu o objetivo do time desde que entrou em campo no Independência.

O Atlético-MG volta a campo no próximo sábado (5) contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, no Morumbi, às 19h. Já a Chapecoense recebe o Paraná, na segunda-feira (7), às 20h. A partida de volta da Copa do Brasil é no dia 16 de março, às 19h30, na Arena Condá.