Perto de marca histórica, goleiro Jefferson demonstra realização com sua carreira no Botafogo

Goleiro está apenas a quatro jogos de ultrapassar Valtencir, terceiro jogador com mais partidas pelo Alvinegro

Perto de marca histórica, goleiro Jefferson demonstra realização com sua carreira no Botafogo
(Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Idolatria. Nenhuma palavra ou adjetivo explica melhor o sentimento da torcida alvinegra pelo goleiro Jefferson. Em suas duas passagens pelo clube, viveu todos os tipos de emoções possíveis, da glória dos títulos a tristeza do rebaixamento. Sempre uma unanimidade quando se fala de boas atuações e alto rendimento. Recebeu propostas de Milan e Benfica, mas optou por continuar sua bela história pelo alvinegro.

Em sua última temporada como profissional, Jefferson segue batendo recordes com a camisa do Botafogo. Na partida válida pela terceira rodada desse Brasileirão, ultrapassou Quarentinha e atualmente é o quarto da lista de jogadores que mais vestiram a camisa preta e branca. Mas não para por aí, o ídolo está a apenas quatro jogos de ganhar mais um posto na lista e se tornar o terceiro com mais jogos pelo clube de forma isolada. Valtencir, o dono desse posto, tem 453 jogos, já Jefferson, 449.

Destaque da vitória na última segunda-feira (14) contra o Fluminense, o goleiro concedeu entrevista coletiva nessa manhã (17) após o treino, e abriu o jogo sobre o período em que se lesionou, suas expectativas para o ano e para o fim da carreira.

"Já me sinto realizado por tudo o que passei no Botafogo. Tudo foi maravilhoso. Já subi, já cai, fui campeão. Representei o Botafogo na Seleção”, disse.

"A questão da aposentadoria estou bem ciente da decisão que tomei. Tem dois tipos de aposentadoria. A que você se aposenta e a que o time aposenta você. Vou pensar jogo a jogo para terminar bem e chegar lá na frente para ver o que a gente resolve", ressaltou.

"Não vou parar por causa de idade. Dá para aguentar mais uns três anos. Mas passei por lesão e quando fica parado um bom tempo você perde espaço, prestígio. Isso tudo envolve. A questão de não jogar também. Me cobro até pelo o que recebo do Botafogo", frisou.

Perguntado sobre a lesão, apontou o lado psicológico como fator principal: "A lesão já saiu da minha cabeça. Uso proteção mais por segurança. Quando entro em campo esqueço, não sinto dor. No começo ficava preocupado mas com o tempo acaba esquecendo".

"Hoje estou conformado com a situação. Naquele momento da lesão doeu muito, passei uns meses bastante chateado. O tempo foi passando, futebol dá muita volta, mas sabia que seria difícil. Fui me conformando com a situação, mas sou muito feliz pelo que passei lá", completou.

Jefferson ainda falou sobre a possibilidade de trabalhar no clube após a aposentadoria: “Não fui procurado porque não sabemos se vai acontecer ou não. Temos a possibilidade de conversar para depois ficar segundo o presidente. Sempre me identifiquei com o clube."

Com Gatito em processo de recuperação após a lesão sofrida contra o Sport há três semanas, Jefferson tem presença garantida no time titular na partida de domingo (20), contra o América-MG.